22
Jul 20

Shizo Kanakuri era natural de Tamana - Kumamoto, nasceu 20/08/1891, morreu 13/11/1983 com 92 anos.

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Foi contecorado como “Pai da Maratona do Japão”.

Durante os testes de qualificação nacionais de novembro de 1911 para os Jogos Olímpicos de Estocolmo, embora a extensão do percurso tenha sido provavelmente de apenas 40 km (25 milhas), Kanakuri teria estabelecido record mundial com 2 horas, 32 minutos e 45 segundos.

Ele foi escolhido como um dos únicos dois atletas que o Japão não podia dar-se ao luxo de enviar mais atletas para os Jogos.

Shizo Kanakuri é mais conhecido por desaparecer durante a maratona.

Levou 18 dias desde do Japão até Estocolmo, primeiro de navio e depois de comboio o Transiberiano, e precisou de cinco dias para se recuperar para a corrida

A Maratona foi realizada calor inesperado de 25 ° C (77 ° F), e mais da metade dos corredores tiveram hipertermia, Kanakuri, enfraquecido pela longa jornada do Japão e com problemas com a comida local, perdeu a consciência no meio da corrida e foi cuidado por uma família de agricultores.

Envergonhado por seu "fracasso", ele silenciosamente voltou ao Japão sem notificar os oficiais da corrida. As autoridades suecas o consideraram desaparecido por 50 anos em 1967, ele foi contatado pela televisão sueca aue lhe ofereceu a oportunidade de concluir sua maratona. Ele aceitou e completou a maratona com 54 anos, 8 meses, 6 dias, em  5 horas, 32 minutos e 20,3 segundos.

O outro atleta foi Mishima Yahiko também no atletismo que correu 100, 200 e os 400metros.

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(Fonte Wikipedia)

 

 

publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 15:32

18
Abr 20

Vigésimo quinto dia, vigésima quinta epata Pádron a Compostela com 25kms

São 6 horas da manhã já toda a gente que pernoitou no Albergue encontra-se de pé para chegar o mais cedo possível a Compostela.

Saío pela Travésia Iria em direcção à ponte do rio Sar, cruzo N550 a seguir, tenho que passar pela passagem inferior a linha férrea percorro a aldeia e volta a passar pela linha férrea. Na aldeia de Romaris viro para a direita para a A Rúa, agora tenho que seguir pela N550 até Faramello sigo pela estrada empedrada que me conduz a outra estrada alcatroada, tenho que cruzar novamente a linha férrea, sigo pela Rua Rasoeira e pela via do Caminho Português, sigo durante 2,5km até ao viaduto da AC522 entro pouco depois na aldeia Agrela.

Atravesso a AG56 nesta via cruzo-me com muitos peregrinos e cada vez que ando são mais, dou atenção às conversas deles em muitas línguas (inglês, francês, alemão, italiano e outra que não consigo decifrar), mas todos temos uma só finalidade chegar a Santiago, na Ponte Vella de Arriba que cruza o rio Sar, tenho a subida para o Hospital isto já dentro da Cidade.

Ao cimo da avenida, volto à esquerda sigo sempre em frente e entro nas Calles que me levam à Praza do Obradoiro, quando entro na Praza para meu contentamento vejo a Adélia, que sem me dizer nada foi à minha espera.

Tinha-mos falado no dia anterior e disse-lhe mais ou menos a hora que pensava chegar.

Efeméride

Segundo a tradição católica o apóstolo Santiago Maior difundiu o cristianismo na Península Ibérica nos anos 36–37 ou 40. No ano 44 foi decapitado em Jerusalém por ordem de Herodes Agripa (neto de Herodes o Grande) e os seus restos mortais foram depois trasladados para a Galiza numa barca de pedra. Devido às perseguições dos romanos aos cristãos da Hispânia, o seu túmulo foi abandonado no século III. Ainda segundo a lenda, este túmulo foi descoberto na segunda década do século IX pelo eremita Pelágio (ou Paio) depois de avistar umas luzes estranhas no céu durante a noite. Tendo comunicado a descoberta ao bispo de Iria Flávia, Teodomiro, este reconheceu o feito como um milagre e informou da descoberta o rei Afonso II das Astúrias e da Galiza. O rei ordenou a construção de uma capela no local da sepultura, dedicada ao culto do apóstolo. Diz a lenda que o rei foi o primeiro peregrino do santuário. A capela foi substituída por uma primeira igreja em 829, a qual deu lugar em 899 a uma outra, em estilo pré-românico Esta última foi construída a partir de 872 por ordem de Afonso III e foi consagrada por dezassete bispos. O local tornou-se um destino de peregrinação cuja popularidade e importância foi aumentando gradualmente.

(Wikipédia)

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 22:14

17
Abr 20

Vigésimo quarto dia, vigésima quarta epata Caldas de Reis a Pádron com 19kms

Penúltimo dia da caminhada, estou no centro de Caldas de Reis, sigo pela Calle Real passo o Rio Bermaña vou em frente até ao trilho que vai ao lado do rio, um pouco mais frente passo por debaixo do viaduto da N550, sigo pelo alcatrão até ao trilho de terra batida passo pela localidade Lavandeira entro de novo na N550 e novo trilho em direcção Casalderrique.

Novo trilho e caminho florestal que me leva para autoestrada, estou na P0220 cruzo o viaduto que passa por cima da AP9, aqui encontro um casal que também vão para Santiago, são de também de Mem Martins, mas iniciaram em Valença, combinamos ir juntos até ao final.

Depois foi aquela conversa, eu também sou de Mem Martins, e temos alguns amigos em comum, e assim chegamos ao restaurante A Mesa da Pedra, comemos alguma coisa, mas como faltavam pouco quilómetros fomos mais devagar, seguimos pela Rua do Pilar até à Igreja de San Xulián de Requeixo, perguntamos a um senhor se faltava muito para Pedrón, respondeu ele:

Não! 3 kms.

Pouco depois estava-mos no Albergue.

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 22:45

16
Abr 20

Vigésimo terceiro dia, vigésima terceira epata Pontevedra a Caldas de Reis com 22kms

Como os quilómetros não eram muito, parti um pouco mais tarde do que os meus companheiros de ontem, que estão pouco habituados a fazer tantos quilómetros só num dia.

Estou na Rua Juan Baptista de Andrade, sigo para o viaduto ferroviário em direcção a Alba, entro na P0225, redobro a minha atenção porque a estrada não tem bermas, passo junto ao rio Rons já em San Caetano, agora tenho pela frente algumas estrada de alcatrão e terra batida para se fazer calmamente, atravesso a linha férrea e chego ao ponto mais alto do dia de hoje, conforme indica o meu mapa.

Desço pela EP0508 até Barro e cruzo a EP0506 e sigo para o Cruzeiro da Amonisa onde Santiago olha para a “sua” Compostela.

O terreno é plano até Caldas dos Reis, depois de deixar para trás a EP947, N550 entro numa alminha viro à esquerda para o trilho que me leva particamente até ao fim da etapa de hoje.

Efeméride

São Thomas Beckert foi chanceler de Inglaterra, arcebispo de Cantuária e defensor da Igreja face ao poder do rei. A fama de santidade levou-o à canonização em 1173, apenas 3 anos após o seu assassinato às ordens de Henrique II. Uma lenda forjada em época posterior fez dele peregrino jacobeu no ano de 1167, quando estava exilado em França, assumindo-se que teria percorrido parte do Caminho Português. Em memória dessa lenda, o arcebispo de Compostela Martín de Herrera (1835-1922), um dos primeiros revitalizadores modernos do Caminho de Santiago, mandou construir uma igreja. O templo, de feição neoclássica, foi erguido entre 1890 e 1894, aproveitando pedras da torre medieval de D. Urraca, fortificação onde, 3m 1105, se pensa ter nascido o rei Afonso VII de Leão e Castela.

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 20:58

15
Abr 20

Vigésimo segundo dia, vigésima segunda epata Redondela a Pontevedra com 17,5 kms

Hoje talvez a menor epata para fazer em quilómetros.

Saio de Redondela com um grupo de outros peregrinos dois portugueses de Chaves, um Francês, um Moçambicano e outro Peruano.

Como o nosso entendimento parece ser fácil porque só o Jean é falo muito pouco português com o Angel peruano fala espanhol, estamos mais ou menos bem.

São 6 horas da manhã e vamos direitos á Av. Santa Mariña pela Calle da Picota, passamos junto ao Estádio de Futebol, e vem a pergunta habitual que se faz em frente a qualquer Estádio, de que clube és?

Os dois de Chaves, dizem logo, somos do F.C. Porto mas gostamos muito de Chaves.

O Francês eu sou do Lille.

O Moçambicano o meu clube em Portugal é a Académica de Coimbra na minha terra sou também da Académica de Maputo.

O Angel sou do Club Alianza de Lima onde jogou o Cubillas que foi jogador do FC Porto.

Eu sou do Sporting Clube de Portugal.

E fomos algum tempo a falar de futebol.

Com a conversa nem demos pelos quilómetros e já tínhamos feito metade do caminho, entramos Pontesampaio pela Rua do Veleiro, entramos num café.

Tivemos que cruzar o Rio Verdugo, seguimos pela esquerda, e ficamos embrenhados no núcleo histórico até cruzar a PO-264, a seguir fomos para a vale do rio Tomeza onde os campos de cultivo e vinha é a imagem de marca deste local.

