29
Mar 20

Quinto dia quinta etapa Santarém a Golegã com 32 kms.

De pequeno-almoço já tomado com mais uma hora hoje que ontem depois da mudança alteração da hora de Inverno para a de Verão.

Deixo o local onde pernoitei, sigo pelo Largo dos Reis em direcção às ruas 1º de Dezembro, 5 de Outubro, passo Portas do Sol, Porta de Santiago (onde existia um conjunto de hospedarias para viajantes, foram destruídas no século XVIII, existindo agora só a Calçada de Santiago), sigo em frente com a linha férrea à esquerda. Já na EN365 depois de ter deixado a EN114 caminho por alcatrão até Vale de Figueira, paro num café para beber uma bica.

Olho para o relógio e para meu espanto quando vejo que são 11,30m estou um pouco atrasado ao horário que tinha planeado, um pouco mais frente entro num caminho de terra batida, novo objectivo é chegar a Reguengo do Alviela com tempo para almoçar um ensopado de enguias.

Depois do almoço entre num embaralhado de trilhos, caminhos de terra batida e estradas de alcatrão para chegar ao Pombalinho, volta à EN365 para concluir o dia de hoje, mas sem passar primeiro pelas quintas da Piedade e cruzar o rio Almonda.

Como estou em pleno Ribatejo escolhi para descansar o Hotel Lusitano.

O lugar de Golegã outrora pertença da Vila de Santarém, foi elevado à categoria de Vila por carta de D. João III, datada de 3 de Novembro de 1534. Segundo vários autores, a Vila da Golegã teve origem no tempo de D. Afonso Henriques ou de D. Sancho I, quando uma mulher natural da Galiza e que residia em Santarém veio estabelecer-se com uma estalagem neste local. Que a Golegã já existia no século XV, parece não haver dúvidas, bem como depois de se haver estabelecido nela a dita Galega, ter passado a denominar-se Venda da Galega, Póvoa da Galega, Vila da Galega e mais tarde por corrupção de linguagem, “Golegã”.

A par da importância do lugar em que se situa, a região da Golegã detinha uma das maiores riquezas: um solo fértil: A fama das suas terras chamou muito povo a si, como grandes agricultores e criadores de cavalos. Dos tempos mais remotos vêm alusões à região, à Quinta da Cardiga que em 1169 foi dada por D. Afonso I à ordem do Templo para arroteamento e cultivo. De século para século foi a mesma sendo doada a outras ordens e, a partir do século XIX, comprada por diversos grandes agricultores.

Já no século XVIII, e com o apoio dado pelo Marquês de Pombal, a feira começou a tomar um importante cariz competitivo, realizando-se concursos hípicos e diversas competições de raças. Os melhores criadores de cavalos concentravam-se então na Golegã. No século XIX, com base na valorização agrária da região, a Golegã voltou a ter grande importância para o que muito contribuíram as figuras de dois grandes agricultores e estadistas: Carlos Relvas, fidalgo da Casa Real, grande amigo do Rei, comendador, lavrador, artista, proprietário de diversos estabelecimentos agrícolas e de dois palácios (onde por várias vezes hospedou a família real), e José Relvas, seu filho, imensamente ligado à causa republicana, ministro das finanças e também um grande

(Historia da Golegã)

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 22:02

28
Mar 20

Quarto dia terceira etapa Azambuja a Santarém com 32 kms.

Uma das etapas mais longa não só pelos quilómetros mas também pelas rectas que tenho de atravessar, mas mais nada posso fazer senão seguir em frente.

Levantei-me cedo o tempo estava fresco fui até à Praça do Município, rua Vitor Cordon (não aquela onde está a sede CGPT-IN), a linha férrea à minha frente, entrei no trilho de terra batida que me leva ao Aeródromo de Alqueidão (onde está um dos Forte que protegeu Lisboa das Evasões Francesas) passo pela Aldeia de Reguengo entro na EN3-3 sigo durante 2kms até ao parque ribeirinho de Valada, caminho pelo lado interior do dique que protege das cheias do Rio Tejo até Muge, continuo na EN3-3 e pela Vila Muge pela Rua do Morgado.

Paro um pouco para comer e reabastecer os meus cantis de água porque a parte da tarde não era fácil e ainda me faltavam uns bons quilómetros até ao destino de hoje.

Despois de ter andado 8 kms avisto ao longe Aeródromo encontro um piso complicado entre caminhos empedrados, terra batida e troços alcatroados, tenho à direita e outras vezes à esquerda altos canaviados, passo por debaixo da A13 e chegou a Ómnias, olho para trás e vejo o Aeródromo nem reparei quando o passei, porque o cansaço já estava instalado.

Até que a famosa Rua de Marvila, (não a de Lisboa, mas a de Santarém) viro à direita ando mais um 1,5km e estou no meu destino.

Já passava das 19 horas e ainda me falta chegar ao Albergue de peregrinos da Santa Casa da Misericórdia. Finalmente estou deitado, depois de um belo banho, jantar e ver se tudo estava pronto para o dia seguinte.

Quando cheguei a Santarém o meu pensamento vai para um dos meus Heróis do 24 de Abril de 1974.

Fernando José Salgueiro Maia, um dos capitães do Exército Português que liderou as forças revolucionárias durante a Revolução de 25 de Abril de 1974, que marcou o final da ditadura em Portugal.

Nasceu em Castelo de Vide a 1 de julho de 1944

Faleceu 4 de abril de 1992, em Santarém encontra-se sepultado em Castelo de Vide

Em 1973 iniciam-se as reuniões clandestinas do Movimento das Forças Armadas e, Salgueiro Maia, como Delegado de Cavalaria, integra a Comissão Coordenadora do Movimento. Depois do 16 de Março de  1974 e do Levantamento das Caldas, foi Salgueiro Maia, a 25 de Abril desse anos, quem comandou a coluna de blindados que, vinda de Santarém, montou cerco aos ministérios do Terreiro do Paço forçando, já no final da tarde, seguindo as ordens de Otelo Saraiva de Carvalho no Posto de Comando na Pontinha, a rendição de Mracelo Caetano no Quartel do Carmo, que entregou a pasta do governo a António de Spínola. Salgueiro Maia escoltou Marcelo Caetano ao avião que o transportaria para o exílio no Brasil.

Na madrugada de 25 de Abril de 1974, durante a parada da Esola Prática de Cavalaria (EPC), em Santarém, proferiu o célebre discurso: "Meus senhores, como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. Os estados socialistas, os estados capitalistas e o estado a que chegámos. Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos! De maneira que, quem quiser vir comigo, vamos para Lisboa e acabamos com isto. Quem for voluntário, sai e forma. Quem não quiser sair, fica aqui! Todos os 240 homens que ouviram estas palavras, ditas de forma serena mas firme, tão característica de Salgueiro Maia, formaram de imediato à sua frente. Depois seguiram para Lisboa e marcharam sobre a ditadura.

A 25 de Novembro de 1975 sai da EPC, comandando um grupo de carros às ordens do Presidenta da República. Será transferido para os  Açores, só voltando a Santarém em 1979, onde ficou a comandar o Presídio Militar de Santarém. Em 1984 regressa à EPC.

(Wikipédia)

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 21:33

27
Mar 20

Terceiro dia terceira etapa Vila Franca de Xira a Azambuja com 18 kms.

Depois de ter tomado o pequeno-almoço fui até ao Jardim Municipal Constantino Palha bem junto ao Rio Tejo, passei por debaixo da Ponte Marechal Carmona, segui pelo trilho de terra batida que me levou até Castanheira do Ribatejo, em frente dirige-me para Vala do Carregado, tive de inverter para o meu lado esquerdo para cruzar novamente a linha férrea da estação do Carregado (local onde partiu o 1º comboio português), depois da Vala e da Central Termoeléctrica do Ribatejo, já me encontrava na EN3 e ter passado por mais uma estação desta vez a de Vila Nova da Rainha, consultei os meus apontamentos e faltava-me pouco mais de 6 kms.

Tinha percorrido os 18 kms e o Abrigo de Peregrinos da Santa Casa da Misericórdia da Azambuja esta mesmo ali.

O comboio fez a sua estreia em Portugal no dia 28 de Outubro de 1856.

Fontes Pereira de Melo, como Ministro das Obras Públicas, foi o grande timoneiro da modernização das vias rodoviárias e do arranque do caminho-de-ferro no nosso país, considerado condição sine qua non para a industrialização do Reino.

1.º comboio português.

Em Outubro de 1845, seriam publicadas as bases para a construção de caminhos-de-ferro em Portugal, que, no entanto, não teriam qualquer resultado prático.

Só depois do triunfo do movimento da Regeneração, em 1851, seriam criadas as necessárias condições de estabilidade política, para o surgimento do fontismo e da criação das infra-estruturas necessárias ao definitivo desenvolvimento.

As obras do 1.º troço da 1.ª linha-férrea portuguesa começaram em 1853, a cargo da Companhia Central e Peninsular dos Caminhos de Ferro em Portugal, sob a supervisão de uma companhia inglesa, e demorariam 3 anos. No dia 24 de Agosto de 1856 o rei D. Pedro V, visitou as obras, já em fase de acabamento, mas em Alverca ainda havia irregularidades.

A inauguração ocorreria dois meses depois, concretamente na manhã do dia 28 de Outubro de 1856, entre Lisboa e o Carregado. O novo meio de transporte compunha-se de duas locomotivas (a “Portugal” e a “Coimbra”) e dezasseis carruagens. O trajecto a percorrer era de 36,5 km e demorou cerca de 40 minutos.

Maria Isabel Lemos e Roxas Carvalho Meneses de Saint-Léger, que foi Marquesa de Rio Maior e dama da rainha D. Maria Pia, com apenas quinze anos assistiu a esta viagem inaugural. Sobre as impressões então vividas escreveu no seu “Livro de Memórias”, o seguinte:

«Vou narrar o que me lembra do solene dia da inauguração que, enfim, chegou. Minha mãe não quis ir ao banquete do Carregado. Mas foi comigo, para um cerro fronteiro à estação de Alhandra ver a passagem do comboio (…).

Finalmente, avistámos ao longe um fumozinho branco, na frente de uma fita escura que lembrava uma serpente a avançar devagarinho. Era o comboio? Quando se aproximou, vimos que trazia menos carruagens do que supúnhamos. Vinha festivamente embandeirado o vagão em que viajava D. Pedro V. O comboio parou um momento na estação, de onde se ergueram girândolas estrondosas de foguetes (…).

(…) Só no dia seguinte ouvimos meu pai contar as várias peripécias dessa jornada de inauguração. A máquina (…) não tinha força para puxar todas as carruagens que lhe atrelaram; e fora-as largando pelo caminho. Creio que se o Carregado fosse mais longe e a manter-se uma tal proporção, chegava lá a máquina sozinha ou parte dela (…).

Meu pai passou para a carruagem real, na qual chegou ao Carregado, onde assistiu aos festejos e comeu lautamente, porque o banquete era farto. (…)»

No dia seguinte, celebrava-se o aniversário de D. Fernando e a nova linha seria aberta à exploração, com duas viagens diárias de ida e volta, cujo preço (ida e volta) era o seguinte: 1.ª classe – 700 réis; 2.ª classe – 560 réis; e 3.ª classe – 240 réis.

(Blog Viajando no tempo)

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 21:16

26
Mar 20

Segundo dia segunda etapa Alpriarte a Vila Franca de Xira com 15 kms.

Sai já era claro, mas hoje não tenho o Sol como companhia, tempo ameno com um pouco de vento.

Deixe o albergue para o lardo da localidade e logo pela Rua do Bom Humor. Ingrediente que me vai fazer bastante falta para estes dias, 1 km à frente viro para o carreiro, no final a A1 sigo em frente passo pela Póvoa de Santa Iria, sigo pelo viaduto sobre a linha do comboio, percorro uns quilómetros até Base Aérea de Alverca, sigo pela EN10 e à minha frente Alhandra (aqui recordo o nadador Batista Pereira), passo por cima da linha férrea entro no Passeio Ribeirinho e depois a ciclovia, á direita a Praça de Touros e cheguei a Vila Franca de Xira, ao fim de 5 horas.

Baptista Pereira de seu nome completo Joaquim Baptista Pereira, nasceu a 7 de Março de 1921 e faleceu a 22 de Junho de 1984 em Alhandra sua terra natal.

Nadador de fundo internacional representou sempre o seu clube do coração Alhandra Sporting Clube.

Por a sua terra ser localizada à beira do Rio Tejo, Baptista Pereira, desde muito novo, fez do rio o seu lugar de brincadeira preferida.