Entrarmos na PO504 quando o Angel que tinha o percurso todo mental nos informou:

Companheiros faltam 5kms para o final.

Na rotunda da PO542 avistamos a estação ferroviária.

Recordo o episódio quando estou a fazer os Caminhos de Santiago entregado na prova organizada pelo José Moutinho, um dos atletas chega de táxi, precisamente a esta rotunda.

Já dentro da cidade vamos para albergue, tomar um banho descansar um pouco e combinamos jantar todos, sem antes primeiro passar pela Capela da Virgem Peregrina.

Efeméride

Em Pontevedra fui visitar a Capela da Virgem Peregrina é um edifício religioso Bem de Interesse Cultural. Foi construído a 18 de junho de 1778, seguindo um projeto de António Souto, costeado pela confraria da sua consagração. A primeira missa foi celebrada a 2 de agosto de 1794.

Fiquei deslumbrado pelos vitrais que são lindíssimos.

O Vitral é originário do Oriente por volta dos X e XI.

Tendo florescido na Europa durante a Idade Média os vitrais foram amplamente utilizados na ornamentação de Igrejas e Catedrais, uma vez que o efeito da luz do sol que, por eles, penetrava, conferia uma maior imponência e espiritualidade ao ambiente, efeito reforçado pelas imagens retratadas, em sua maioria cenas religiosas.

Adicionalmente serviam como recurso didático para a instrução do catolicismo a uma população maioritariamente iletrada.

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 23:08

14
Abr 20

Vigésimo primeiro dia, vigésima primeira epata Tui a Redondela com 31 kms

São 6 horas da manhã, levanto-me para dar início ao dia de hoje, logo depois de ter comido, tenho  em atenção que a hora não é mesma de Portugal por essa razão adiantei o relógio porque o telemóvel tinha feito o mesmo automaticamente.

As marcações em Espanha são setas e azulejos com a vieira amarela, então vamos lá dar inicio ao primeiro quilómetro. Parto da Igreja de San Bartolomé de Rebordans e sigo para Rua do Arrail que deste lado se chama “Calle” e chego ao Rio Louro passo pela ponte medieval que tem muitos símbolos jacobeus, e entro na EN550 pouco depois tenho pela frente PO342.

Estou na via pedonal durante 2kms no seu final, viro para o caminho de terra batida que vai na direcção da Cruz de San Telmo, que mais uns caminhos agradáveis até entrar no inferno que é recta de Porriño, onde os camiões ditam a sua lei, que exige muita atenção da minha parte.

No final da recta passo pela passagem superior que atravessa a linha do comboio, do outro lado tenho que entrar no caminho florestal, olho para o GPS faltam-me 15 kms até Redondela.

Tenho ainda pela frente algum alcatrão para vencer nas estradas A52, N550, consulto o mapa e confirmo que em Redondela tenho que entrar pelas Ruas do Muro e do Pai Crespo, e acabo de ver a mais dura jornada do Caminho Central Português em território Galego, isto com a ajuda do amigo Daniel Fernandez Cerzon que estava à minha espera em Porriño na passagem superior.

Efeméride

No dia 14 de abril de 1912, o navio Titanic embateu num iceberg no Oceano Atlântico e afundou duas horas e quarenta minutos depois.

O RMS Titanic foi um navio de passageiros, britânico operado pela White Star Line e construído pelos estaleiros da Harland and Woff em Belfast.

Foi a segunda embarcação da Classe Olympic de transatlânticos depois do RMS Olympic e seguido pelo HMHS Britannic. Projetado pelos engenheiros navais Alexander Carlisie e Thomas Andrews, sua construção começou em março de 1909 e ele foi lançado ao mar em maio de 1911. O Titanic foi pensado para ser o navio mais luxuoso e mais seguro de sua época, gerando lendas que era supostamente "inafundável".

A embarcação partiu em sua viagem inaugural de Southampton para Nova Iorque em 10 de abril de 1912, no caminho passando em Cherbourg-Oteville na França e por Queenstown na Irlanda Ele colidiu com um iceberg às 23h 40min do dia 14 de abril e afundou na madrugada do dia seguinte com mais de 1 500 pessoas a bordo, sendo um dos maiores desastres marítimos em tempos de paz de toda a história. Seu naufrágio destacou vários pontos fracos de seu projeto, deficiências nos procedimentos de evacuação de emergência e falhas nas regulamentações marítimas da época. Comissões de inquérito foram instauradas nosEstados Unidos e no Reino Unido, levando a mudanças nas leis internacionais de navegação que permanecem em vigor mais de um século depois.

Os destroços do Titanic foram procurados por décadas até serem encontrados em 1985 por uma equipe liderada por Robert Ballard. Ele se encontra a 3843 metros de profundidade e a 650 Km ao sudeste de Terra Nova no Canadá.

(Wikipédia)

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 19:21

13
Abr 20

Vigésimo dia, vigésima epata Rubiães a Tui com 20 kms.

Seis da manhã, o despertador tocou! O nosso e o de quase todos os que estavam no albergue.

Faço uma resenha ao que já tinha palmilhado em 2008 e 2009, e não var andar muito longe disto:

Tenho uma pequena subida no início, mas quase todo o trajeto é para ser feito de forma tranquila até às margens do rio Minho. Depois até Valença, a etapa tem dois grandes momentos. A primeiro é mais campestre e florestal, com caminhos empedrados e vários cursos de água. Calcorreado pela fresca da manhã torna-o ainda mais bucólico. Quando chegamos à estrada entro no segundo momento da etapa, é sinal que Valença já está perto. Aí o caminho é feito pela estrada, o que o torna mais duro.

Despeço-me dos outros peregrinos que estão um pouco mais atrasados e vou direito à N201, viro à esquerda para o caminho empedrado, passo o Rio Coura pela Ponte de Rubiães, agora tenho pela frente 3kms a subir até que chego a São Bento, tenho que contorna-lo para ir para Gontomil na EM106 daí para EM512 que me vai levar novamente para N201 olho para o GPS e verifico que só andei 11kms, mas com aquela beleza toda das paisagens na Ponte da Pedreira cruza a EM1057 e a aproximação a Valença tem que ser feita pela estrada que conduz à Av. Francisco Sanches e à N13, almoço.

Passo a Ponte Internacional sobre o Rio Minho e estou em Espanha, agora a Tui é só alcatrão e mais alcatrão, chego a Tui e à Praça de San Fernando tenho a Catedral de Tui mesmo ali à minha frente, que na minha opinião é dos mais belos monumentos mediáveis do Caminho Central Português.

Efeméride

A Catedral de Santa Maria de Tui está situada na cidade de Tui, Pertence à Diocese de Tui-Vigo. Durante a dominação sueva da Península Ibérica. Tui converteu-se em sede episcopal e a construção da catedral foi iniciada no século XII, aproximadamente em 1120 e foi terminada em 1180, em plena época do estilo românico. Neste estilo conserva-se a planta, a portada norte e a iconografia dos capitéis.

Também contém elementos de estilo gótico na fachada principal, datada aproximadamente de 1225. Este dado tem importância, já que seria a primeira construção de estilo gótico de toda a Península Ibérica.

A catedral é o máximo expoente do patrimônio artístico de Tui. Situa-se na parte mais alta da cidade, na coroa do antigo castro de Tide, que deve ter existido antes do início da era cristã.

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 17:11

12
Abr 20

Décimo nono dia, décima nona epata Ponte de Lima a Rubiães com 22 kms

Domingo de Páscoa

Tenho que me fazer à estrada para tentar chegar a Rubiães pouco depois do meio-dia que será muito difícil, pelo caminho que é praticamente em serra e com muitas subidas, são 7 horas tenho previsto beber o café na Labruja.

Já havia luz do dia o sol queria nascer e já passava por cima da Ponte que me vai levar para o caminho da Oliveirinha, entre trilhos e azinhagas junto ao Rio Labrujo, da primeira vez que aqui passei chuvia muito e  até que se tinha de caminhar por cima do muro porque tudo era água.

Começo a subir um pouco vejo à minha frente duas pessoas ou melhor duas peregrinas, passo por elas digo. Bom dia! Elas respondem, e combinamos fazer aquela subida totalmente cheia de pedras que a torna muito técnica, se assim acontece algum acidente não estava-mos só.

Uma breve apresentação, digo-lhes que venho de Lisboa, a que elas respondem nós vimos do Porto.

Temos que estar atentos às indicações porque algumas não são evidentes, depois de 3 horas nestes trilhos de Serra chegamos à EN202, que neste dia apresente apresenta um grande trafego de carros ligeiros a constratar com os camiões que circulam durante a semana.

Passo por baixo do viaduto que atravessa A27 para entrar na EM522 e a partir daqui até à Casa do Guarda é uma duríssima subida, vencido este obsctáculos, tenho agora a perigosa descida só por causa das pedras, se for feita com cuidado não é nada do outro mundo, o piso do trilho é que não melhora nada.

Entretanto as minhas companheiras de ocasião ficam para trás, eu sigo com determinação e animado pelas recordações de ter já passado por estes trilhos, chego a azenhas de Cabanas, e a Agualonga pouco depois Rubiães e o Albergue.

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Labruja. Terra do meu amigo Carlos Barbosa, que em 2008, que nos presenteou a mim, Herculano, Eugénio Barra, Recto com uma pequena festa à entrada da aldeia, que depois estendemos a mais amigos.