O Quim, como era conhecido, filho de pessoas humildes, era aquele garoto traquina que desde muito cedo começou a acompanhar na faina o seu pai, pescador, e para desespero dos pais, a “pouco e pouco”, sozinho começou a aventurar-se no rio a nadar cada vez maiores distâncias, onde além de aprender a profissão, aprendeu a nadar, passando a ser a sua distracção eleita

Aos 13 anos já era o garoto mais popular da sua terra, rapidamente se começou a conhecer as proezas do jovem e todos os seus conterrâneos começaram-lhe a augurar um futuro brilhante na Natação e não descansaram enquanto não obtiveram autorização dos pais para o inscreverem no clube local.

Após várias provas de fundo com assinaláveis sucessos recebe o convite mais desejado: Participar na prova da Travessia do Canal da Mancha

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 16:26

25
Mar 20

Tinha planeado a minha ida a Santiago de Compostela, como não posso fazê-lo fisicamente, vou iniciar hoje a minha Peregrinação Virtual até Santiago de Compostela com partida de Lisboa.

Tenho tudo planeado para chegar a Santiago de Compostela no dia 8 de Abril.

O Sol ainda não era visível no horizonte já eu estava em Lisboa a descer os degraus da Sé de Lisboa para dar inicio há minha jornada.

Antes tinha revisto o que tinha dentro da mochila e tudo estava lá, desde da escova dos dentes até ao cartão multibanco sem esquecer a credencial de peregrino.

Primeira etapa de 22 kms que vai terminar em Alpriarte.

Vou pela Cruzes da Sé onde atravesso a Bairro de Alfama, pouco depois estou com o Largo do Chafariz de Dentro, sigo em direcção ao Campo de Santa Clara, cheguei a Santa Apolónia, ligo a música que levo comigo para canção do Fausto “Por Este Rio Acima”, um pouco mais frente Rua de Xabregas (ao meu lado esquerdo o lindíssimo Museu Nacional do Azulejos), sigo para o Poço do Bispo (que tantas recordações tenho das horas ali passadas com os meus amigos), deixou para trás Rua Fernando Palha e a sede de Oriental, chegou ao Parque das Nações, tenho pela frente 7 kms por carreiros de terra batida que me leva pela margem do rio até que chego a Sacavém e ao Rio Trancão.

Já perto da antiga ponte romana, lembro-me da lenda da “Batalha de Sacavém”.

“Conta a lenda que a batalha terá sido um recontro travado entre D. Afonso Henriques e Taifa de Badajoz e Bezai Zaide, do lado cristão 1.500 guerreiros, do lado muçulmano 5.000 mouros.

Após a conquista de Santarém D. Afonso Henriques preparou-se para tomar Lisboa e assim consolidar definitivamente não só a linha do Tejo como a própria independência de Portugal e o domínio do seu fértil vale garantia-lhe a plena auto-suficiência

D Afonso Henriques dispunha apenas de uma força de mil e quinhentos guerreiros, e foi nessas condições que se iniciou a batalha, tenho como palco Sacavém de Baixo, na margem do Rio de Sacavém (hoje Rio Trancão), junto à velha ponte romana, fortemente defendida pelos mouros.

Não obstante a diferença numérica de forças, acabaram por vencer os cristãos, muito embora a maior parte destes últimos tenha parecido, conseguiram ainda assim matar três mil e quinhentos muçulmanos a fio de espada, tendo os restantes mouros afogando-se no rio ou sido feitos prisioneiros.

Esta miraculosa vitória foi atribuída à Divina intervenção da Virgem Maria que teria feito aparecer durante a batalha «muitos homens estranhos que pelejavam com os cristãos».

(Pacto Português)

E com isto tudo cheguei a Alpriarte ao fim de 6 horas.

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 16:22

23
Mar 20

Dana Helena Maria Ingrova Zatopkova, nascida na Morávia em 1922, filha do coronel Antonin Ingr, comandante do 27º Regimento de Infantaria e apoiante do Presidente democrata Edvard Benes, deposto pela invasão dos nazis alemães, fazendo-o passar pelos campos de concertação de Spilberg, Dachau e Buchenwald.

Ela forçada a trabalho de escritório que não lhe deixava tempo para o voleibol.

Casada com Emil Zatopek nascidos no mesmo dia do mesmo ano, a poucos quilómetros um do outro, tinham casado, após breve oposição da família da noiva, socialmente mais alta, a seguir aos Jogos Olímpicos de 1948.

Jogos Olímpicos, 1952, em Helsínquia – onde Dana ganhou a medalha de ouro no lançamento do dardo -, na Finlândia, terra de Nurmi, o homem, considerado o maior meio fundista do mundo até à chegada de Zatopek seu marido.

As Olímpias de 1952 consagraram não só o triunfo de Zatopek mas também o de Dana Zatopkova e bateram 4 records olímpicos, ele nos 5.000m, 10.000m e Maratona, ela no Lançamento do Dardo, tornaram conhecida uma das mais tocantes histórias de amor dos jogos.

Os Resultados

Lançamento do Dardo – 50,47m - Record Olímpico

5.000m – 14m 6s 2 – Record Olímpico

10.000m – 29m 17s – Record Olímpico

Maratona – 2h 23m 3s 2 – Record Olímpico

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 15:51

21
Jul 17

Heródoto, descreve esta cena de há 2.500 anos. (A Primeira Ultramaratona)

Com uma incrível força de corpo, mente e espirito, Fidípides regressou a Atenas dois dias depois de ter partido, contudo, os cidadãos estavam deveras preocupados? A sua esperança estava depositada neles. Qual seria o seu destino sem o povo de Esparta a apoiá-los nesta Batalha? Uma nuvem de ansiedade invadiu a cidade. Os espartanos só partiriam dali a quatro dias.

Fidípides fora informado que após a sua saída para Esparta, os seus conterrâneos se mudaram para Maratona. Sabendo disto, e mesmo depois de ter corrido para e de Esparta, teve que correr por mais 42 quilómetros até Maratona.

Depois de uma breve sesta e de alguma corrida ele voltou para trás, correu mais 230 quilómetros de regresso a Atenas. Tinha de fazer chegar a mensagem ao seu povo. Afinal ele era um mensageiro e transportava mensagens era o seu dever.

Os Espartanos desejaram-lhe boa viagem e garantiram-lhe que dentro de seis dias iniciariam a sua marcha. Depois de correr de Atenas a Esparta, alguém consiga fazer o mesmo caminho de regresso. Mas foi precisamente isso que Fidípides fez.

Correr debaixo do sol escaldante era duro, mesmo para um atleta em boa forma. E agora, depois de apenas uma pequena sesta. Fidípides iria passar novamente por Tégea, depois das montanhas de Parténio. Já se tinha afastado de Esparta e provavelmente estaria em delírio quando teve uma visão. Era o Deus Pan que lhe aparecia, com cara de homem, mas corpo de cabra. Pan era desconcertante. O que queria este Deus da Montanha?

Calcula-se ter corrido mais de 500 quilómetros (Atenas a Esparta e de Esparta a Maratona via Atenas).

Uma Ultramaratona é algo que poucos conhecem

Passagem retirada do Livro ‘A Lenda de Maratona’ – Dean Karnazes

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 16:48

20
Jul 17

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 Joaquim Francisco Agostinho nasceu em Brejenjas no dia 7 de Abril de 1943 participou em 13 edições da Volta à França, contando com 8 primeiros lugares em etapas, na sua primeira presença em 1969 obteve logo duas vitórias (Nancy/Mulhouse e La Grande Motte/Revel), em 1973 vence o contra-relógio, no ano de 1975 vê o seu sonho realizado ao correr a Volta à França com a camisola do seu clube de sempre Sporting (com ele estava Firmino Bernardino, Serafim Ferreira, José Amaro, Joaquim Carvalho, Campanher, Julien, Labourdelte e Molet este franceses), novo 1º lugar em 1977 na etapa que termina em Saint-Étienne, na edição de 1979, chega primeiro ao alto do L’Alpe D’Huez, termina a sua participação na edição de 1983 com 40 anos.

Volta a França

1969 - (8º Lugar) (Vencedor de 2 Etapas)

1970 - (14º Lugar)

1971 - (5º Lugar)

1972 - (8º Lugar)

1973 - (8º Lugar) (Vencedor de 1 Etapa)

1974 - (6º Lugar)

1975 - (15º Lugar)

1977 - (13º Lugar) (Vencedor de 1 Etapa)

1978 - (3º Lugar)

1979 - (3º Lugar) (Vencedor de 4 Etapas)

1980 - (5º Lugar)

1981º - (desistiu)

1983 - (11º Lugar)

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 15:57

18
Jul 17

Quando da minha participação na 38º Corrida da Fogueiras, e, em plena prova dei comigo a pensar no seguinte:

- Que, em quase todas localidades portuguesas existe uma ou mais lendas que as ligam à sua existência.

Relacionada com a Cidade de Peniche encontrei a Lenda do Senhor de Branco, que liga Peniche à Dinamarca.

Retirada do Livro Lendas de Portugal de Gentil Marques.

 Por alturas do século V da nossa era cristã, o povo da ilha de Peniche vivia em cabanas e dedicava-se à pesca. Era alegre, hospitaleiro e laborioso. A família, bem constituída, agrupava-se sob a suave direcção dos mais velhos, movidos pelo mais recto espírito de justiça. Não tinham ambições, nem receavam ninguém. O mar, embora furioso por vezes, dava-lhes o suficiente para viverem, como tesouro inesgotável.

Um dia, ainda muito cedo, algumas lanchas haviam saído para o mar. A luz era fraca. Mas um dos homens apontou aos outros o que acabava de descobrir. Aproximava-se a toda a vela um navio estranho, com velame complicado, diferente de quantos tinham visto. O primeiro movimento entre os pescadores foi de espanto. Depois começaram a recear, pois o navio dirigia-se para o seu pequeno e difícil porto. Perguntavam ansiosos: «Quem seriam os seus tripulantes? Donde viriam? Que desejariam da sua terra?» Alguns mais afoitos gritaram para bordo que seguissem viagem sem aportar. Mas os do navio não fizeram caso ou não os compreenderam e aportaram mesmo.

Amedrontados, os pescadores não tiveram coragem de continuar a faina. Remaram para terra com quanta força tinham, para observar o que iria acontecer. O navio ficou a certa distância da terra e dele desceram, em pequenos botes, uns homens enormes, de ombros largos, loiros e fortes. Embasbacados, os pescadores descobriram que esses mesmos gigantes loiros fizeram descer para um dos botes uma dama, loira também, envolta em véus espessos que não deixavam ver o seu rosto. Rodeavam-na de atenciosos cuidados. Depois, fizeram-se a terra, seguidos pelas embarcações dos pescadores. Em terra, os homens loiros ajudaram a dama a descer. Depois esperaram que os pescadores chegassem também a terra. Frente a frente, os homens olharam-se. Não havia na expressão deles rancor ou ódio. Os loiros sorriam. Os pescadores aguardavam. Por fim um dos homens agigantados falou em espanhol:

— Amigos, precisamos da vossa ajuda. Um dos pescadores mais velhos perguntou:

— Donde vêm?

O outro respondeu:

— Vimos do norte e precisamos de um porto amigo. Saberemos recompensar-vos. Poderemos armar aqui as nossas tendas?

O pescador respondeu:

— Fiquem, se vêm por bem. É essa a vossa linguagem?

— Não. Falamos uma língua que não entendeis. Eu e a dama que trazemos falamos castelhano. Haverá aqui alguma mulher que saiba cuidar de uma doente?

— Eu tratarei disso.

O gigante loiro agradeceu e logo começaram a levantar tendas, a acomodar os seus cofres e armas de guerra. E em poucos dias reinava entre todos uma franca e sincera fraternidade.

A dama loira, de uma beleza fascinante, de modos gentis e olhar doce, esperava um filho. Mas devia estar muito fraca, pois quase não falava e dos seus olhos de vez em quando corriam lágrimas.

As mulheres mais hábeis ficaram ao serviço da Bela Senhora, como lhe chamavam os da ilha. Cada dia mais triste e mais pálida, ela sorria, sem forças para agradecer melhor todos os cuidados de que era alvo. E as mulheres dos pescadores já a amavam como se fosse a sua rainha.

Uma noite, pouco tempo depois de terem aportado à ilha, a dama deu à luz um menino. Porém, não era como aqueles que as mulheres de Peniche estavam habituadas a ver nascer. Era grande, muito branco e rosado, cabelo de um loiro desmaiado, olhos de um azul vivo como reflexos do mar!