Foi uma vigairaria de renúncia da apresentação do arcediago de Labruja, da Sé de Braga, e anteriormente do arcediago do mesmo título da Sé de Tui. Aproveitou do foral de S. Martinho, dado por D. Manuel a 2 de Junho de 1515. É povoação muito antiga, e se não existia já no tempo dos Romanos, existia com toda a certeza no tempo dos Godos. A tradição faz remontar os seus primórdios ao século IX, afirmando ter tido origem num mosteiro beneditino, fundado por D. Hermóigio, bispo de Tui. O mosteiro veio a ser extinto em 1460. A freguesia ostenta considerável riqueza patrimonial, impondo-se, todavia, dois destaques: A Ponte do Arquinho e o Santuário do Senhor do Socorro.

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 17:56

11
Abr 20

Décimo oitavo dia, décima oitava epata Barcelos a Ponte de Lima com 34 kms

Estou um pouco melhor de saúde mas não tenho dado tréguas à constipação, o que tenho evitado a febre.

Hoje a caminhada leva-me a Ponte de Lima terra que também gosto bastante, que visitei pela primeira vez quando participei nos Caminhos de Santiago em 2008.

O Sol ainda estava baixo no horizonte já eu estava em cima da Ponte que atravessa o Rio Cávado passagem obrigatória desde do tempo medieval dos peregrino que vão para Compostela que escolhem este caminho.

Passo pela Igreja Matriz e reparo que exibe uma vieira na porta principal “que evoca a rota jacobeia”, Largo Municipal, Hospital do Espirito Santo, Paços do Concelho, estou quase em Barcelinhos.

A partir do Campo da Feira é que começa verdadeiramente a rota, tomo a Rua Dr. Manuel Pais vou até rotunda para entrar na EN204 não me posso distrair muito em virtude de ter muitas ruas a fazer e um pequeno engano leva-me a ficar dentro da cidade, mas tudo resulta na perfeição e já estou na Gândara, a via tem o mesmo nome de Caminho de Santiago, que bem sinalizado está o caminho, continuo na EN204 por mais 500 metros, viro à esquerda para EM549, recordo as minha passagem de 2008, nova indicação visual dos caminhos, cheguei a metade do percurso de hoje, nem me lembrei do café da manhã, tão entusiasmado que ia.

Paro para almoçar, entro num restaurante de estrada.

Pergunto o que se come rápido, a filha do dono do restaurante.

Responde, rojões à moda do Minho.

Digo eu, então venham lá os rojões e uma malga de vinho verde tinto.

Depois do almoço, olho para o relógio e já são 14h 30m, tenho que dar bem às pernas.

Sigo numa estrada paralela à EN204 para chegar a Poiares pela EN204-1, antes de São Simão tenho que passar pela mítica casa da Fernanda e daí até Ponte de Lima são 10 kms, faço contas e mais duas horas e meia estou lá, mas a certa altura fico um pouco baralhado saí da EN204-2 e não encontro a EM1259,minutos depois cá está o caminho que mais parece uma vereda, agora é seguir para a Estrada do Caminho de Santiago, são 17 horas e já cá estou.

Efeméride:

No dia 12 de Maio de 2010 escrevia no meu outro blog (https://tribodosultras.blogs.sapo.pt/) o seguinte:

Novamente em Abril depois da Maratona de Viena em 2009 chegou agora a vez de Roterdão.

Todos dizem que é a Maratona mais plana do mundo, onde se pode fazer grandes tempos.

Vamos nós lá ver como me sai.

Depois de ter concluído a maratona, penso que é possível mas temos que sair lá na frente, porque com aproximadamente 30.000 atletas é um pouco complicado ter espaço para se poder desenvolver uma passada constante.

Foi isso que me aconteceu, muito pouco espaço para correr, a juntar às tendências suicidas de alguns atletas, que iam da direita para esquerda e da esquerda para a direita de qualquer maneira, para evitar alguma queda fiz inicialmente uma corrida defensiva.

Esta Maratona tem qualquer coisa de misterioso que não consegui desmistificar, talvez por ter uma temperatura baixa, ou por ser uma maratona muito plana, a cidade em si também é fria, o apoio do público além de ser constante durante os 42 km umas vezes é carinhoso outras vezes parecem que estão muito distantes dos atletas.

Mas tenho que fazer justiça a população estava a rua apoiar os atletas á sua maneira, alguns acompanhavam-nos de bicicleta ou não fosse a Holanda o país daquelas máquinas.

Até a minha prova foi toda ela muito esquisita, ou tinha espaço para correr ou estava metido num cacho de atletas, e tinha sérias dificuldades em ultrapassa-los.

A organização para os 42,195 Kms só disponibilizou água e bebida isotónica, só no final é que havia abastecimento sólido, banana, que saudades dos nossos abastecimentos, que alguns tão mal dizem.

Voltemos ao que interessa à corrida por volta dos 15 Kms vejo á minha frente um atleta que tem na camisola o nome do seu país Peru, falo um pouco com ele e desejo-lhe boa sorte.

Ele fica um pouco para trás não é para meu espanto que por volta dos 25 kms ele aparece à minha frente no abastecimento, trocamos novas palavras, é quando o Angel me pergunta que tempo penso fazer, respondo-lhe 3h 20m quanto muito 3h 25m.

Faço-lhe a mesma pergunta e ele responde que vai para 3h 30m.

Ficamos de trocar algumas palavras pelo Facebook.

Na passagem dos 32 km tinha-se de contornar um Bosque onde havia menos gente a dar apoio, mas aqueles que lá estavam ofereciam comida sólida, um gesto simpático.

Um pouco mais frente ao km 38 passava-se um bairro com imenso público onde as crianças nos davam pedaços de laranja.

Daí para a frente pouco mais a registar a não ser aquele esforço final que todos atletas fazem para melhorar o seu tempo nem que seja alguns segundos.

Quando cruzei a meta lá estava a Adélia com grande entusiasmo a saudar a minha chegada.

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 16:42

10
Abr 20

Décimo sétimo dia, décima sétima epata Vairão a Barcelos com 25 kms

Tive uma noite terrível com dores de estomago que me privou algumas horas de descanso, já são 9 horas da manhã, depois de dois dias com muita chuva e frio, hoje o tempo está um pouco melhor os raios de sol vão aquecendo o ambiente.

Tenho que ir para a Cidade dos Galos, começo pela Rua das Oliveira em Vairão entro na estrada principal, viro à direita para a estrada florestal um pouco mais à frente viro para a esquerda para o trilho empedrado com com vinhas por ambos os lados, bem bonito, ora bem!

A Ponte de D. Zameiro sobre o Rio Ave e subo a rua do mesmo nome até Capela de Nossa senhora da Ajuda, tenho pela frente uma serie de ruas que me levam a um caminho de terra batida, aí tenho que passar a A7 pela passagem inferior e persigo pelo trilho até ao seu final encontro a EN306 vou até à ponte medieval estou em Rates, hora para o café e reabastecimento de água.

Na EN206 passo pelo albergue dos peregrinos e mosteiro de São Pedro de Rates agora tenho dois trajectos pela antiga linha férrea desativada ou o Caminho Central Português, depois da minha opção tenho o caminho municipal que me vai levar a Merouco, entro novamente na EN306 sigo a sinalética dos peregrinos, estou em Pedra Furada.

Tenho que caminhar mais 3 kms pela EN306 até ao viaduto que passo por baixo da A11, encontro o Rio Cávado mais um esforço e cheguei ao final do dia de hoje.

Efeméride

10 de Abril de 1896 a 10 de Abril de 2020 decorre 124 anos que se realizou a 1º Maratona Olímpica da Era Moderna.

A 1ª edição dos Jogos Olímpicos de Verão realizou-se em 1896, entre 6 e 15 de Abril, na cidade de Atenas,

É o nascimento dos JO modernos, com cerca de 241 atletas de 13 países (Alemanha, Áustria, Bulgária, Chile, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, França, Grécia, Hungria, Inglaterra, Suécia e Suiça) Cada competidor recebe uma medalha de participação.

Os EUA ganham 9 de 12 eventos de pista e campo, mas é a Grécia quem conquista mais medalhas: 47.

Nas 13 nações representadas, num total de 241 atletas, não constava nenhuma mulher.  A equipa americana, composta por 10 elementos, chega a Atenas mesmo a tempo de participar.

O maior destaque foi a Maratona, realizada pela primeira vez em uma competição internacional. Spiridon Louis, um carregador de água de Marusi até então desconhecido, ganhou a prova para se tornar o único campeão grego do atletismo e um herói nacional, em 2º lugar ficou o também grego Charilaos Vasilakos, o Húngaro Gyula Kellner ficou com a medalha de bronze.

As provas do atletismo tiveram a participação mais internacional entre todas as modalidades que as outras disciplinas, (Levantamento de Pesos, Natação, Ciclismo, Ténis, Tiro, Esgrima e Ginástica).

A primeira corrida foi ganha por um estudante americano, de nome James Connolly, que teve de desistir de Harvard pois a universidade recusou dispensar-lhe o tempo necessário para viajar até Atenas. Foi o primeiro campeão Olímpico em 1502 anos.

História

De acordo com a mitologia grega, o herói Hércules criou as Olimpíadas por volta de 2.500 a.C., na Grécia antiga, para homenagear o pai dele, Zeus. Contudo, os primeiros registros históricos das Olimpíadas são de 776 a.C., quando os atletas vencedores começaram a ter seus nomes registrados.

Nessa época, os reis de Ilia, de Esparta e de Pissa aliaram-se para que, durante os jogos, houvesse trégua sagrada em toda a Grécia. A aliança foi realizada no templo de Hera, localizado no santuário de Olímpia. Essa é a origem do termo “Olimpíadas”.

(Livro "A Fabulosa História dos Jogos Olímpicos")

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 17:13

09
Abr 20

Décimo sexto dia, décima sexta epata Porto a Vairão com 37 kms

Hoje tenho uma das maiores distâncias para percorrer, e logo com este tempo, muita chuva muito frio, mas nada posso fazer a este estado de coisas, ainda pensei em ficar no Porto o dia de hoje para recuperar forças, e para ver se consigo controlar a pequena constipação que tenho.

O Pedro Amorim ontem deu-me umas saquetas para eu tomar de 4 em 4 horas, é o que vou fazer.

Ora bem, posto isto, o melhor é ir em frente e deixar-me de lamurias.

Estou a iniciar a caminhada na Sé, tenho que passar pelo Posto de Turismo para descer as escadarias para a Igreja dos Grilos em frente até `Igreja da Misericórdia, até aqui lá me vou abrigando como posso da chuva, subo a Rua de São Bento para a Torre dos Clérigos, sei que pela frente tenho as longas ruas da Cedofeita, pela maratonas que já fiz no Porto, lá vou seguindo sempre na companhia da chuva e do vento até que chego aos tuneis que estão sob os prédios da Rua da Constituição.

Vou em direcção à Circunvalação para de seguida ir para Custóias e daí para Leça, onde vou tomar o meu cafezinho da ordem, daqui para a frente tenho que ter muita atenção por são uma série de ruas, cruzamentos, de vira à direita, vira à esquerda, até chegar à EN306, onde a minha atenção tem ser redobrada porque a estrada não tem quase bermas ou não as tem mesmo.

Os carros, camiões e outros veículos não param de passar, e assim se passaram as horas, até que finalmente, estou em Vairão

Efeméride

O Vinho do Porto é um vinho natural e fortificado, produzido exclusivamente a partir de uvas provenientes da Região Demarcada do Douro, no Norte de Portugal a cerca de 100 km a leste da cidade do Porto, São João da Pesqueira, Régua e Pinhão são os principais centros de produção, mas algumas das melhores vinhas ficam na zona mais a leste. 

João da Pesqueira é o conselho com maior produção de vinho do Porto a nível nacional.

Apesar de produzida com uvas do Douro e armazenada nas caves de Vila Nova de Gaia, esta bebida alcoólica ficou conhecida como "vinho do Porto" a partir da segunda metade do século XVII por ser exportada para todo o mundo a partir desta cidade.

Vila Nova de Gaia é o local com maior concentração de álcool por metro quadrado do mundo.

A "descoberta" do vinho do Porto é polémica. Uma das versões, defendida pelos produtores da Inglaterra, refere que a origem data do século XVII, quando os mercadores britânicos adicionaram brandy ao vinho da região do Douro para evitar que ele azedasse. Mas o processo que caracteriza sua obtenção talvez já fosse conhecido bem antes do início do comércio com os ingleses. Já na época dos Descobrimentos o vinho era armazenado desta forma para se conservar um máximo de tempo durante as viagens. A diferença fundamental reside na zona de produção e nas castas utilizadas, hoje protegidas. A empresa Croft foi das primeiras a exportar vinho do Porto, seguida por outras empresas inglesas e escocesas.

O que torna o vinho do Porto diferente dos restantes vinhos, além do clima único, é o facto de a fermentação do vinho não ser completa, sendo parada numa fase inicial (dois ou três dias depois do início), através da adição de uma aguardente vínica neutra (com cerca de 77º de álcool). Assim o vinho do Porto é um vinho naturalmente doce (visto o açúcar natural das uvas não se transforma completamente em álcool) e mais forte do que os restantes vinhos (entre 19 e 22º de álcool).

Fundamentalmente consideram-se três tipos de vinhos do Porto: Branco, Ruby e Tawny.

(Wikipédia)

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 21:05

08
Abr 20

Décimo Quinto dia, décima quinta epata Grijó ao Porto com 23 kms

Faz hoje precisamente quinze dias que iniciei a caminhada em Lisboa. O dia está um pouco melhor que o de ontem não chove, mas a temperatura baixo um pouco.

São 9 horas e já estou atraso 30 minutos, vou direito ao Mosteiro de Grijó, sigo para uma rua que até passa despercebida que tão discreta que é de seu nome Rua do Casal de Baixo, até Sermonde.

Contorno o Parque Desportivo, sigo pela Rua das Silvinhas e outras tantas ruas que me vão levar até Perosinho, agora tenho que ir em direcção da igreja e cemitério.

Tenho pela frente a subida da Serra de Negrelos, nos meus apontamentos é a única subida do dia, após os cem metros mais inclinados do quilómetro de serra, chegou ao Campo de Futebol de Rechousa, agora tenho pela frente mais uns quilómetros até cruzar A29 pelo viaduto superior, passo pelo núcleo urbano e passo por debaixo da A1.

Vou tão embebido nos meus pensamentos que nem dou por chegar a Santo Ovídio e daqui ao Porto é sempre a descer, à entrada da Cidade para meu espanto vejo caras conhecidas à minha espera a Aurora Cunha, Paulo Rodrigues, Marco Silva, Paula Santos, Pedro Amorim e o Vitor Dias, fizeram companhia até ao Hotel Tuela.

Aproveitei o Paulo que é massagista e pedi-lhe para me fazer uma massagem, que nesta altura veio mesmo a calhar.

Fui jantar ao Santiago comer a bela Francesinha com uns fininhos.

Efeméride

Aurora Cunha

Natural de Barreiros, Guimarães, Ronfe, nasceu 31 de Maio de 1959, ex-atleta profissional portuguesa.

Notável atleta do F C Porto, clube no qual cumpriu a maior parte da sua carreira, Aurora Cunha destacou-se em provas de corta-mato, meio-fundo e fundo. Apesar de nunca ter conseguido uma medalha numa grande competição de atletismo, foi campeã mundial de estrada em três anos consecutivos — 1984, 1985 e 1986 — e venceu as maratonas de Paris (1988), Tóquio (1988), Chicago (1990) e Roterdão (1992), assim como a São Silvestre de São Paulo em 1988.

Abandonou a competição em 2000, período no qual já corria como individual e sem contrato com o Futebol Clube do Porto. Desde sempre uma apaixonada por desporto, Aurora Cunha cedo se destacou no atletismo. A sua carreira começou aos 15 anos de idade, no Juventude de Ronfe, clube da sua terra natal. Apesar duma breve passagem pelo Sporting, acabou por escolher o F C Porto, assumidamente o seu clube de coração.

1984 o ano de ouro para Aurora Cunha, com a estreia nos Jogos Olímpicos e medalha de ouro nos Campeonatos do Mundo de Estrada, a nível individual e medalha de prata a nível colectivo. Aurora Cunha conseguiria mesmo renovar o título de campeã do mundo de estrada, a nível individual, em 1985 e 1986, sendo esta última conseguida em Lisboa, perante 30 000 pessoas.

Nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, Aurora Cunha conseguiu o 6º lugar nos 3000 metros, naquele que foi o seu melhor resultado de sempre na maior prova desportiva mundial. A atleta portuguesa representou ainda Portugal em mais duas participações, em Seul 1988 e Barcelona 1992, mas foi obrigada a desistir durante as respectivas Maratonas. Em Barcelona sofreu mesmo uma insolação, que seria o prenúncio do final atribulado da sua carreira desportiva.

A 9 de Junho de 2005 foi feita Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.

Aurora

 

publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 22:41

07
Abr 20

Décimo Quarto dia, décima quarta epata São João da Madeira a Grijó com 22 kms

Acordo com a sensação que vou ficar constipado se não agir rápido fico mesmo doente, tenho que passar pela Farmácia e comprar um fármaco.

Tomo o pequeno-almoço baseado em vitamina C , recolho três laranjas que coloco na mochila para comer durante o dia.

A minha primeira referência é o Museu da Chapelaria mas para lá chegar tenho que transpor o Largo do Santo, Rua Durbalino Laranjeira, Rua do Dourado, muito bem já passei pelo museu sigo para zona industrial e daí para Arrifana sigo pela EN223 para entrar na EN1.

Ao fim dos 2,5km chego a Souto Redondo, já em Gualtar, a estrada real que passou a ser estrada romana, volto novamente EN1, ando durante duas horas até Goda, depois da Rua Nossa Senhora dos Aparecidos cruzo A41 e chego a Loureiro de Baixo, como tinha almoçado sem beber café entrei num café e pedi um, reabasteci os bidons de água, e voltei à estrada, para chegar a Grijó tenho que transpor a passagem inferior, sigo para as Alminhas do Padrão e estou em Grijó.

Efeméride

Hoje 7 de Abril de 2020 passam 77 anos do dia 7 de Abril de 1943, nasce em Brejenjas, freguesia de Silveira concelho de Torres Vedras, o ciclista português Joaquim Agostinho, considerado um dos melhores ciclistas dos anos 70 do século passado.