Ao ver o menino, a dama soluçou. Primeiro com angústia, depois com serenidade, por último com alegria. Porém, os seus servidores — pois todos a tratavam com deferência — lançaram gritos de vitória. Contagiados, os pescadores de Peniche associaram-se ao júbilo extraordinário dos estrangeiros e cantaram e bailaram com eles.

O dia estava belo. O sol queimava os corpos, dando um tom rubro à pele branca dos estrangeiros. E quando a tarde começou a cair, ainda se bailava e cantava. Porém, dentro da cabana, o menino dormia. Olhando-o com ternura, a dama loira chorava ainda em silêncio. Apiedada por essa dor secreta, a mulher que dela cuidava começou a chorar também. A dama notou o facto. Suspirou fundo. Estendeu-lhe uma das mãos que a mulher de Peniche apertou nas suas. E então, a dama falou. A sua voz era pausada, de timbre admirável.

— Vou contar-te a minha história. Queres ou não conhecê-la?

A mulher foi sincera:

— Senhora... Há muito que desejava saber porque choras tanto!

Sorriu a dama entre lágrimas e começou:

— Vim de muito longe... De um país do norte chamado Dinamarca.

— E como é esse país?

— Diferente do teu. Lá, o Sol não brilha como aqui. É um país de luz triste, de povo guerreiro e cruel.

— Fizeram-te mal?

— Ouve o que te digo. Meu pai, que é o rei da Dinamarca, deu-me em casamento a um príncipe de outra nação vizinha.

— E não gostavas dele?

— Não!

— Porquê? Era feio ou velho?

— Nem velho nem feio. Mas é um homem brutal, muito mau. A sua maior alegria é passear, amarradas à sela do seu cavalo, as cabeças dos seus inimigos e beber em seus crânios esvaziados o hidromel da vitória!

A dama calou-se, cansada. Alina, a mulher que a escutava, levou uma das mãos à cabeça em sinal de protesto.

— Claro que não podias casar com esse príncipe cruel!

A dama continuou:

— Mas não era só isso.

— Que mais havia?

— Eu amava outro homem!

— E como era ele?

— Jovem, belo, generoso e valente!

A dama tornou a calar-se olhando um ponto vago no espaço. Curiosa, a sua interlocutora indagou:

— Então porque não te deixaram casar com ele?

A dama despertou dum sonho e respondeu com tristeza:

— Meu pai não quis!

— Porquê? Não era de sangue real?

— Não... mas pertencia a outra estirpe muito superior, porque era cristão. Não admitia a vingança e bebia o vinho em vasos de prata, com o coração tranquilo e limpo de maldade.

— Não falaste ao rei teu pai, pedindo que te atendesse?

A dama loira suspirou fundo.

— Falei. Amava tanto o meu senhor! O senhor do meu coração... da minha vontade! Disse-lhe que sem ele seria um corpo sem alma!

— E que fez teu pai?

A dama calou-se mais uma vez. Talvez cansada, talvez embargada pela emoção. A mulher que a ouvia respeitou esse silêncio. Compreendia o drama que envolvia essa pobre mulher, tão bela e tão meiga. Ao cabo de uns momentos, a dama prosseguiu a sua narrativa.

— Sabes o que fez meu pai? Encerrou o meu bem-amado no subterrâneo dum castelo, para que ali morresse de fome e de frio!

— E depois?

— Depois... Depois... julguei morrer de dor. Então uns amigos de ambos conseguiram comprar uns guardas e todas as noites, em segredo, vinham buscar-me ao palácio e conduziam-me à presença do meu bem-amado. Levava-lhe então alguns alimentos e o calor da minha afeição sem limites. Casámos secretamente numa noite que não mais esquecerei, tais as peripécias de que se rodeou. Tudo parecia estar contra nós. Tudo!... Até o tempo! O vento zunia com impiedade. A chuva alagava os campos. Os trovões atordoavam as gentes. Dir-se-ia a noite do Juízo Final!

Calou-se, mais uma vez, a jovem dama. Depois continuou:

— Fomos felizes, apesar de tudo, durante cinco luas. Mas uma noite... alguém me denunciou, e os cavaleiros nossos amigos tiveram de fugir! Eu recolhi ao palácio... e ele... o meu bem-amado esposo... o meu bondoso e belo cavaleiro… foi degolado na prisão!

A dama curvou a cabeça. Lágrimas grossas inundavam-lhe o roslo. Beijou a testa do seu menino e murmurou:

— Já não tens pai. Mas tens ainda mãe e amigos! Amigos que não te deixarão cair nas mãos do rei! Ficas sem pátria... Outra tomarás como tua!

Calou-se de novo a dama loira. Chorava em silêncio. Por fim, retomou a narrativa interrompida.

— Alguns dias depois da morte do meu esposo, aquele que hoje comanda o nosso pequeno grupo e foi o mais sincero amigo do pai do meu filho, veio ter comigo. Disse-me que tinha um barco à minha espera, para se fazer ao mar com todos os que haviam sido os amigos dedicados do meu esposo. Queriam livrar da ira do rei o fruto do meu amor — o meu filho! — Não hesitei e parti com eles, levando no meu seio o único laço que me prendia à vida.

Novo silêncio que Alina cortou.

— Como conseguiste sofrer tudo isso... e viver ainda?

— É verdade. Hoje pasmo! Mas creio que é por ele que vivo. Por ele, pelo meu menino!

— E é tão lindo, o teu menino! Tão branco... tão branco... parece mesmo um grande senhor!

— E é! É o neto do rei da Dinamarca! E vive! Vive, graças aos meus amigos, que conseguiram trazer o barco até aqui. Graças ao Deus que o meu esposo adorava esse meigo Jesus de que ele falou até morrer! E graças ao teu povo, que nos recebeu com tanto carinho! Aqui viverá o meu filho; o meu Jauntzuria!

— Que nome lhe deste?

— Esse que ouviste:

Jauntzuria, que quer dizer «Senhor Branco».

Alina olhou enternecida o menino que dormia. E murmurou, quase numa oração:

— Que cresças para bem, Jauntzuria!

Lá fora, os homens continuavam expandindo o seu júbilo. E o Sol acolhedor acariciava-lhes as costas e os braços nus.

publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 14:42

03
Jul 17

1 de Janeiro - Na São Silvestre de São Paulo, Rosa Mota foi categórica, vencendo a corrida pela sexta vez consecutiva. Carlos Lopes e Aurora Cunha vencem a São Silvestre da Amadora. A São Silvestre de Madrid venceu António Leitão.

19 de Janeiro - Cross da Amendoeiras em Flor sem Carlos Lopes lesionado e com a desistência de António Leitão, António Regalo lutou até final e fico no último lugar da pódio.

Na prova feminina a vencedora foi Ria Van Laudeghen da Bélgica com Rosa Mota em segundo lugar e Albertina Machado em terceiro lugar.

Em Sevilha o Sporting venceu o 5º Cross Itália.

2 de Fevereiro - Desaire Sportinguista na Taça dos Clubes Europeus de Corta-Mato que se disputou em Itália. Domingos Castro em 2º lugar, Dionísio Castro em 3º lugar, Joaquim Pinheiro em 15º lugar, Fernando Mamede desistiu. O Sporting ficou em 2º lugar.

Na prova feminina o Sp. Braga venceu com Albertina Machado em 4º lugar, Conceição Ferreira em 5º lugar, Ana Moreira em 9º lugar, Manuela Machado em 18º lugar, Rosa Oliveira em 20º lugar e Fátima Novais em 3oº lugar.

23 de Fevereiro - As atleyas portuguesas venceram a Estafeta de Yokohama com Rosa Mota, Lucilia Soares, Albertina Dias, Aurora Cunha, Albertina Machado e Conceição Ferreira.

23 de Abril - Rosa Mota vence a Maratona de Boston com o tempo de 2h 25m 21s terceira melhor marca mundial.

31 de Agosto - Rosa Mota inigualável, ganhou a Maratona nos Campeonatos do Mundo em Roma «Não sou de vencer-me a mim própria, mas só acreditei na vitória quando entrei no Estádio». Rita Borralho também correu a prova tendo-se classificado em 28º lugar. Rosa fez o tempo de 2h 25m 17s em segundo lugar a 7m 21s ficou Soya Ivanova (URSS).

7 de Setembro - Nos Mundiais de Roma, Said Aouita conquista a medalha de ouro dos 5.000m, mas a prata foi para Domingos Castro.

17 de Setembro - O Presidente da República Dr. Mário Soares decidiu atribuir a Rosa Mota a Grã-Cruz da Ordem de Infante D. Henrique.

23 de Novembro - Rosa Mota que se recusara a participar no Mundial de Estrada recebeu as penas impostas pela FPA afirmou disposta a abandonar.

No Monaco, Portugal sagrou-se campeão do Mundo com Albertina Machado (6º lugar), Aurora Cunha (12º lugar) e Albertina Dias (14º lugar)

publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 15:52

30
Jun 17

Em 1968/69 o Jornal "O Casapiano", orgão oficial do Casa Pia Atlético Clube, instituiu o troféu Ricardo Ornelas para premiar os clubes mais disciplinados das I, II e III Divisão do campeonatos nacionais de futebol e I divisão da A. F. L., contou com o patrocínio da FPF e AFL.

Vencedores I Divisão - época 1968/69 Sporting Clube de Braga, época 1969/70 União de Tomar, época 1970/71 Vitória de Setúbal, época 1971/72 Sporting Culbe Farense.

Vencedores II Divisão - época 1968/69 Almada Atlético Clube, época 1970/71 Sporting Clube Olhanense, época 1971/72 Portimonense Sport Clube.

Vencedores III Divisão - época 1968/69 Faro e Benfica, época 1970/71 Penalva do Castelo, época 1971/72 Sport Clube Vianense

A partir da época 1972/73 devido às alterações disciplinares (introdução de cartões e expulsões) o troféu nunca mais foi conquistado por qualquer clube.

(Fonte História do Casa Pia)

Casa Pia Atlético Clube

 

 

publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 15:17

29
Jun 17

No meu Baú, hoje fui até ao ano de 1969, e, nos meus papéis/apontamentos encontrei um que tinha referente ao atletismo o seguinte:

1 de Janeiro - Anacleto Pinto viu-se impedido, à última hora, de participar na São Silvestre de São Paulo, depois de ter contraído uma lesão num dos joelhos. O único representante português naquela importante prova brasileira acabou abandonado no seu quarto de hotel. No dia da prova a imprensa brasileira não sabia o que se tinha passado, o que levou Anacleto Pinto a afirmar «São Silvestre? Nunca mais! Abandonaram-me, no hotel, à minha própria sorte!».

17 de Agosto - O Sporting sangrou-se campeão nacional de atletismo. No total os «leões» venceram 13 provas contra 7 do Benfica. Pelo meio ficou a marca alcançada por Tavares Alves do Sporting, no salto em altura, bateu o «record nacional e foi o primeiro português a saltar os 2 metros, na corrida dos 10.000 metros masculinos esteve preste a dar-se u drama, disputada debaixo de calor intenso a horas impróprias, dois atletas do Benfica Américo Barros e Antero Lourenço abandonaram, em muito mau estado a prova, devido a uma insolação.

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 16:02

28
Jun 17

O Diário de Lisboa na sua edição de 24-04-1932, fazia a notícia da Edição Zero ou 1º Edição da Estafeta Cascais - Lisboa que o S.L. Benfica venceu.

Como nos dias de hoje já também em 1932 a Prova foi alterada no seu percurso inicial que tinha a partida de Cascais com Meta no Terreiro do Paço, a distância a percorrer era de 27,400 metros, mas uma última deliberação das autoridades superiores do distrito, que a última etape entre a Av. da India e o Terreiro do Paço foi proibida.

Assim a estafeta ficou com 24,100 metros com 4 etapes, Cascais/Parede (6,200m), Parede/Paço de Arcos (6,300m), Paço de Arcos/Algés (5,900m) e Algés/Av. da India (5,700m).

Ás 14,51 foi dada a partida aos 8 atletas sendo 3 atletas do S.L. Benfica, 2 atletas do Sporting C.P., 2 atletas do Vendedores de Jornais e 1 atleta do Probidade.

O 1º vencedor foi Manuel Dias com 1h 16m 30s

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 14:30

27
Jun 17

Ao fazer o cruzamento do Quadro de Honra da Corrida e a página do amigo João Lima, retirei os seguintes dados:
1º vencedor em 1980 Luís Marques da Empresa Bruno Janz
1º vencedora em 1980 Idalina Santos do Sarge
1ª Equipa vencedora Empresa Bruno Janz
Estes pódios são a partir de 1986 e não contém a edicção deste ano.
Clubes com maior número de vitóiras
1ª Lugar - GDR Reboleira c/7 vitórias (1997,1998,1999,2000,2001,2002,2003)
2ª Lugar - Opitca 2001 /6 vitórias (1990,1992,1993,1994,1995,1996)
3ª Lugar - GFD Running c/4 vitórias (2013,2014,2015,2016)

Atleta Masculino com maior número de viórias
1º Lugar - Artur Santiago c/4 vitórias (2001,2002,2003,2004)
2º Lugar - Joaquim Murraças - c/3vitórias (1988,1989,1991) e Vítor Vasco (1994,1995,1997)
3º Lugar - Luís Marques c/2 vitórias (1986,1987) e António Sousa (1998,2005)

Atleta Feminina com maior número de viórias
1º Lugar - Madalena Carriço c/6 vitórias (2000,2006,2007,2008,2010,2012)
2º Lugar - Margarida Pinto c/3 vitórias (1994,1995,1996) e Alexandra Almeida (2001,2002,2005)
3º Lugar - Umbelina Nunes c/2 vitórias (1988,1992) e Cristina Gramoso (1990,1991)

Atleta Veterano Masculino com maior número de vitórias

1º Lugar - Jaime Gonçalves c/3 vitórias (1987,1989,1991)

2º Lugar - Bernardino Silva c/2 vitórias (1993,1994), Gabriel Rodrigues c/2 vitórias (2004,2005) e José Gaspar c/2 vitórias)

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Atleta Veterano Feminina com maior número de vitórias

1º Lugar - Umbelina Nunes c/3 vitórias (1991,1995,1996)

2ª Lugar - Albertina Silva c/2 vitórias (1987,1989), Analice Silva c/2vitórias (1990,1992), Rosa Celeste c/2 vitórias (1998,1999), Manuela Dias c/2 vitórias (2004,2005) e Ana Margarida c/2 vitórias (2011,2012)

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 14:33

16
Mar 17

Em 13 de Setembro de 2009 – G. P. Queluz – Manuel Faria

 

Não me foi possível participar na 1/2 Maratona de São das Lampas por motivos familiares, prova que tinha treinado para baixar o tempo da edição de 2008, não é a mesma coisas mas lá foi até Queluz para correr a última prova do Troféu Sintra a Correr 2008/2009, prova designada por Grande Prémio de Queluz - Manuel Faria.

Esse grande senhor do atletismo nacional com quem tive o prazer de conversar algumas vezes, ainda nem sonhava praticar esta modalidade, até brincava com alguns amigos que diariamente passavam por mim a correr, naquele tempo eu era treinador de futebol.

Mas como o desporto não tinha segredos para Manuel Faria, eu lá lhe ia contando alguns treinos do meu futebol, e ao mesmo tempo fazendo algumas perguntas na vertente da preparação física, com as suas palavras sábias de quem muito sofreu nos treinos e provas, dava-me quase sempre pormenores e dicas, que aproveitava para os meus treinos, e muito em particular para exercícios de corrida.

A corrida de Queluz tinha a distância de 10 Kms (2 voltas) à vila, como era a última prova do troféu a linha de partida estavam muitos atletas, uns com a classificação definida, outros com a classificação por definir, o mesmo acontecia com a classificação colectiva por equipas.

Como tinha participado em poucas provas do troféu em prol de outras corridas (montanha, trail e maratonas), aproveitei para conversar com amigos que já não via a algum tempo.

O percurso não apresentava grande dificuldade, uma ou outra subida de curta distância, mas, aquela recta em frente ao antigo Liceu Nacional de Queluz tirava-me alguma da vantagem que tinha alcançado com a inclinação, mas nem tudo por ser um mar de rosas.

No final a habitual poupança mas garrafas de água procedimentos que continuo sem compreender.

No final tinha corrido os 10 kms em 40m e 58s.”

 

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 16:24

14
Mar 17

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Quando do lançamento da Lisbon Eco Marathon ou Lisbon Trail Marathon a organização proponha aos atletas um desafio de correr na Serra do Monsanto, com partida no Parque do Calhau, junto aos Pupilos do Exército, com a Meta instalada no Parque Eduardo VII, juto à Praça do Marquês de Pombal.

Sábado 6 de Julho de são 17h 30m o organizador Luís Milagres dá início ao briefing alertava os atletas para o tinham de enfrentar durante os 42,195 kms, uma temperatura de 42º grau à partida, que se iria manter quase até final e que no final registava 38º grau.

Para a Eco Maratona tinha a companhia do Vilela e do Jorge Baltazar que se ia estrear na distância, antes da partida ficou acordado entre nós, que eu marcava o ritmo, o que aconteceu até bem perto dos 30 kms, aos 10 kms passamos com 58m, à Meia Maratona o relógio marcava 2h 05m, tudo estava a decorrer conforme combinado.

Com este andamento dava alguma folga para a habitual quebra dos 35 kms para concluir a Maratona muito perto das 4h 15m o que na realidade não aconteceu.

Como disse atrás tudo estava quase perfeito até que algo aconteceu ao Jorge que na passagem do quilometro vinte cinco, quebra primeiro fisicamente, para pouco tempo a sua parte psicológica chega ao fim, e com ela a sua falência total que levou à recusa total em correr, eu e o Vilela tentávamos anima-lo, mas nada deu resultado e acabou por desistir pouco depois dos 30 kms.

Para os restantes Kms foi um apelo constante à minha experiência acumulada pelas Maratonas que já efectuei, o que deixou de ser um enorme sacrifício para o ritmo que passou a ser bastante baixo, juntamente com o Vilela lá fomos aos poucos voltando ao normal e a Meta estava ali mesmo à nossa frente.

A organização tinha ao dispor dos atletas 3 pontos de abastecimento, com o calor que se fazia sentir eram verdadeiros Oásis, cheguei a temer que os atletas mais lentos tivessem problemas com a falta de água, porque não havia cuidado para com aqueles que vinha atrás, mas felizmente tudo correu da melhor maneira.

Não posso deixar de assinalar as belas vistas panorâmicas que a Serra do Monsanto nos oferece da Cidade de Lisboa e da margem Sul, onde Almada, Porto Brandão e Costa da Caparica parecem que se banham no Rio Tejo.

Foi com enorme agrado ao verificar a minha classificação no site de organização, tinha cortado a meta em 80º da geral e 2º no escalão (tempo final 5h 15m 43s aos 30 km 3h 41m 13s aos 21 km 2h 07m 36s).

No final a organização tinha ao dispor dos atletas cerveja, coca-cola, sandes e porco assado, uma banda dava um toque musical, que proporcionava um convívio entre os atletas.

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 11:30

08
Mar 17

Correr na Montanha em Pleno Trail é o lugar perfeito para libertar o stress que se acumulou durante a semana onde o atleta pode combinar o instinto mais primitivo do Homem Correr em Liberdade.
Penso que posso partilhar com algumas dicas de uma aprendizagem que ao longo dos anos foi assimilando.
Para Subidas
1. Tronco - O tronco ligeiramente inclinado para frente. Se não conseguir correr comece a andar.
2. As Pernas - É importante manter a cadencia com passadas certas com apoio da planta do pé para poupar energia. Temos que ter uma flexibilidade dos gémeos e do tendão de aquiles.
3. Os Braços - Os braços com a movimentação para frente, dão uma grande ajuda às pernas.
As descidas tem que ser efectuadas com segurança rápida. Temos que treinar não só as subidas mas um bom treino de descidas pode relançar a nossa corrida e recuperar o tempo perdido na subida.
1. Tronco - Quando dominamos a técnica é manter o tronco para frente para uma boa velocidade.
Quando a técnica ainda não é apurada damos menos velocidade levando o tronco para trás.
2. As Pernas - Um pouco fletidas para descer o centro de gravidade fica menor dando maior estabilidade. Apoiar a planta do pé. Não podemos efectuar travagens bruscas temos que reduzir as passadas. Para travar apoia o calcanhar quando tiveres o tronco para trás.
3. Os Braços - Abertos para ter maior sustentação e reação em caso de descidas técnicas.
Se a passada for curta os movimentos dos braços tem que ter pouca amplitude.
Bons treinos

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 00:09

07
Mar 17

Domingo 27.11.2016, Cidade de Évora, pronta para a sua Meia Maratona que está integrada no circuito do Running Wonders EDP “Patrimónios Mundiais”.

A prova teve início na Praça do Giraldo seguindo para os locais mais emblemáticos da cidade, Templo Romano (vulgarmente conhecido por Templo de Diana), Palácio Dom Manuel, Capela dos Ossos, A Cerca Medieval, Aqueduto da Água de Prata, a corrida sai da cidade, para alguns quilómetros mais à frente voltar ao seu interior, e terminar onde tinha começado na Praça do Giraldo.

Pelo caminho vi umas tunas académicas, um rancho folclórico, isto sem falar do público.

Foi um fim-de-semana bastante agradável como é habitual na companhia do Óscar e da São, o Óscar tinha a indicação do Restaurante “Cruzeiro de Granito” fomos ao seu encontro, onde a simpatia e a ementa são de qualidade superior.

Meia Maratona que pode ser para repetir pela organização quase perfeita também pelo seu trajecto bastante acessível, a cidade de Évora bastante simpática e que tanto tem para visitar, tudo isto a juntar à gastronomia alentejana, são bons indicadores para voltar.

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 22:49

27
Fev 17

Estive presente na organização do Grande Prémio d Atletismo de Algueirão-Mem-Martins durante 8 anos, através do convite do Pedro Rocha, amigo de longa data, que me explicou o seu projecto para realizar uma corrida pedestre pelas ruas de Algueirão e Mem Martins.

Algumas reuniões de preparação realizadas conseguimos pôr a máquina em andamento, foi contactada a Xistarca para nos ajudar nas inscrições, cronometragem e classificações, a Real Academia delineou o trajecto, o Pedro Rocha (JFAMM) ficou com a parte do apoio burocrático.

Durante esses 8 anos nem tudo decorreu como queríamos, fomos confortados nos primeiros anos do Grande Prémio com situações complicadas, desde da marcação para o mesmo dia de provas regionais e concelhias para localidades vizinhas, marcadas pelas entidades oficiais, após terem licenciado e autorizado o Grande Prémio, foi com muitas destas e outras dificuldades que o Grande Prémio cresceu e granjeou o respeito dos atletas.

Agora que deixei a organização em 2016 tenho a oportunidade de agradecer aos 3.653 atletas que cruzaram a linha de Meta, pela participação.

Não posso também deixar de agradecer a todos aqueles que colaboram de forma voluntária comigo e com a Associação Desportiva Real Academia para que no dia da prova nada falta-se ao atletas.

Vou continuar a apoiar o Grande Prémio agora como atleta.

 Deixo alguns dados relativos aos 8 Grandes Prémios.

Atletas Classificados

I Grande Prémio – 280

II Grande Prémio – 479

III Grande Prémio – 436

IV Grande Prémio – 443

V Grande Prémio – 524

VI Grande Prémio – 458

VII Grande Prémio – 421

VIII Grande Prémio – 612

 

Os melhores Tempos

Masculinos

6ª Edicção

31m 18s – Hermano Ferreira – Conforlimpa

4ª Edicção

31m 34s - Miguel Quaresma – G. D. Donas

2ª Edicção

31m 52s – Luís Pinto – Sporting

 

Femenino

5ª Edição

35m 30s – Ana Mafalda Ferreira – Estreito

4ª Edicção

35m 35s – Ana Mafalda Ferreira – Estreito

6ª Edicção

36m 59s – Vera Nunes - Benfica

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 19:28

23
Fev 17

23 de Fevereiro de 1987
José Manuel Cerqueira dos Santos Afonso
Nascido em Aveiro a 2 de Agosto de 1929 e falecido em Setúbal com 57 anos.
Dia triste para todos aqueles que tinham o José Afonso com referência, não só no campo musical mas também na defesa das Liberdades de Abril.
A minha geração não deixou de viver aqueles dias, com muita militância e participação cívica dos acontecimentos que Portugal vivia.
Vamos todos pensar um pouco nos poemas que José Afonso cantou, que me leva a evocar o seu disco gravado em 1970, tão actual que é a sua mensagem. E ainda hoje somos poucos para enfrentar as batalhas que nos são colocadas diariamente, então "Traz outro Amigo Também"

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 15:14

21
Fev 17

Embarcação que circula na Ria de Aveiro, região lagunar do Rio Vouga, que originalmente destinada à apanha e transporte do moliço. É um barco de borda baixa para facilitar o carregamento do moliço.

Navega em águas pouco profundas, distingue-se pela singularidade e decoração da sua proa de cores garridas, onde predominam cores garridas e onde predominam os elementos marinhos e rurais.

O moliceiro tem um comprimento de cerca 15 metros, a sua largura de bola 2,50 metros, é construído em madeira de pinheiro.