Brilhou na “Volta a Portugal” no “Tour de França” e na “Vuelta” à Espanha.

Faleceu a 10 de Maio de 1984, após dez dias em coma em consequência de uma queda sofrida numa etapa da X Volta ao Algarve.

Principais Palmarés

Volta a Portugal

Venceu em 1970, 1971 e 1972

Campeonato de Portugal de Ciclismo de Estrada

Venceu em 1968, 1969, 1970, 1971, 1972 e 1973

Tour de France

1969, 8º lugar na geral, ganhou duas etapas a 5 e a 14

1970, 14º lugar,

1971, 5 lugar,

1972, 8º lugar,

1973, 8º, ganhou a 16 etapa,

1974, 6º lugar,

1975, 15º lugar,

1977, 13º lugar,

1978, 3º lugar,

1979, 3º lugar e ganhou a 17 etapa,

1980, 5º lugar,

1981, não terminou,

1981, 11º lugar,

Vueta

1974, 2º lugar na geral.

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 21:42

06
Abr 20

Décimo Terceiro dia, décima terceira Albergaria-a-Nova a São João da Madeira com 26 kms

Hoje tenho pela frente uma jornada que me vai levar a São João da Madeira, mas primeiro tenho que passar por Oliveira de Azemeis terra de um grande amigo e ex-colega, sem antes passar por Cucujães, terra de outro amigo destas lides.

Novamente a chuva muito fria que se fazia acompanhar por nevoeiro, e que teimosamente não levantou durante quase toda a manhã, que voltou a fazer-me companhia já perto do final.

Vou direito à EN1 durante cerca de 1 km e passo para a esquerda para a estrada rebaixada em relação à estrada nacional, passo pela zona industrial e caminho paralelo à linha férrea, na localidade de Branca sigo pela EM533 vou sempre em frente pelo carreiro junto à linha dos comboios até ao Largo da Estação de Pinheiro da Bemposta, cruzo a linha pela passagem pedonal superior

Volto à EN1 para entrar na EN224 já fora da localidade, agora tenho que segui pelo caminho de terra batida cheio de lama, porque chuva não tinha piedade, no final do caminho entro numa via empedrada que vai até à Ponte do Senhor da Ponte.

Aproximo-me de Oliveira de Azeméis, onde vou beber um café e comer uma sandes que queijo, reabasteço os bidons de água, e volto à estrada vejo a Câmara Municipal à minha esquerda, nada de novo é só ir em frente até Cucujães, mais alcatrão e alcatrão até ao final, já dentro de São João da Madeira, sigo sem demoras para o Albergue.

Este dia foi muito desanimador pelas condições atmosféricas, que se fizeram sentir durante o dia todo, que me levou a levar mais tempo do que eu tinha previsto.

Efeméride

Hoje é dia Mundial do Desporto

Quero lembrar neste dia Mundial do Desporto todos aqueles desportista que pelas mais diversas razões e motivos viram as suas carreiras interrompidas, para aqueles que dedicam os melhores anos da sua vida, à sua modalidade de eleição, que continuem a fazer o que mais gostam Treinar, mesmo com as limitações que actualmente temos, aos primeiros voltem para novamente ao vosso Mundo.

Quero partilhar convosco a minha mensagem

Neste momento que a Humanidade atravessa Nós Atletas temos que ser mais Citius, Altius, Fortius, significa ser "mais rápido, mais alto, mais forte", que o vírus.

Além do Lema Olímpico, ao ver os cinco anéis da bandeira que foram escolhidos e representadas por Pierre de Coubertin, todos os países.Atletas do Mundo! o Covid-19 não pode ser mais Citius, Altius, Fortius, vamos todos dar as mãos em volta de cada anel (azul correspondente a Europa, o anel amarelo a Ásia, o preto a África, o verde a Oceânia e o vermelho a América), só assim no final desta prova ouvimos o nosso hino.

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 21:41

05
Abr 20

Décimo Segundo dia, décima segunda etapa Águeda a Albergaria-a-Nova com 28 kms

Hoje é Domingo de Ramos dia importante para a Igreja.

Novo dia com muita chuva, mas que chuva, vai ser muito sério estes quilómetros que tenho pela frente.

Ora bem, volto ao impermeável, coloco também a protecção para a mochila, são 8 horas por volta das 10 horas tenho que estar Lamas do Vouga para beber qualquer coisa quente.

Então vamos lá, sair do Largo Dr. Elísio Sucena viro logo à direita para a Rua 5 de Outubro até à linha férrea, tenho de passa-la para o outro lado e seguir até à Rua de Vale da Erva para entrar na EN1, e cheguei a Mouriscas do Vouga, continuo pela estrada ou melhor pelo carreiro de terra batida que me leva até ao meu chá quente no café da localidade como tinha previsto.

Aproveito para trocar de camisola a que tenho vestida já está totalmente molhada, cruzo o rio e entro novamente na EN1, que me leva em direcção Serém, tenho pela frente as Ruas Real e Central para entrar no trilho florestal que se encontra totalmente encharcado e com muita lama, e são logo 2,5 kms até Assilhó.

Passo a A25 pelo viaduto superior, subo a estrada até à Rua Dr. Joaquim Miranda que conduz ao Albergue de Albergaria-a-Velha, cruzo a linha férrea entro na Praça Ferreira Tavares, viro à esquerda para o Hospital, sigo até a rotunda e passo a EN1 pela passagem inferior, um pouco mais frente tenho à minha esquerda o Santuário de Nossa Senhora do Socorro, falta-me pelo mapa 1 km para o trilho florestal que me conduz até EN1 e a Albergaria, finalmente cheguei.

Hoje o dia foi muito complicado de fazer pela muita chuva e frio que se fazia sentir durante todo o percurso.

Efeméride

Domingo de Ramos é uma festa móvel cristã celebrada no domingo antes da Páscoa. A festa comemora a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, um evento da vida de Jesus mencionado nos quatro evangelhos canônicos (Marcos 11:1, Mateus 21:1-11, Lucas 19:28-44, e João 12:12-19). Diz a tradição que Jesus teria entrado pela porta dourada de Jerusalém

Nos relatos evangélicos, a entrada triunfal de Jesus ocorre por volta de uma semana antes de sua ressurreição

De acordo com eles, Jesus chegou montado em um jumento em Jerusalém e o povo, festivo, lançou seus mantos à sua frente, assim como pequenos ramos de árvores. A multidão cantou parte de um salmo (Salmos 118:25-26) — "Salva-nos agora, te pedimos, ó Jave; Ó Javé, envia-nos agora a prosperidade. Bendito seja aquele que vem em nome de Javé, Da casa de Javé vos abençoamos.

O simbolismo do jumento pode ser uma referência à tradição oriental de que este é um animal da paz, ao contrário do cavalo, que seria um animal de guerra. Segundo esta tradição, um rei chegava montado num cavalo quando queria a guerra e num jumento quando procurava a paz. Portanto, a entrada de Jesus em Jerusalém simbolizaria sua entrada como um "príncipe da paz" e não um rei guerreiro.

(Wikipédia)

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 22:09

04
Abr 20

Décimo Primeiro dia, décima primeira etapa Mealhada a Águeda com 31 kms

Depois do belo jantar e da noite bem dormida, nova jornada para hoje, o dia acordou muito frio e vento, penso que não vai ser fácil, mas é bem melhor que chuva.

Inicio pela rua pedonal que me leva à EN1, olho e à minha esquerda o Parque da Cidade, entro na Rua 25 de Abril que dá acesso ao caminho de terra batida, ando aproximadamente 1km, até Alpalhão daí tenho que ir para a Estrada Vale de Cid depois para Estrada da Várzea isto já na Anadia, aproveito para o beber o habitual café que acompanho desta vez com uma bola de Berlim.

Confirmo que vou em direcção certa para Famalicão, onde posso abastecer-me de água no chafariz, daqui tenho que ir para EN235 em direcção a Boialvo, nesta localidade viro à esquerdo para a zona industrial e dirijo-me para Avelãs do Caminho, passo perto do cemitério e alcanço novamente a E1 pela Rua do Castelo.

Na nacional um passo junto ao Rio Cértima, vejo a Capela de São João prossigo pela Rua do Alto da Póvoa, passo ao lado da Quinta da Grimpa e pelo Parque de Campismo, um pouco mais frente viro direita para entrar outra vez na EN1, tenho que consultar o mapa para não haver algum engano, a direcção a tomar é a da zona industrial que me leva a Sardão pela Ladeira do Atalho.

Depois tenho que cruzar a EN1 para apanhar a IC3 passo pela passagem inferior e estou no Bairro da Ponte, agora só me falta atravessar o Rio pela ponte da EN1 e entrar em Águeda (Terra de Manuel Alegre).

Efeméride

Foi concelho medieval, com imenso território que alcançava Famalicão e terras que ficavam junto a Vila Nova de Monsarros, Ancas e S. Lourenço do Bairro. Teve Foral Velho dos reis D. Dinis e D. Afonso, mas, em 10 de Janeiro de 1514, recebeu Foral Novo de D. Manuel I. Havia de extinguir-se, em 1836, a favor da restauração do concelho de Anadia, povoação que chegou a pertencer-lhe, ainda que por um breve período.