Como meios de navegação/propulsão usa vela, a vara e a sirga.

O que é a Sirga

É um cabo que se utiliza na passagem dos canais mais estreitos ou junto às margens, quando navega contra a corrente ou contra o vento.

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 22:50

10
Fev 17

No dia 24 de Janeiro de 2017 pelas 22h 15m vejo no Facebook que o Cross da Laminha deste ano foi a sua última edição.

Para ser a última faltou a sua maior atracção «a lama», não foi pela falta do principal ingrediente do Cross da Laminha que o amigo Victor Ferreira nos comunicou tal decisão.

Sei bem o que é organizar uma corrida sozinho, sem apoios humanos e financeiros, já para não falar naqueles pormenores que habitam permanentemente connosco até ao dia da partida.

Estive presente pela primeira vez em 2010, e nunca mais faltei a uma edição, fazendo do Cross minha primeira prova do ano.

Recordo já com saudade as folhas de papel espalhadas pelos trilhos com palavras ‘ESTÁS A GOSTAR, AINDA AGORA COMEÇOU, GANDAS MALUCOS, TRILHO DA RAPOSA’ e aquela que era o ex-libris ‘ATENÇÃO MERDA’», de incentivo aos atletas.

Mas também de aviso e de preocupação onde existia mais dificuldade em se ultrapassar os obsctáculos.

Saudades também das velhas feijoadas ou sopa de feijão com carne e enchidos, nunca entendi muito bem como classificar o «manjar» servido no final de cada Cross, mas sempre de grande qualidade e confecionadas pelas senhoras, na maior e mais velha tradição portuguesa.

Saudades também dos banhos que começaram por ser na casa de banho do pavilhão onde mal cabiam três atletas mas onde todos deixavam a lama, depois veio os banhos ao ar livre, com um engenhoso esquema de ligações e esquentadores, mas sempre com água quente, nesta edição foi em cima do placo das festa.

No que diz respeito á prova em si o que me fazia deslocar há Cumeira, percurso com uma subida iniciar em dias de chuva era muito exigente, não posso esquecer a suinicultura, a pedreira e por último a subida para a meta que acabava com o resto da energia.

Mas tudo isto era compensado pela camaradagem que sempre encontrei nos atletas que participavam no Cross.

Não posso deixar de mencionar os prémios as telhas que ainda são algumas, até aos pratos, «onde cabe uma pizza familiar», são recordações que vou aguardar com carinho.

Para ti amigo Victor Ferreira um

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Bem-Haja e até qualquer Km.

publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 12:38

31
Jan 17

Corrida na Areia

Um treino na areia da praia (Carcavelos) por semana ou por vezes em cada duas semanas é uma excelente forma para se desenvolver a força.

Corrida em percursoa de Corta-Mato

Também treino em pequenos percursos de mato um pouco mais acidentado que também é excelente para desenvolver a força.

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Como não faços séries este tipo de treino é o mais semelhante, quando subo concentro a passada forte e constante, na descida recupero num trote suave  depois volto a subir.

Bons Treinos

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 16:18

25
Jan 17

Viana do Castelo era o meu destino e dos meus companheiros (Adélia, Óscar, São, Germano, Ana, Rosa e Matos), desta vez para participar na Meia Maratona Manuel Machado, o ponto de encontro foi como habitualmente a Gare do Oriente, estávamos lá à hora marcada.

Pontualmente o Alfa entrava na gare que nos levou até Nine aí mudámos de comboio este com andamento menor que transformou a viagem num agradável passeio de aproximação ao Minho.

Depois de ter deixado as malas no hotel, parti, à descoberta de um restaurante para almoçar, haviam três nomes que poderiam ser escolhidos, após visita aos seus menus a escolha recai no ‘O Vasco’, onde fomos muito bem tratados.

Uma visita pela cidade que terminou em Santa Luzia, para cima tivemos uma preciosa ajuda do elevador que nos levou a superar os 650 metros e um desnível de 160 metros, fazer esse trajecto pelas escadas ou pela estrada não era muito aconselhável porque estávamos a poucas horas da prova.

Domingo, acordei cedo, tomei o pequeno-almoço com a Adélia, fomos ter com os outros e partimos para o local da prova.

Como é habitual o ambiente era normal, os atletas, uns conversavam, outros faziam o seu aquecimento e outros vinham atrasados, havia muitos atletas espanhóis porque a prova contava para o Troféu da Galiza.

O percurso não apresentava muitas dificuldades nas não era um passeio, tinha algumas subidas longas, numa delas encontrei o José Sousa talvez por volta dos 7 kms, um pouco mais à frente cruzei com o Félix, Camacho do Linda-a-Pastora, Germano que volta a representar a Real Academia, quando já tinha feito o retorno cruzei-me com o Óscar, Fernando Fonseca do Mundo da Corrida e o Matos da Real Academia.

Prova com muito público a incentivar os atletas, outros em brincadeira ofereciam um ‘copo de vinho verde’, estes encontravam-se bastante organizados que nem as febras faltava, passei novamente por Santa Marta Portuzelo, isto tudo já no meu regresso, encontrava-me bem fisicamente e via-me a ultrapassar muitos atletas, um pouco mais à frente a placa que indicava a minha entrada na cidade de Viana do Castelo.

Já dentro da cidade vou para a meta, antes disso vejo a Adélia que grita “Boa, Boa, Força”, última curva e à minha frente a recta da meta, olha para o meu relógio e vejo que após acabar a minha prova tenho 1h 38m 49s no relógio da prova marca 1h 39m 22s.

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 17:34

20
Jan 17

Antes de se iniciar o treino para evitar lesões faça aproximadamente durante 5 a 10 minutos estes exercicios.

1 - Mobilidade Articular

2 - Corrida num ritmo lento

3 - Técnica de corrida skippings, andar nas pontas dos pés e calcanhares

 

 

 

publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 20:33

12
Jan 17

Uma caminhada de 4 horas, distância 11 Kms com dificuldade média.

Entre Penedos de Eremitas aos Segredos da Lua.

A rota traçada levamos a locais com tradição como a Capela de Santo António do Penedo (sec xv) que poderá ser o ponto de partida, subir até ao convento de Santa Cruz fundado por Álvaro de Castro em 1560, mediante disposição testamentária de seu pai, o Vice-Rei da Índia D. João de Castro.

Entre velhos castanheiros, sobreiros, loureiros, carvalhos, cedros e buxos ladeiam a calçada que sobe até à Gruta do Monge, ascética morada do Beato Honório, já antes da fundação do convento. Aí viveu (durante 30 anos) e faleceu (em 1596), continuamos a marcha até ao "cruzamento dos Capuchos".

O Monge, junto do vértice Geodésico (490m) que lhe deu nome, é um tholos, uma sepultura colectiva, de falsa cúpula, característica da idade do cobre ou calcolítico.

Os romanos terão mesmo edificado um templo circular, composto por vários colunas consagrada ao Sol e à Lua, continuamos rumo à Peninha (487m), passando pelas Pedra Irmãs. No sopé dos rochedos situa-se a Velha Ermida de S. Saturnino, que remonta à fundação do Reino de Portugal.

(fonte sportlife)

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 19:57

11
Jan 17

Estocolmo 1912, 100 anos depois tive a enorme alegria de estar presente na Suécia e na cidade de Estocolmo no 'Olympiska Spelen' a fazer o mesmo percurso da maratona e de terminar dentro do Estádio Olímpico.

Tenho como recordação a enorme alegria que o povo sueco demonstrava em receber os atletas como se fosse uma representação nacional para participar em tão grande prova, recordo também as longas rectas, subidas, descidas que compunham a totalidade dos quilómetros, tive a oprtunidade de ver durante a prova o local onde Francisco Lazaro desistiu. No dia da prova muitos atletas estavam equipados à época, assim como o público que batiam palmas e gritavam palavras de incentivo, guardo também  para sempre a minha entrada no Estádio Olímpico com aquele ambiente olímpico. Estádio completamente cheio, onde cada um chamava pelo seu familiar ou amigo, para que a meta fosse ultrapassada em glória e sem que se notasse o cansaço já acumulado.

Participei na homenagem que o Governo e Comité Olimpico Sueco prestou ao Francisco Lazaro, momentos de grande simbolismo para todos nós Portugueses que lá estavam nesse dia.

No que respeita ao meu tempo não foi nada famoso mesmo comparando com o de Kenndy McArthur (Africa do Sul) o vencedor em 1912 com 2h 36m 54s contra 3h 32m 25s que gastei para concluir a Maratona Olimpica de Estocolmo (tenho que treinar mais um pouco).

Um pouco de história

Foram os primeiros jogos olimpicos a reunir atletas dos 5 continentes e os primeiros também para Portugal. Uma estreia marcada pela morte de Francisco Lazaro, devido a desidratazção.

Portugal estava representado em 3 modalidades com 6 atletas, sendo António Stromp com 18 anos o atleta mais novo e Joaquim Vital o mais velho com 27 anos.

No Atletismo - Maratona - Francisco Lazaro e Mathias de Carvalho, nos 400 e 800 metros Armando Luzarte Cortesão, nos 100 e 200 metros António Stromp.

Na Esgrima - Espada - Fernando Correia.

Na Luta Greco-Romana - Peso Pena - António Pereira, no Peso Médio - Joaquim Vital.

No Quadro da Medalhas os 3 primeiros foram para Suécia com 24 medalhas de ouro, 24 de prata e 17 bronze, Estados Unidos 23 medalhas de ouro, 19 de prata e bronze a Grã-Bretanha arrecadou 10 medalhas de ouro, 15 de prata e 16 de bronze.

JIM THORP foi eleito o melhor atleta dos jogos

Vencedor do Pentatlo com 7 pontos e do Decatlo com 8.412 pontos. Um ano mais tarde foi desclassificado por ter jogado futebol americano em 1910, numa equipa profissional.

Nasceu a 28 de Maio de 1888 no seio da tribo de indios Sioux Sac paptizado como Wo Tho Huck.

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Jim Thorp

 

 

publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 16:08

10
Jan 17

10-01-1959 - O Ministério da Educação determinou o minimo das habilitações literárias dos desportistas, sem as quais não poderiam manter-se em actividade: 4ª classe. Só no futebol os, cidadãos sem essa habilitação atingiram o número de 500. Era o reflexo do País. Claríssimo.

10-01-1971 - O Sporting (26) manteve o comando com mais um ponto do que o Vitória de Setúbal e mais três do que o Benfica (menos um jogo). Nesse domingo jogou-se no Estádio do Bonfim o Vitória de Setúbal 0 Sporting 0 com arbitragem de Saldanha Ribeiro (Leiria).

10-01-1974 - Jorge Fagundes foi indicado Presidente da Federação Portuguesa de Futebol.

10-01-1975 - José Martins foi acusado de correr dopado no contra-relógio de Benidorn. Os resultados tinham desaparecidos e, seis dias depois do prazo legal, apareceu uma fotocópia com a notícia Fulgêncio Sanchez afirmou que a situação era escandalosa, pondo em dúvida que a urina fosse de José Martins, insinuando que seria de Ocaña.

10-01-1977 - Jornada 13 de azar para o Sporting que perdeu pela primeira vez no Campeonato. Foi em Setúbal(0-1). O golo sadino teve como autor o médio sportinguista Valter. Ainda por cima... No Restelo, mais um passo atrás da equipa do F.C. Porto, que perdeu, por 0-2, aprovando a crise que se vivia nas Antas.

(Fonte A BOLA)

jose martins

 

publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 18:45

28
Dez 14

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 21:13

04
Abr 14

No passado sábado estive presente no Convento do Carmo a convite do Clube do Stress em representação da Associação Desportiva Real Academia na conferência de apresentação da corrida Espirito de Aliança na distância de 100 kms.

A abertura e receção aos participantes, este a cargo do General Rui Moura que traçou em breves palavras o que estava programado.

O Prof. Dr. João Paço na sua intervenção deu a conhecer o Clube do Stress e as suas metas.

O Coronel Américo Henriques deu uma enorme aula de História Militar sob a “A Guerra Peninsular” que arrebatou as maiores das atenções aos participantes.

O Coronel José Paulo Berger ainda dentro do contexto da “Guerra Peninsular” falou dos Fortes das suas defesas, movimentações dos exércitos e táticas militares.  

A Engª Rosário Veiga explicou as técnicas e material que foram usados na construção dos Fortes.

O Dr. Rui Brás falou numa vertente turística como as Camaras Municipais juntaram esforços para que os Fortes fossem conhecidos.

Prof. António Veloso falou da parte desportiva mais concretamente da Biomecânica nos atletas que correm grandes distâncias.

Para finalizar o Dr. Elói Marques da Silva centrou a sua intervenção na corrida Espirito de Aliança 100 kms, informou que estão inscritos 26 atletas para os 100 kms, havendo também atletas inscritos para os restantes percursos e que possivelmente vai haver uma participação inglesa.  

 

 

 Vista de Lisboa da janela do Convento do Carmo

 

Coronel Américo Henriques

publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 20:06

22
Mar 14

 

Acordei ainda não eram 5 horas da manhã, o meu pequeno-almoço foi uma sandes de queijo, um quarto de pizza que acompanhei com um sumo de laranja.

Saí do Hotel perto das 5h 30m conforme estava combinado com o Óscar para percorrer a distância 6 kms que mediava o Hotel à Partida, tinham que ser feitos a pé, porque a cidade não tinha transportes públicos para o local.

Não deu bom resultado, quando cheguei já a Maratona ia com 10m de prova.  

Ao iniciar a minha partida já não atletas por perto, dei com o batalhão de fotógrafos que me tiravam fotos, só faltava a passadeira vermelha para parecer um artista daqueles muito conhecidos.

Comecei a correr, passados poucos kms já ultrapassava os atletas mais lentos e o balão que sinalizava o tempo das 5h 45m.

Às 7h da manhã em Telavive já o Sol marcava a sua posição no meio dos atletas, aos poucos Ele ia transformando a Maratona numa corrida mais série do que ela é, mais de metade da prova é feita junto ao Mediterrâneo onde não existe sombras.
Se não houver cuidados por parte dos participantes a desidratação não anda muito longe, para evitar aquela amiga tive que apelar à minha experiência, felizmente tudo correu bem.

Depois de concluir a Maratona com o tempo de 3h 34m 17s verifiquei como é fácil um atleta entrar em colapso, como tinha acontecido na edição de 2013, um morto e 25 atletas hospitalizados alguns em estado grave.   

No que respeita ao apoio popular não existe, pouco público a ver e aqueles que estão à beira da estrada não se manifestam, até parecia que estava a correr em Lisboa.

Os abastecimentos não muito inferiores aos que se pratica em Portugal, mantenho a minha opinião sobre os nossos abastecimentos «são um luxo».

E assim conclui a minha 25 Maratona.

 

 

publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 15:54

16
Jan 14

 

KM DESIGNAÇÃO EDICÇÃO TEMPO CLASSIF. GERAL CLASSIF. ESCALÃO DATA
10 São Silvestre da Amadora 39 00:46:54 445 43 31-12-13
10 São Silvestre dos Olivais 25 00:47:50 464 35 30-12-13
21,097 Meia Maratona dos Descobrimentos   01:35:35 536   08-12-13
10 Corrida do Sporting Clube de Portugal 3 00:44:58     01-12-13
21,097 Treino Nocturno São João das Lampas 5 01:45:05     15-11-13
42,195 Maratona do Porto 10 03:42:48     03-11-13
42,195 Maratona do Piodão I 07:13:48 76 12 26-10-13
30,1 Treino Serra de Sintra   03:39:45     19-10-13
42,195 Marona de Lisboa . Rock 'n' Roll 1 03:48:46 286 20 06-10-13
21,097 Meia Maratona de Guimarães I 01:47:04     22-09-13
10 Corrida do Jumbo 1 00:48:05 333 15 08-09-13
21,097 Meia Maratona São João das Lampas 37 01:41:40   11 07-09-13
8 G. P. Mente Traquina II 00:34:24   9 01-09-13
9,8 G. P. Almargem do Bispo II 00:41:29   13 21-07-13
42,195 Lisbon Trail Marathon I 05:15:43 80 2 06-07-13
15 Corrida das Fogueiras 34 01:11:23 745 59 29-06-13
7,2 G. P. Manique de Cima   00:30:23   11 16-06-13
10 BES RUN Challeng3 - Sintra I 00:43:31 352   08-06-13
7,5 Corrida do Ambiente   00:30:23   5 08-06-13
10 Corrida Oriente 10 00:45:13 228   02-06-13
8 Trail dos Dinossauros - Pego Longo III 00:36:36   10 26-05-13
10 BES RUN Challeng3 - Sintra I 00:50:54 97 8 18-05-13
18 Trilho das Lampas 1 01:46:36 92 15 04-05-13
100 200 Anos da Linhas de Torres I 13:38:46     27-04-13
20 Estafeta Estoril-Lisboa   01:32:01 11 6 21-04-13
7 G. P. JOMA XXXII 00:28:26   16 14-04-13
21,097 Challenge Algarve 2013 - 1/2 Maratona 4 01:40:00 86 4 31-03-13
5 Challenge Algarve 2013 - Praia 4 00:23:22 38 3 30-03-13
6 Challenge Algarve 2013 - Cross 4 00:25:23 39 2 29-03-13
42,195 Maratona de Roma   03:35:17 2068   17-03-13
15 Corrida das Lezirias   01:09:54     10-03-13
8 G. P. Rio de Mouro V 00:39:43   20 24-02-13
11 Sintra Run By Night I 01:16:01 49 2 23-02-13
20 20 Kms Cascais 30 01:32:15     10-02-13
23 Trail de Bucelas I 02:22:42     03-02-13
17 G. P. Fim da Europa XXIII 01:23:07 218 6 27-01-13
15 Cross da Laminha 10 01:51:04 182   13-01-13

 

- Os 100 kms das Linhas Torres prova de lindas paisagens e de grande simbolismo histórico, o tempo registado é oficioso, sempre que se chegava ao final da etapa parei o relógio, o tempo oficial dado pela organização de 15 horas foi cumprido.

- O Sintra Run By Night é uma prova que fica na memoria estar ao lado de Dean Karnazes é um momento alto.

- Maratona de Roma uma corrida a não esquecer.

- 1/2 Maratona de Guimarães pela dureza da prova é para lembrar.

- Trail de Bucelas e o Cross da Laminha são prova para repetir.

- Maratona do Piodão prova a voltar por duas razões a beleza do local e a dureza daquelas subidas e descidas, não esperava uma prova assim.

 

    

publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 23:24

08
Jan 14

 Já se encontram abertas as inscrições na Xistarca para a edicão de 2014.

   

Finalmente noticias do Grande Prémio de Atlestimo Algueirão-Mem-Martins, realiza-se a 9 de Fevereiro de 2014. Inscrições na Xistarca € 8,00 até 31.01.14; € 10,00 de 01.02.14 a 09.02.14.
 
 
publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 22:31

31
Jul 13

José Ferreira, Herculano Araújo, Luís Serrazina, Victor Mota, Jorge Serrazina um pouco mais atrás a Glória Serrazina, a Caminho de Santiago último dia e o resto da Maratona por concluir.

 

O pensamento do grupo C.O.E./GNR
Já alguém disse “... é perante o obstáculo que o Homem se descobre...”
Neste caso é perante uma prova como está que se descobre que o mais importante não é a competição em si, mas a lealdade e camaradagem e espírito de entreajuda dos participantes...
Bem haja amigos é o desejo destes amigos dos C.O.E./GNR.
Dorsal 5 Bének Morais, Dorsal 6 Eduardo Silva, Dorsal 7 Miguel Gomes e Dorsal 8 Manuel Amaral.
 
Victor Mota traduziu o seu pensamento deste modo.
Sinceramente, não sei muito bem o que dizer de uma maneira muito racional.
Por isso vou apenas recorrer aos sentimentos e dizer que muitos destes companheiros da estrada eram nomes que por vezes associava a caras. A partir de hoje fiquei a conhece-los melhor e a admirá-los ainda mais em especial este espírito de total companheirismo e partilha. Deixem-me só dizer estou a Adorar, não sei é se alguma vez voltarei a correr uma prova deste calibre, mas uma coisa é certa, sonho um dia ajudar a organizar e tentar diminuir os sacrifícios que este caminho exige!
Dorsal 45 
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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 16:29
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30
Jul 13

Parece que em 2014 vai haver nova edição Caminhos de Santiago Trail Aventura, vou adoçar a boca a quem não participou, assim transcrevo o estado de espirito dos participantes acabadinhos de concluir uma etapa.

Aqueles três dias que partilhamos entre todos as nossas experiências que iam do sacrifício até aos momentos mais hilariantes de tantos kms percorridos diariamente, ficou entre nós grandes amizades que ainda hoje nos liga.

Foi buscar o Diário de Bordo, e então lá vai.

Manda a tua experiência para que se possa partilhar.

 

O vencedor dos Caminhos escrevia assim:

Á espera de ser massajado pelo Valdemar pedem-me para dar a impressão sobre o dia massacrante de hoje. Posso dividir em 2. A etapa da manhã foi excelente com muita água e senti-me em casa, a etapa da tarde (2ª) foi uma seca do pior, mas pronto fez-se. 2ª Dia manhã começa muito bem agora é só esperar pelo resto mas o convívio está excelente a organização está do melhor. Por isso cada vez gosto mais disto. A todos, e em especial à Real Academia um grande abraço e muitas corridas.

VIVA A LIBERDADE.

Luís Serrazina - Dorsal 46

 

O José Carlos Fernandes

«Quanto mais velhos mais malucos estão»

Foi esta a verdade bem resumida da mulher dos ultramaratonistas.

Seja qual for a idade destes “malucos” uma coisa é verdade: todos são doidos por uma corridinha, por um caminho de lama, por uma rampa com calhaus, por uma estrada de alcatrão quente, por um treino com chuva fria...

... Mas também outra coisa e bem verdade e por si só resumo o espírito destes “malucos”: o companheirismo, o espírito de camaradagem, o gosto pela descoberta dos seus limites.

Agradeço a todos do coração deixarem-me fazer parte da “vossa família”.

Obrigado meus amigos.

Dorsal 35

 

publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 17:10
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18
Jul 13

Quando do lançamento da Lisbon Eco Marathon a organização proponha aos atletas o desafio de correr na Serra do Monsanto, estava muito longe daquele sábado 6 de Julho.

Quando do briefing o Luís Milagres alertava os atletas para que tinham de enfrentar durante os 42,195 kms, a temperatura de 42º grau à partida, e que se iria manter até final, no Parquês de Pombal registava 38º grau no final.

Para a Maratona tinha a companhia do Vilela e do Jorge Baltazar que se ia estrear na distância.

Em conversa entre os três ficou acordado que eu marcava o ritmo, e assim aconteceu até bem perto dos 30 kms, aos 10 kms passamos com 58 m, á ½ Maratona marcava o relógio 2h 05m, tudo estava a correr conforme tinha previsto.

Este andamento dava alguma folga para a habitual quebra dos 35 kms, o que dava para pensar fechar a Maratona num tempo bastante agradável, mas, tal não aconteceu.

Algo de estranho aconteceu ao Jorge que na passagem do km 25 começou a quebrar primeiro fisicamente para pouco tempo depois o psicológico quebrar, que levou a uma recusa total em correr, perante tal estado físico ficou leva-o a desistir pouco depois dos 30 kms.

 Depois de deixar o colega eu e o Vilela tivemos grandes dificuldades em voltar á corrida, com maior ou menor dificuldade e, com apelo constante à experiência acumulada, conseguimos levar o ténis até à Meta, mas, não deixou de ser um enorme sacrifício, encontrar tudo aquilo que se tinha esvanecido.

A organização tinha ao dispor dos atletas 3 pontos de abastecimento que eram uns verdadeiros Oásis, cheguei a temer que os atletas mais lentos tivessem problemas com a falta de água, isto porque cada um de nós dispunha a seu belo prazer a utilização daquele belo líquido, mas felizmente tudo correu da melhor maneira.

Não posso deixar de assinalar as vista panorâmicas que a Serra do Monsanto nos dava a ver de Lisboa, como para a margem Sul, onde Almada, Porto Brandão e Costa da Caparica pareciam que se banhavam no Tejo. Só posso aconselhar a vossa participação na próxima edição se houver.  

Foi com enorme agrado que ao verificar a minha classificação no site da organização tinha cortado a meta em 80º geral e 2º no escalão, uma total surpresa.