Na Idade Média, a localidade de Avelãs começou a ser conhecida por Avelãs do Caminho pela sua localização na estrada que ligava Coimbra ao Norte do País. A via, de origem romana, revelou-se de tal utilidade que não só foi mantida na Idade Média, como foi beneficiada de várias formas. Em Avelãs a tradição diz ter existido um paço que servia a família real nas suas deslocações ao norte.

(Wikipédia)

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 18:33

03
Abr 20

Décimo dia, decima etapa Coimbra a Mealhada com 28 kms

Deixou de Coimbra com a canção que todos cantam quando deixam a cidade “Coimbra tem mais encanto na hora da despedida”, tenho hoje pela frente 28 kms, que me levam até à terra dos leitões (uma das 7 Maravilhas da Gastronomia).

Desço até ao Portugal dos Pequenitos, cruzo a ponte de Santa Clara tenho que ir pela Rua Ferreira Borges, tenho à esquerda e direita, Porta de Almedina, Igreja de Santiago, Mosteiro de Santa Cruz, Câmara Municipal, viro à esquerda passo por debaixo da linha férrea, sigo pela estrada alcatroada durante 3 kms para cruzar a EN111 até à IC3, chego a Trouxemil, e aqui até Sargento-Mor ainda tenho pela frente 1,30m o tempo que me separa do cafezinho.

Na EN1 sigo um 1kms até ao trilho florestal, já no trilho olho em frente fico um pouco desconfiado, será que estou no caminho certo, consulto o mapa, verifico que sim o trilho tem é 2,500 kms, trilho com algumas pedras e buracos que o torna um pouco complicado, isto pelos pés que já começam a dar sinal de algum cansaço.

Depois de comer alguma coisa em Mala, porque objectivo é o Leitão ao jantar, olho para o relógio são 15 horas já venho andar há 4 horas, ainda me faltam mais ou menos 3 horas de caminhada, sigo pela EN1 até Lendiosa.

Agora falta-me chegar ao Vimieira e entrar novamente na EN1, digo para os meus bastões “ó! pá!”, já me cheira a leitão e com este cheirinho no nariz e pensamento, entro na Mealhada.

Dirijo-me para Albergue e daí para o Restaurante, finalmente tinha o leitão mesmo ali à minha frente.

 

Efeméride

Apesar de se saber que os romanos já apreciavam leitão, não são muitos os livros de gastronomia que o referem assado. Facto é que desde o século XVII que a criação de suínos se tornou excedentária em terras da Bairrada e esse facto constituiu um grande impulso que o levou à sua comercialização.

O documento mais antigo que se refere a esta iguaria é uma receita conventual de 1743, provavelmente do Mosteiro do Lorvão ou do Mosteiro da Vacariça, compilada num caderno de refeitório de 1900 por António de Macedo Mengo, na qual é descrita uma receita que quase coincide com a receita actual.

Amarelo e apaladado por séculos de tradição, o leitão da Bairrada, é a maior riqueza gastronómica da região.

Com o peso em vivo a oscilar entre os seis e os oito quilos, um mês, mês e meio de idade, o leitão sai do leite materno para se transformar numa iguaria ímpar famosa em todo o país.

Temperado à boa maneira da tradição com uma pasta de sal e pimenta, enfiado no espeto durante duas horas em forno a lenha pelas mãos de especialistas nas voltas e mais voltas da sua confecção, amarelo como ouro na sua pintura a calor lento, o leitão é verdadeiramente um manjar divino.

(Wikipedia)

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 17:26

02
Abr 20

Nono dia, nona etapa Rabaçal a Coimbra com 30 kms

Fiquei na Pousada da Juventude, são 7,30m levanto-me tomo o pequeno-almoço na companhia de outros utentes, como é habitual nas pousadas a fratura não é tão grande como no hotel mas mesmo assim existe muita oferta.

Dia totalmente diferente do de ontem o Sol já está no horizonte, volto a vestir uma camisola de meia manga, coloco a mochila às costa e vamos iniciar o dia de hoje.

Vou em direcção a Penela, deixo rapidamente a estrada de alcatrão passo para estrada em terra batida até à EN347 aqui a estrada é alcatroada mais alguns quilómetros e a indicação dos Caminhos de Santiago, vou ao cimo da pequena elevação e lá está a cidade romana de Conímbriga.

Deixo para trás Conímbriga entro na EN342 vou pela antiga estrada até IC3 vejo a capela do mártir São Sebastião da Atadoa (que vem no mapa), vou em direcção A13 passo pelo viaduto sigo para a localidade Casconha, vou beber um café e comer um pastel de nata.

Passo a passagem superior sobre a IC2, sigo pela Rua da Cruz, deixo para trás a Capela de São Lourenço a visto a rotunda com a indicação Coimbra tenho que passar desta vez por debaixo IC2, depois da Quinta de São Pedro tenho que percorrer 2,5kms em trilho de terra batida, para chegar a Coimbra ainda tenho pela frente algumas estradas de alcatrão e terra batida, já na Cidade tenho que descer até ao Mosteiro de Santa Clara-a-Nova.

Efeméride

Com a minha chegada a Coimbra era obrigatório passar pelo largo da Sé para visitar a casa onde viveu José Afonso.

José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos o José Afonso, simplesmente o Zeca, nasceu em Aveiro a 2 de Agosto de 1929, morreu a 23 de Fevereiro de 1987 em Setúbal.

Nos seus primeiros anos de vida viveu em Angola, aos dez anos estava em Belmonte em casa do tio que era o Presidente da Câmara e Comandante da Legião.

Em Coimbra vive 15 anos, a Coimbra da capa e batina, das serenatas, Zeca começa a cantar em 1952 integra uma lista das esquerda» que concorre à Direcção da Associação Académica de Coimbra (AAC). Em 1953 faz a sua estreia discográfica no grupo de fados de António Brojo e António Portugal, em 1960 grava “A Balada de Outono”, em 1962 participa na crise académica.

Após passar por diversas localidades como professor vai para Setúbal, dez anos um período muito rico de actividades, sessões musicais pelas colectividades da margem sul e no Instituto Superior Técnico co a Pide sempre perna.

25 de Abril de 1974. Revolução. Liberdade, vivem-se tempos de magia, de espectáculos em todo o País. Era a Revolução.

Os meus discos de eleição “Venham Mais Cinco e Traz Outro Amigo Também”.

VIVA JOSÉ AFONSO

(Cantores de Abril)

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 16:31

01
Abr 20

Oitavo dia, oitava epata Alvaiázere a Rabaçal com 33 kms

Bom dia,

Olho pela janela e o que vejo não é nada bom, muita chuva muito vento e muito frio a temperatura muito baixa, mas nada me vai impedir de chegar ao fim da jornada de hoje.

Visto o impermeável e pés ao caminho como diz o povo (Ala que é Cardoso), o relógio marca 8,30m, com tantos quilómetros pela frente não podia perder mais tempo.

E lá sigo, para norte subindo a Rua da Quintinha, passo para o outro lado da EN340 em frente pela Rua da Igreja Velha durante mais ou menos 2 kms, saio da estrada alcatroada viro à esquerda depois à direita entro num caminho ou melhor um estradão que me leva até Ameixeira novo trilho de terra batida e com bastante lama que a minha “chuva” teimosamente fazia questão de ser a minha companheira.

Estou na Rua Jerónimo Soares Barbosa também em terra batida com muitas poças de água, posto isto consulto o meu mapa e verifico que estou no Caminho Municipal 1094, que liga Ameixeira a Ansião, entrou em Ansião procuro um café para tomar um, que já passa das 10,30m.

Sem dar pelas horas olho para o relógio e são 12 horas, e, a chuva não me dá tréguas, tenho que encontrar um local para mudar de camisola e comer alguma sopa quente, estou a ficar com muito frio o que pode ser nada bom para a minha saúde.

Desço até à Rua dos Combatentes Grande Guerra mais frente, para meu espanto, tenho novamente o Rio Nabão, passo a ponte e sigo para IC8, á esquerda tenho o estádio de futebol, estou num cruzamento que era o final da estrada alcatroada, à minha frente tenho o trilho florestal que são 4,5kms até EN348 depois tenho que fazer a EM526 mais uns quilómetros, volto à direita para o caminho empedrado, novamente a EN348, ando mais 1,5kms estou em Alvorge, para chegar a Rabaçal tenho que seguir pela EN347, e entro no distrito de Coimbra, quando dou por mim cheguei.

Como estou na terra do Queijo Rabaçal que eu tanto gosto, lá fui comer uma bela sandes e uma Super Bock.

Efeméride

Queijo Rabaçal é um queijo português oriundo da freguesia do Rabaçal, denominação de origem protegida de acordo com as normas da União Europeia.

Fabricado com leites de ovelha e cabra, é um queijo curado, semi duro, com escassos ou nenhuns olhos pequenos e irregulares, de pasta de cor branca ou ligeiramente amarelada e uniforme. A sua produção envolve a coagulação dos leites de ovelha e de cabra, após a qual se procede ao esgotamento lento da coalhada, usando a acção de coalho de origem animal.

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 15:06

31
Mar 20

Sétimo dia sétima epata Tomar a Alvaiázere com 32 kms

Bom dia!

Manhã muito fria temperatura nos 7 graus, tive de vestir roupa mais quente, ontem tive que tratar do pé direito que uma pequena bolha estava a nascer, mas nada de preocupante.

Pequeno-Almoço tomada bidons reabastecidos, os frutos secos, gel e as barras ainda dão para o dia de hoje.