No final a organização tinha ao dispor dos atletas umas cervejas, cola-colas, sandes de porco assado, uma banda tocava, com este ambiente havia uma troca de impressões entre todos referentes aos kms que tinham chegado ao fim.

publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 22:28

05
Jul 13

Os kms da resistência

40 KMS        
CLF TEMPO MEDIA/KMS ATLETA CLUBE
1 02:49:00 00:04:14 Adelino Silva Individual
2 03:11:40 00:04:48 Eduardo Medeiros Individual
3 03:18:13 00:04:57 Paulo Abreu Os Abreus
4 03:27:17 00:05:11 Marco Pereira Individual
5 03:36:07 00:05:24 António Oliveira Individual
6 03:37:59 00:05:57 António Filipe Indivudual
7 03:57:37 00:05:56 Jorge Pereira BES Barreiro
8 03:57:46 00:05:57 Simão Freches Individual
9 04:02:05 00:06:03 Agostinho Abrantes G C Paula Briones
10 04:08:06 00:06:12 António Gomes Silva Liberdade A C
11 05:35:24 00:08:23 João Gouveia Individual
50 KMS        
1 03:31:50 00:04:14 Adelino Silva Individual
2 04:00:40 00:04:49 Eduardo Medeiros Individual
3 04:15:58 00:05:07 Paulo Abreu Os Abreus
4 04:36:03 00:05:31 António Oliveira Individual
5 04:40:25 00:05:37 António Filipe Individual
6 04:57:08 00:05:57 Jorge Pereira BES Barreiro
7 05:12:36 00:06:15 Simão Freches Individual
8 05:15:13 00:06:18 António Gomes Silva Liberdade A C
9 07:19:35 00:08:48 João Gomes Individual
60 KMS        
1 04:25:25 00:04:25 Adelino Gomes Individual
2 05:02:22 00:05:02 Eduardo Medeiros Individual
3 05:20:03 00:05:20 Paulo Abreu Os Abreus
4 05:24:44 00:05:25 António Oliveira Individual
5 05:49:25 00:05:49 António Filipe Individual
6 05:59:13 00:05:59 Jorge Pereira BES Barreiro
7 06:30:36 00:06:31 António Gomes Silva Liberdade A C
8 09:12:23 00:09:12 João Gouveia Individual
70 KMS        
1 06:13:24 00:05:20 Adelino Silva Individual
2 06:32:44 00:05:37 Paulo Abreu Os Abreus
3 06:38:58 00:05:42 António Oliveira Individual
4 10:57:45 00:09:24 João Gouveia Individual
80 KMS        
1 12:49:02 00:09:37 João Gouveia Individual
publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 18:18
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04
Jul 13

Novas fotos

 Alzira Lários

Mahdi Yakoubi

Miguel Basurgo, Márcio Oliveira e Mahdi Yakoubi

Milred Hernandes

 

publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 22:59
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02
Jul 13

Vou hoje partilhar os tempos de passagem dos atletas que não concluíram a prova.

Efetuei uma classificação geral com o tempo de passagem e a média realizada p/km até aos 30 kms. Assim podemos concluir que os atletas estavam a correr a um ritmo superior, na minha opinião para as capacidades físicas.

Temos de pensar em termos de treino que se fazia em 2003 para uma prova com estas características. Ainda hoje em Portugal não existe uma tradição em provas de 100 kms.

Notas especiais

O Adelino Silva que melhorava o seu tempo aos 30 kms.

O Jorge Pereira era o atleta que mantinha ao segundo a sua corrida.

O João Gouveia era o atleta que apresentava maiores dificuldades.

Os restantes encontravam-se dentro de uma normalidade constante.

Companheiro se te encontras neste leque partilha a tua experiência

10 kms        
CLF TEMPO MED/KM ATLETA CLUBE
1 00:45:03 00:04:30 Adelino Silva  Individual
2 00:46:40 00:04:40 Eduardo Medeiros Individual
3 00:46:40 00:04:40 Paulo Abreu Os Abreus
4 00:48:44 00:04:52 Marco Pereira Individual
5 00:54:05 00:05:25 António Filipe Individual
6 00:54:05 00:05:25 António Oliveira Individual
7 00:59:33 00:05:57 Simão Freches Individual
8 00:59:33 00:05:57 Jorge Pereira BES Barreiro
9 00:59:46 00:05:59 Agostinho Abrantes G C Paula Briones
10 01:01:05 00:06:07 António Gomes Silva Liberdade A C
11 01:06:49 00:06:41 João Gouveia Individual
20 KM        
1 01:27:36 00:04:22 Adelino Silva Individual
2 01:34:05 00:04:42 Marco Pereira Individual
3 01:35:34 00:04:47 Eduardo Medeiros Individual
4 01:35:35 00:04:47 Paulo Abreu Os Abreus
5 01:48:48 00:05:26 António Filipe Individual
6 01:48:48 00:05:26 António Oliveira Individual
7 01:59:06 00:05:57 Jorge Pereira BES Barreiro
8 01:59:10 00:05:10 Simão Freches Individual
9 01:59:17 00:05:58 Agostinho Abrantes G C Paula Briones
10 02:02:38 00:06:08 António Gomes Silva Liberdade A C
11 02:19:54 00:07:00 João Gouveia Individual
30 km        
1 02:10:17 00:04:21 Adelino Silva Individual
2 02:23:28 00:04:47 Marco Pereira Individual
3 02:24:18 00:04:49 Eduardo Medeiros Individual
4 02:24:19 00:04:49 Paulo Abreu Os Abreus
5 02:43:24 00:05:27 António Filipe Individual
6 02:43:24 00:05:27 António Oliveira Individual
7 02:58:19 00:05:57 Jorge Pereira BES Barreiro
8 02:58:19 00:05:57 Simão Freches Individual
9 02:59:12 00:05:58 Agostinho Abrantes G C Paula Briones
10 03:05:04 00:06:10 António Gomes Silva Liberdade A C
11 03:47:03 00:07:34 João Gouveia

Individual

 Analice

 

  António Gomes da Silva

  António Guerreiro e António Gomes da Silva

publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 23:39
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01
Jul 13

Fotos que ilustram a Prova

 Adilson o vencedor da prova e Soto Rojas organizador dos 100 kms de Santander

 Alzira, Washinton Sabino e Henri Girault

 Jorge Pereira, Madi e Henri Girault

 Carlos Santos e Simão Freches

 

publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 22:16
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30
Jun 13

Hoje os melhores Atletas Portugueses.

Classif Geral Atleta Clube 10kms 50kms 100km
8 Rogério Vieira CA Barreira 00:46:42 04:01:04 08:25:10
9 José Marques CA Barreira 00:46:41 04:00:58 08:44:14
10 José Machado Ciclones AC 00:45:02 03:45:55 08:44:47
12 Fernando Santos Individual 00:54:05 04:28:21 09:23:03
13 Luís Loureiro CA Arcos Valdevez 00:45:02 03:55:28 09:30:19
14 Manuel Leitão Ciclones AC 00:46:12 03:48:51 09:47:31
15 José Martins CA Barreira 00:55:44 04:43:37 10:25:01
17 João Silva SC Maria da Fonte  00:59:36 04:58:03 10:39:38
18 Joaquim Sampaio Ancorense 00:55:44 04:43:35 10:49:10
19 Carlos Santos Liberdade AC 00:59:32 04:58:16 10:53:42
         

 

 Analice, Adilson e Carlos Santos

  Atletas antes da Partida

publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 18:39
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28
Jun 13

Passa hoje dez anos que se realizou a Prova. Os Parabéns ao Casal Lários.

Deixo hoje a classificação geral dos 3 primeiros

Classif Atleta País 10km 50km 100km
1 Adilson Pereira Brasil 00:40:22 03:23:51 07:02:38
2 Márcio Oliveira Brasil 00:40:19 03:23:51 07:21:29
3 Jacinto Fernandes Espanha 00:45:02 03:37:07 07:36:54
           
1 Laudelina Jara Espanha 00:47:34 04:07:58 08:50:21
2 Alzira Lários Portugal 00:48:22 04:15:54 09:23:31
3 Cristina Santos Brasil 00:54:00 04:56:20 10:57:43

 Adilson Pereira

 Laudelina Pereira

 Troféu

 

publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 23:14
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27
Jun 13

Durante os próximos dias vou partilhar alguns dados gentilmente cedidos pelo Rafael Lopes na altura dirigente do Liberdade Atlético Clube, sobre os 100 kms de Portugal, 1º prova realizada em Portugal naquela distância e que amanhã dia 28 de Junho faz 10 anos.

Começo com alguns dados históricos da localidade de Alvarães.

Alvarães é uma freguesia do concelho do distrito e da diocese de Viana do Castelo, a sua área total é de 10,52 km, no dia 29 de Setembro tem a sua festa em honra de Arcanjo S. Miguel. É de realçar que a indústria foi e é um sector importante na sua economia.

A prova foi realizada pelo casal Alzira e Alberto Lários.  

Estiveram presentes atletas de renome na distância como Adilson Dama Pereira e Márcio Oliveira ambos do Brasil, de Espanha Ramon Alvarez Saíz e Laudelina Franco, do Brasil vieram Cristina Raquel dos Santos além da Alzira no sector frminino.

Participou também com 65 anos na altura o Henri Giraut de França que já contabilizava em 2003 480 provas de 100 kms.

No final a Alzira com a madrinha Prova Rosa Mota

(Amanhã as classificações)

 

(

publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 21:26
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19
Jun 13

A primeira COMRADES MARATHON ocorreu em 24 de Maio de 1921, Empire Day a partir do lado de fora da Câmara Municipal em Pietermaritzburb com 34 atletas.

Em 1989 António Castro aqui na foto foi um dos primeiros atletas portugueses a participar nesta prova.

publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 22:05
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13
Jun 13

Hugo Novais acedeu ao nosso convite e partilha connosco as sua emoções.

 
I. O QUE TE LEVOU ATÉ AO ATLETISMO?
Quis perder peso para manter uma relação ideal com outro desporto que gosto muito, o Surf.

II. QUAIS OS TEUS ANTECEDENTES DESPORTIVOS?
Pratiquei artes marciais. Atualmente pratico surf, atletismo e natação.

III. QUE OPINIÃO TENS DAS ORGANIZAÇÕES?

Tenho algum cuidado a escolher as provas onde me inscrevo, e normalmente só opto pelas que são reconhecidas como as melhores entre os chamados atletas de pelotão (onde orgulhosamente me incluo).
Destaco a Meia Maratona de São João das Lampas, o Grande Prémio de Mem Martins, a (antiga) Maratona de Lisboa, o Grande Trail da Serra de Arga, o Ultra Trail de Sesimbra, e o Ultra Trail de São Mamede.

IV. QUAL A TUA PROVA E DISTANCIA DE ELEIÇÃO E PORQUÊ?
Talvez o Grande Trail da Serra de Arga, por ser uma distância que normalmente treino (45kms), ser numa das zonas mais bonitas de Portugal (Minho), e porque sair de "casa" (Sintra)  para fazer provas com distâncias abaixo disto, para mim, é um desperdício de dinheiro... ;)
Também gostei muito do Ultra Trail de São Mamede que fiz pela primeira vez este ano.

V. QUANDO SENTES QUE TE ENCONTRAS PERDIDO, O QUE FAZES?
Quando perco o "fio à meada" das marcações nas provas de trilho, volto para trás à marcação anterior e tento encontrar a marcação seguinte, além disto observo o terreno e vejo onde está "mais pisado" e sigo por aí. Até hoje ainda não correu mal.

VI. QUANDO ESTÁS SOZINHO E COM ALGUMAS HORAS DE PROVA EM QUE PENSAS?
Com "algumas horas" de prova combater o desânimo é a maior provação. Acima de tento manter uma linha de pensamento positivo para me conseguir motivar a chegar ao fim. :)

VII. QUAL A DISTÂNCIA MAIOR QUE PERCORRESTE?
Talvez o OhMeuDeus 102kms em 2011. Também fiz o Ultra Trail da Serra da Freita 70kms em 2011, e recentemente os 100kms no Ultra Trail de São Mamede (18/05/2013).


VIII. O QUE É PARA TI UMA ULTRAMARATONA?
Uma aventura, um desafio, uma paixão, uma introspecção.

IX. NUMA ULTRAMARATONA QUE TIPO DE ALIMENTAÇÃO UTILIZAS?
Barras energéticas naturais e sandes, tudo feito em casa por mim.

X. O QUE TE LEVA A FAZER UMA ULTRAMARATONA?
Acreditar que consigo "chegar lá".

XI. QUANTO TEMPO É NECESSÁRIO PARA SE PREPARAR UMA ESSA PROVA E QUE TIPO DE TREINOS FAZES?
O tempo de treino depende da preparação de cada um. Eu sou um bocado "baldas" nos treinos, mas faço um plano progressivo e vou aumentado carga até 15 dias antes da prova, principalmente nos treinos longos (5 a 6 horas).

XII. QUANDO AS FORÇAS COMEÇAM A FALTAR (FISICA E MENTAL) ONDE VAIS BUSCAR AQUELE FOLÊGO QUE TANTO É NECESSÁRIO PARA CHEGAR AO FIM?
Começo a pensar no que vou almoçar quando chegar!