Bom, vamos lá para ponto que passa do Rio Nabão, que grande emaranhado de ruas para fazer esquerda, direita em frente, até parece o labirinto do jardim da “Alice no País das Maravilhas”, esquerda Rua dos Voluntários da República, cruza a Rua João Santos Simões, Praça de Touros, esquerda Rua Manuel dos Santos, direita Rua Principal da Choromela, já estou aficar tonto, chego finalmente há Ponte de Peniche.

Entro num caminho de terra batida passo por baixo da IC9 sigo em frente durante 3kms, esta direcção leva-me para Calvinos, digo para mim mesmo olha um café, está na hora do cafezinho, café bebido, vamos lá ao 5kms a e Vila Verde.

Consulto os apontamentos vejo que tenho que cruzar a EN10 e continuar pela EN348, paro para verificar se não estou perdido, não estou!

Aproxima-se a hora do almoço depois dele, ainda tenho muito que andar, tenho pela frente talvez umas 4 a 5 horas até Alvaiázere.

Cheguei e vou para o Albergue de Peregrinos.

Efeméride

Alvaiázere, Reedificada a primeira povoação por D. Sancho I, este concedeu-lhe foral 2m 1200, sendo Alvaiázere elevada à categoria de vila por foral de D. João I, datado de 1388, e confirmado por D. Manuel I em 1514.

Podemos visitar a Igreja quinhentista, Coreto, a casa com janelas de guilhotina, uma igreja que se encontra abandonada a norte, a grande casa brasonada do séc. XVII onde se diz ter estado escondido um dos assassinos de D. Inês e forja do Sr. António Freire é um monumento vivo.

Não posso esquecer que ali bem perto termina os “Caminhos do Tejo” em Fátima prova que tem o meu carinho muito especial por tudo aqui que já passei e pelos objectivos mentais e desportivos que me propôs a realizar.

A emoção inicial de se olhar no infinito e da incógnita dos quilómetros, a camaradagem que nós colocamos, a noite algo de fabuloso, as rectas que nunca mais acabem, a subida para o Castelo de Santarém com as suas paisagem para o Rio Tejo, a passagem dos míticos 100 kms, os pequenos trilhos deslumbrantes que nos levam aos ´Olhos de Água´ a subida da Serra de Minde para terminar aquele inferno de subidas, descidas, rectas e alcatrão, até que final avista-se ao fundo ao Santuário, esse momento tem algo que ainda não consigo explicar, todo aquele sacrifício desaparece e voltam as forças que iniciei no Pavilhão de Portugal.

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 16:15

30
Mar 20

Sexto dia sexta etapa Golegã a Tomar com 23 kms.

Levantei-me, fui à janela antes de lavar a cara e descer para a sala onde estava o pequeno-almoço e verifico que está a chover, hoje vai ser complicado.

Pequeno-almoço bastante farto, leite, sumo, café, pão, manteiga, fiambre, doce de morango, frutas, queijo e iogurtes.

Eram 8,30m antes de sair troquei a camisola de mangas compridas pelo impermeável e logo no início da Rua D. João IV vi que tinha pela frente algum sacrifício, mas nada me fazia voltar para trás, pouco depois o Centro Cultural Equuspolis, ando 4 kms e tenho um caminho municipal felizmente alcatroado, passo em frente da Quinta da Cardiga, nova estrada de terra batida com muitas possas de água e lama com o Rio Tejo há minha direita, ao longo avisto Vila Nova da Barquinha onde vou beber o cafezinho, que bem preciso a chuva começava-me a deixar um pouco desconfortável.

Após a breve paragem no café que fica no centro da vila voltei à estrada a chuva não de dava tréguas passo para a EN3 cruzo a linha férrea rumo a Atalaia após ter andado 500 metros entro num trilho florestal, digo para os meus botões, “É PÁ” a lama era imensa e o trilho era longo consulto os meus apontamentos e são 5 kms, a chuva não parava finalmente a povoação de Grou e Asseiceira.

Entro na EN10 que me vai levar até Tomar são os últimos 7 kms, tive que comer umas sandes e barra energéticas que levava comigo. Finalmente ao longe a Cidade de Tomar, olhei para o relógio era 17 horas mais um pouco e a jornada de hoje tinha chegado do fim.

Fui direitinho ao Hostel para tomar um banho bem quente que frio tinha tido com fratura durante o dia.

Efeméride

O União Futebol Comércio e Indústria de Tomar é o clube da cidade portuguesa de Tomar (cidade que carrega uma carga histórica de enormíssimo valor cultural que se inicia, antes da fundação de Portugal) , normalmente conhecido apenas como União de Tomar, tendo sido fundado em 4 de maio de  1914. Realiza os seus jogos no Estádio Municipal de Tomar. Na época de 1977-78, chegou a ter como jogador Eusébio, então já no final da sua carreira, assim como o antigo internacional português António Simões.

6 presenças no Campeonato Nacional de Futebol da I Divisão, 34 presenças na Taça de Portugal, Campeão Nacional de Futebol da II Divisão 1973-74, 16 presenças no Campeonato Nacional de Futebol da II Divisão, vencedor da Zona Norte em 1967-68; vencedor da Zona Sul em 1973-74, Campeão Nacional de Futebol da III Divisão 1964-65 (para além de outras 2 vitórias na Série D da III Divisão, em 1982-83 e em 1989-90), 19 presenças no Campeonato Nacional de Futebol da III Divisão, 5 vezes Campeão Distrital de Futebol da A. F. Santarém, Campeão Distrital de Juniores, Campeão Distrital de Juvenis, Campeão Distrital de Iniciados e Campeão Distrital de Escolas (sub-10).

Jogaram no clube nomes importantes do futebol nacional e alguns deles com muitas internacionalizações.

**Guarda-redes - Silva Morais - 61 jogos (71-72, 72-73, 74-75 e 75-76), Nascimento - 53 jogos (71-72 e 72-73), Conhé - 37 jogos (68-69 e 69-70), Arsénio - 18 jogos (68-69).

** Defesas - Faustino - 152 jogos (68-69, 69-70, 71-72, 72-73, 74-75, 75-76) - 1 golo, Kiki - 142 jogos (68-69, 69-70, 71-72, 72-73, 74-75, 75-76) - 4 golos, João Carlos - 78 jogos (69-70, 71-72, 72-73), Calado - 72 jogos (71-72, 74-75, 75-76) - 3 golos, Barnabé - 70 jogos (68-69, 69-70, 71-72, 72-73), Fernandes - 53 jogos (72-73, 74-75), Ferreira Pinto - 47 jogos (68-69, 69-70) - 1 golo, Dui - 46 jogos (68-69, 69-70, 71-72, 72-73) - 1 golo, Zeca - 45 jogos (74-75, 75-76), Carvalho - 33 jogos (74-75, 75-76), Caló - 23 jogos (68-69), Bilreiro - 18 jogos (68-69), Carlos Pereira - 16 jogos (69-70), Santos - 15 jogos (68-69).

**Médios -Manuel José - 82 jogos (69-70, 71-72, 72-73) - 6 golos, Cardoso - 81 jogos (71-72, 72-73, 74-75, 75-76) - 1 golo, Fernando - 73 jogos (69-70, 71-72, 72-73, 74-75) - 8 golos, Florival - 51 jogos (74-75, 75-76) - 9 golos, Barrinha - 51 jogos (74-75, 75-76) - 1 golo, Raul Águas - 51 jogos (72-73, 74-75) - 20 golos, Raul - 46 jogos (69-70, 71-72, 72-73, 74-75, 75-76), Cláudio - 42 jogos (68-69, 69-70) - 4 golos, Sarmento - 33 jogos (74-75, 75-76) - 2 golos, Pedro - 22 jogos (72-73), Lecas - 15 jogos (68-69) - 1 golo.

** Avançados - Camolas - 113 jogos (71-72, 72-73, 74-75, 75-76) - 29 golos, Bolota - 110 jogos (71-72, 72-73, 74-75, 75-76) - 30 golos, Pavão - 109 jogos (71-72, 72-73, 74-75, 75-76) - 7 golos, Leitão - 46 jogos (68-69, 69-70) - 13 golos, Alberto - 45 jogos (68-69, 69-70) - 10 golos, Totói - 44 jogos (68-69, 69-70, 71-72) - 3 golos, Caetano - 32 jogos (72-73, 75-76) - 4 golos, Tito - 26 jogos (69-70) - 6 golos, Vieira - 23 jogos (69-70) - 3 golos, N'Habola - 19 jogos (74-75) - 7 golos, José Luís - 17 jogos (75-76).

(Wikipédia)

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 17:38

29
Mar 20

Quinto dia quinta etapa Santarém a Golegã com 32 kms.

De pequeno-almoço já tomado com mais uma hora hoje que ontem depois da mudança alteração da hora de Inverno para a de Verão.

Deixo o local onde pernoitei, sigo pelo Largo dos Reis em direcção às ruas 1º de Dezembro, 5 de Outubro, passo Portas do Sol, Porta de Santiago (onde existia um conjunto de hospedarias para viajantes, foram destruídas no século XVIII, existindo agora só a Calçada de Santiago), sigo em frente com a linha férrea à esquerda. Já na EN365 depois de ter deixado a EN114 caminho por alcatrão até Vale de Figueira, paro num café para beber uma bica.