XIII. QUANDO ESTÁS EM PROVA SENTES QUE TE ENCONTRAS PROTEGIDO PELA ORGANIZAÇÃO SE TE OCORRER ALGUM ACIDENTE DESPORTIVO?
Sim, mas tal como disse, escolho as provas com algum critério.

XIV. TENS ALGUNS MOMENTOS DE DESANIMO OU GLORIA QUE POSSAS PARTILHAR?
Desânimo: Custou-me imenso ter que desistir aos 28kms numa ultra de 104kms por lesão.
Glória: Sempre que sinto que quebrei uma "marca" minha, seja em prova ou treinos, para mim é um momento de grande felicidade.

XV. DEIXA ALGUMAS NOTAS (PESSOAIS E DESPORTIVAS) SOBRE TI PARA UMA BREVE FICHA TÉCNICA.
Trabalho na área das Tecnologias de Informação e sou residente no Concelho de Sintra.
Um dia mudei-me para um apartamento num prédio sem elevador, e este foi o primeiro passo para que o atletismo passasse a fazer parte integrante da minha vida.
Faço parte da Equipa RunSintra.com, que acima de tudo é um grupo de amigos que descobriu na corrida mais um motivo para um convívio salutar e divertido.
Sou adepto da abordagem minimalista no calçado de corrida, e tento sempre usar calçado com pouco desnível e pouca distância ao solo.

 

publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 15:34

No seu livro "Correndo na Madrugada" António Belo descreve o inicio das Provas de Montanha que transcrevo resumidamente.

No ano de 1995, surgia um novo tipo de provas, com outros aliciantes, em primeiro lugar porque privilegiavam os caminhos de montanha em terra batida e as obrigatórias subidas e descidas, em segundo, porque se tratava de uma espécie de campeonato, com pontuações pelas classificações em cada prova.

Os prémios atribuídos, também rompiam com o que era tradicional, ou seja, as habituais medalhas etaças, davam lugar a lembranças de artesanato, feitas com os materias existentes nos locais onde as provas se disputavam, madeira, pedra, olarias, etc..

O «Desafio 95», nome sugestivo para tal campeonato, ainda introduzia outra inovações, uma prova disputada em «contra-relógio» individual, na Serra de Sintra, terminando junto ao Palácio da Pena, depois de ter percorrido as muralhs do Castelo dos Mouros, e outra disputada em dua etapas, nas manhãs de sábado e domingo, no mês de Agosto, terminado no ponto mais alto sa Serra da Estrela.

  

  

publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 14:39
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04
Jun 13

12ª Edição da Corrida do Oriente como habitual apresentou aos atletas um percurso bastante agradável tendo ao seu início e final como pano de fundo o Rio Tejo, que tantas histórias ainda têm para contar.

São 10 Km muito rápidos em que o primeiro classificado gastou 31m e 49s foi ele Hermano Ferreira do G.D. Conformlimpa, eu gastei 45m 13s que me colocou na 228 posição da classificação geral.

Mais ou menos a meio passava-se em frente do Centro Comercial Vasco da Gama ao lado direito a Estação da Gare do Oriente, seguimos em frente até Cabo Ruivo contornando a rotunda sempre á esquerda para se voltar a passar Centro Comercial e Gare do Oriente, para finalmente se entrar na recta da meta em terra batida onde o Sol já fazia alguns estragos nos atletas.

Aos sons dos Toca a Rufar os atletas iam cortando a meta, um pouco mais á frente como é tradição recebia-se a caneca alusiva á corrida.

Mas nem sempre este local teve um aspecto agradável, foi a partir da Expo98 que se deu quase um milagre na transformação paisagística.

Antes era um depósito de carros militares sem qualquer utilidade, no local onde agora está o Oceanário encontrava-se o hidroavião que fez a ligação Lisboa-Rio de Janeiro  por Gago Coutinho e Sacadura Cabral, locais que o meu avô me levava a passear algumas vezes, com passagem obrigatória pelo Aeroporto.

Agora temos uma responsabilidade para com a Corrida do Oriente tenha mais edições cabemos preservar aquele local.

 

 

publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 23:09

31
Mai 13

Vamos dar voz ao João Lima, que gentilmente nos enviou o seu questionário sem tabus, para ele o meu Bem-Haja por ser novamente o primeiro a responder a um projecto que estou a dar vida.

 

I. O QUE TE LEVOU ATÉ AO ATLETISMO?

Tinha 45 anos e foi a necessidade de fazer alguma coisa para evitar alguns sérios avisos de saúde que estava a receber. Como o Atletismo sempre me seduziu, experimentei dar umas corridinhas. A primeira vez que corri 1.800 metros, fiquei de tal forma que o coração parecia que ia saltar boca fora!

II. QUAIS OS TEUS ANTECEDENTES DESPORTIVOS?

Apenas Hóquei em Patins, como iniciado, entre 1972/1973 no Sporting de Tomar

III. QUE OPINIÃO TENS DAS ORGANIZAÇÕES?

Salvo raras excepções, a grande maioria das corridas que participo, e são mais de 40 por ano, são duma excelente qualidade, muitas vezes com parcas condições mas uma enorme vontade de fazer o melhor possível. Muitas situações polémicas que tenho presenciado, são da responsabilidade do chico-espertismo do atleta, acabando as organizações por levar por tabela.  

IV. QUAL A TUA PROVA E DISTANCIA DE ELEIÇÃO E PORQUÊ?

Toda e qualquer distância tem o seu desafio e fascínio. Se, competitivamente, corro melhor em 10 kms, as Meias-Maratonas são uma grande paixão. E, desde que cumpri a minha, a Maratona um sonho que se realiza.

Quanto a provas, e sendo injusto não falar aqui em tantas tão especiais, o Grande Prémio de Constância é a prova onde sinto sempre uma certa magia no percurso. 

V. O QUE TE IMPEDE DE FAZERES UMA MARATONA?

Nada. Já cumpri esse meu sonho, que parecia "impossível", em Lisboa, Dezembro passado.

VI. QUANDO ESTÁS SOZINHO EM PROVA EM QUE PENSAS?

Nem sei dizer. Acho que a maior parte do tempo vou a desfrutar. Com uma vida tão exigente, o luxo de ter tempo para não pensar é impagável. 

VII. QUAL A DISTANCIA MAIOR QUE PERCORRESTE?

42.195 metros, Maratona de Lisboa, 9 de Dezembro de 2012.

VIII. O QUE FOI PARA TI CORRER ESSA DISTANCIA?

Foi o concretizar dum sonho que me parecia impossível. Ainda hoje chego a duvidar se consegui mesmo! 

IX. O QUE TE LEVOU A FAZER ESSA DISTANCIA?

5 anos a sonhar com a distância. Um apelo irresistível ao tremendo desafio colocado a um atleta com poucas capacidades mas muita paixão. Paixão que se transforma numa força inabalável e leva-me a concretizar estes momentos que ficam bem colados dentro de mim.   

X. QUANTO TEMPO É NECESSÁRIO PARA SE PREPARAR UMA ESSA PROVA E QUE TIPO DE TREINOS FAZES?

Tive uma preparação de 3 meses e, baseado em tudo o que fui ouvindo e lendo e, conhecendo as minhas limitações, elaborei um plano onde a intenção não era a velocidade mas sim a resistência, aumentando de forma gradual e constante até aos 30 kms.

XI. QUANDO AS FORÇAS COMEÇAM A FALTAR (FISICA E MENTAL) ONDE VAIS BUSCAR AQUELE FOLGO QUE TANTO É NECESSÁRIO PARA CHEGAR AO FIM?

Se a força física falta, a parte mental compensa, agora se se dá o inverso... é complicado! 

Na Maratona, bati em cheio no muro aos 30 kms mas a parte mental estava de tal forma comprometida com o sonho da meta que nada me pararia nesse dia. 

O querer muito um objectivo, dá uma força mental extraordinária e se em provas de velocidade pouco há a fazer, em esforços prolongados é uma mais valia fundamental.

XII. QUANDO ESTÁS EM PROVA SENTES QUE TE ENCONTRAS PROTEGIDO PELA ORGANIZAÇÃO SE TE OCORRER ALGUM ACIDENTE DESPORTIVO?

Sinceramente, quando estou em prova não penso nisso.

XIII. TENS ALGUNS MOMENTOS DE DESANIMO OU GLORIA QUE POSSAS PARTILHAR?

Glória, já aqui referi a Maratona. Encontrava-me já muito desgastado e ao passar a placa de 41 kms esse último que faltava assemelhava-se a uma montanha sem fim, mas quando entrei no estádio do Inatel, o cansaço desapareceu como por magia e senti-me muito leve a realizar aqueles 200 e poucos metros finais. Literalmente, ia sobre nuvens!

Desânimo, foram os 6 meses que estive fora das corridas por ter partido o pé esquerdo. Foi muito doloroso o não poder correr.

Não quero deixar de referir algo que as corridas me deram e isso é um tesouro fabuloso. Estou a referir-me a uma série de pessoas fantásticas que doutro modo teria sido difícil conhecer, e a toda a amizade e companheirismo.

XIV. DEIXA ALGUMAS NOTAS (PESSOAIS E DESPORTIVAS) SOBRE TI PARA UMA BREVE APRESENTAÇÃO.

Chamo-me João Lima, nasci em Tomar há 53 anos, estou casado com a Mafalda há 31 anos e tenho uma filha com 27 e um filho com 19. Sou informático de profissão e comecei a correr a meio de 2005 tendo-me estreado na Mini da Ponte em 2006, nunca mais parando desde então, com excepção dum interregno forçado de 6 meses por fractura dum pé. Já participei em 265 corridas sendo a coroa de glória uma Maratona. Administro uma página sobre Atletismo onde, entre vários assuntos, tenho um histórico de resultados das provas portuguesas, e também um blogue que em pouco mais de 3 anos já contabiliza cerca de 200 mil visitas.

 

 

publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 23:21

28
Mai 13

Noticiava o Jornal de Sintra no nº 1529 de 7 de Julho de 1963 que a I Légua Popular de Sintra foi ganha pelo Sport União Sintrense teve a seguinte classificação:

1º José Carvalho - S.U. Sintrense

2º José Mutela - Ginásio de Agualva

3º António Veríssimo - Atlético de Queluz

4º António Capitulo - Atlético de Queluz

5º Vitor Moreira - Atlético de Queluz

6º António Augusto - S.U. Sintrense

7º Luís João - S.U. Sintrense

8º Joaquim Ramos - Ginásio Agualva

9º António Chamusca - Atlético de Queluz

10º Pedro Silva - Hockey Club de Sintra

 

publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 22:44
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24
Mai 13

Sábado dia 31-03-2012 realizava-se mais uma prova do Sintra a Correr desta vez na distância de 1.609,34 metros mais conhecida por Milha.

Como nunca tinha corrida tal distância e a mesma encontrava-se em falta no meu curriculum.

Lá foi São Marcos, cheguei cedo como á habitual até á partida foram chegando os atletas que participam no Sintra a Correr.

Juntei-me ao Ginjeira, Ferreira, Silvério, Carrudo e outros verdadeiros especialista naquela distância, a meio da conversa perguntei-lhes como se corria aquela prova, como eles sabiam que aquela não era a minha praia, respondeu-me o Silvério e Carrudo quase em simultâneo:

O lema é “PARTIR A SOFRER, CHEGARA A MORRER”.

Com mil raios, disse eu para o meu dorsal, não vai correr nada bem, e lá foi aquecer depois do aquecimento durou mais de 30m, isto para correr os 1.609,34 metros em 4m e 24s com grande sofrimento, mas inda consegui ficar em 15ª no escalão.

Finalmente foi dada a partida aqueles quatro amigos atletas do escalão de veteranos mais 65 anos, partiram com uma velocidade, que até pareciam um Ferrari a sair da grelha de partida para um grande prémio e eu de Fiat 600.

O circuito tinha inicialmente uma pequena recta, no final virava-se á esquerda que descia aproximadamente 50m (a velocidade deles ainda aumentou), nova recta que dava inicio a duas pequenas subidas ai foi-me aproximando um pouco deles, no fim da subida entramos na recta que dá acesso á meta e finalmente ultrapassei o Ginjeira e o Ferreira porque o Silvério e Carrudo ainda estavam com muito combustível.

Esta corrida foi talvez uma das mais difíceis que participei pela velocidade que é necessário no arranque depois mante-la e ainda ter forças para acabar no mesmo ritmo de saída.

Aos meus amigos veteranos que acima mencionei os meus parabéns.

Eu com Ginjeira

publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 23:31

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