Olho para o relógio e para meu espanto quando vejo que são 11,30m estou um pouco atrasado ao horário que tinha planeado, um pouco mais frente entro num caminho de terra batida, novo objectivo é chegar a Reguengo do Alviela com tempo para almoçar um ensopado de enguias.

Depois do almoço entre num embaralhado de trilhos, caminhos de terra batida e estradas de alcatrão para chegar ao Pombalinho, volta à EN365 para concluir o dia de hoje, mas sem passar primeiro pelas quintas da Piedade e cruzar o rio Almonda.

Como estou em pleno Ribatejo escolhi para descansar o Hotel Lusitano.

Efeméride

O lugar de Golegã outrora pertença da Vila de Santarém, foi elevado à categoria de Vila por carta de D. João III, datada de 3 de Novembro de 1534. Segundo vários autores, a Vila da Golegã teve origem no tempo de D. Afonso Henriques ou de D. Sancho I, quando uma mulher natural da Galiza e que residia em Santarém veio estabelecer-se com uma estalagem neste local. Que a Golegã já existia no século XV, parece não haver dúvidas, bem como depois de se haver estabelecido nela a dita Galega, ter passado a denominar-se Venda da Galega, Póvoa da Galega, Vila da Galega e mais tarde por corrupção de linguagem, “Golegã”.

A par da importância do lugar em que se situa, a região da Golegã detinha uma das maiores riquezas: um solo fértil: A fama das suas terras chamou muito povo a si, como grandes agricultores e criadores de cavalos. Dos tempos mais remotos vêm alusões à região, à Quinta da Cardiga que em 1169 foi dada por D. Afonso I à ordem do Templo para arroteamento e cultivo. De século para século foi a mesma sendo doada a outras ordens e, a partir do século XIX, comprada por diversos grandes agricultores.

Já no século XVIII, e com o apoio dado pelo Marquês de Pombal, a feira começou a tomar um importante cariz competitivo, realizando-se concursos hípicos e diversas competições de raças. Os melhores criadores de cavalos concentravam-se então na Golegã. No século XIX, com base na valorização agrária da região, a Golegã voltou a ter grande importância para o que muito contribuíram as figuras de dois grandes agricultores e estadistas: Carlos Relvas, fidalgo da Casa Real, grande amigo do Rei, comendador, lavrador, artista, proprietário de diversos estabelecimentos agrícolas e de dois palácios (onde por várias vezes hospedou a família real), e José Relvas, seu filho, imensamente ligado à causa republicana, ministro das finanças e também um grande

(Historia da Golegã)

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 22:02

28
Mar 20

Quarto dia terceira etapa Azambuja a Santarém com 32 kms.

Uma das etapas mais longa não só pelos quilómetros mas também pelas rectas que tenho de atravessar, mas mais nada posso fazer senão seguir em frente.

Levantei-me cedo o tempo estava fresco fui até à Praça do Município, rua Vitor Cordon (não aquela onde está a sede CGPT-IN), a linha férrea à minha frente, entrei no trilho de terra batida que me leva ao Aeródromo de Alqueidão (onde está um dos Forte que protegeu Lisboa das Evasões Francesas) passo pela Aldeia de Reguengo entro na EN3-3 sigo durante 2kms até ao parque ribeirinho de Valada, caminho pelo lado interior do dique que protege das cheias do Rio Tejo até Muge, continuo na EN3-3 e pela Vila Muge pela Rua do Morgado.

Paro um pouco para comer e reabastecer os meus cantis de água porque a parte da tarde não era fácil e ainda me faltavam uns bons quilómetros até ao destino de hoje.

Despois de ter andado 8 kms avisto ao longe Aeródromo encontro um piso complicado entre caminhos empedrados, terra batida e troços alcatroados, tenho à direita e outras vezes à esquerda altos canaviados, passo por debaixo da A13 e chegou a Ómnias, olho para trás e vejo o Aeródromo nem reparei quando o passei, porque o cansaço já estava instalado.

Até que a famosa Rua de Marvila, (não a de Lisboa, mas a de Santarém) viro à direita ando mais um 1,5km e estou no meu destino.

Já passava das 19 horas e ainda me falta chegar ao Albergue de peregrinos da Santa Casa da Misericórdia. Finalmente estou deitado, depois de um belo banho, jantar e ver se tudo estava pronto para o dia seguinte.

Quando cheguei a Santarém o meu pensamento vai para um dos meus Heróis do 24 de Abril de 1974.

Efeméride

Fernando José Salgueiro Maia, um dos capitães do Exército Português que liderou as forças revolucionárias durante a Revolução de 25 de Abril de 1974, que marcou o final da ditadura em Portugal.

Nasceu em Castelo de Vide a 1 de julho de 1944

Faleceu 4 de abril de 1992, em Santarém encontra-se sepultado em Castelo de Vide

Em 1973 iniciam-se as reuniões clandestinas do Movimento das Forças Armadas e, Salgueiro Maia, como Delegado de Cavalaria, integra a Comissão Coordenadora do Movimento. Depois do 16 de Março de  1974 e do Levantamento das Caldas, foi Salgueiro Maia, a 25 de Abril desse anos, quem comandou a coluna de blindados que, vinda de Santarém, montou cerco aos ministérios do Terreiro do Paço forçando, já no final da tarde, seguindo as ordens de Otelo Saraiva de Carvalho no Posto de Comando na Pontinha, a rendição de Mracelo Caetano no Quartel do Carmo, que entregou a pasta do governo a António de Spínola. Salgueiro Maia escoltou Marcelo Caetano ao avião que o transportaria para o exílio no Brasil.

Na madrugada de 25 de Abril de 1974, durante a parada da Esola Prática de Cavalaria (EPC), em Santarém, proferiu o célebre discurso: "Meus senhores, como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. Os estados socialistas, os estados capitalistas e o estado a que chegámos. Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos! De maneira que, quem quiser vir comigo, vamos para Lisboa e acabamos com isto. Quem for voluntário, sai e forma. Quem não quiser sair, fica aqui! Todos os 240 homens que ouviram estas palavras, ditas de forma serena mas firme, tão característica de Salgueiro Maia, formaram de imediato à sua frente. Depois seguiram para Lisboa e marcharam sobre a ditadura.

A 25 de Novembro de 1975 sai da EPC, comandando um grupo de carros às ordens do Presidenta da República. Será transferido para os  Açores, só voltando a Santarém em 1979, onde ficou a comandar o Presídio Militar de Santarém. Em 1984 regressa à EPC.

(Wikipédia)

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 21:33

27
Mar 20

Terceiro dia terceira etapa Vila Franca de Xira a Azambuja com 18 kms.

Depois de ter tomado o pequeno-almoço fui até ao Jardim Municipal Constantino Palha bem junto ao Rio Tejo, passei por debaixo da Ponte Marechal Carmona, segui pelo trilho de terra batida que me levou até Castanheira do Ribatejo, em frente dirige-me para Vala do Carregado, tive de inverter para o meu lado esquerdo para cruzar novamente a linha férrea da estação do Carregado (local onde partiu o 1º comboio português), depois da Vala e da Central Termoeléctrica do Ribatejo, já me encontrava na EN3 e ter passado por mais uma estação desta vez a de Vila Nova da Rainha, consultei os meus apontamentos e faltava-me pouco mais de 6 kms.

Tinha percorrido os 18 kms e o Abrigo de Peregrinos da Santa Casa da Misericórdia da Azambuja esta mesmo ali.

Efeméride

O comboio fez a sua estreia em Portugal no dia 28 de Outubro de 1856.

Fontes Pereira de Melo, como Ministro das Obras Públicas, foi o grande timoneiro da modernização das vias rodoviárias e do arranque do caminho-de-ferro no nosso país, considerado condição sine qua non para a industrialização do Reino.

1.º comboio português.

Em Outubro de 1845, seriam publicadas as bases para a construção de caminhos-de-ferro em Portugal, que, no entanto, não teriam qualquer resultado prático.

Só depois do triunfo do movimento da Regeneração, em 1851, seriam criadas as necessárias condições de estabilidade política, para o surgimento do fontismo e da criação das infra-estruturas necessárias ao definitivo desenvolvimento.

As obras do 1.º troço da 1.ª linha-férrea portuguesa começaram em 1853, a cargo da Companhia Central e Peninsular dos Caminhos de Ferro em Portugal, sob a supervisão de uma companhia inglesa, e demorariam 3 anos. No dia 24 de Agosto de 1856 o rei D. Pedro V, visitou as obras, já em fase de acabamento, mas em Alverca ainda havia irregularidades.

A inauguração ocorreria dois meses depois, concretamente na manhã do dia 28 de Outubro de 1856, entre Lisboa e o Carregado. O novo meio de transporte compunha-se de duas locomotivas (a “Portugal” e a “Coimbra”) e dezasseis carruagens. O trajecto a percorrer era de 36,5 km e demorou cerca de 40 minutos.

Maria Isabel Lemos e Roxas Carvalho Meneses de Saint-Léger, que foi Marquesa de Rio Maior e dama da rainha D. Maria Pia, com apenas quinze anos assistiu a esta viagem inaugural. Sobre as impressões então vividas escreveu no seu “Livro de Memórias”, o seguinte:

«Vou narrar o que me lembra do solene dia da inauguração que, enfim, chegou. Minha mãe não quis ir ao banquete do Carregado. Mas foi comigo, para um cerro fronteiro à estação de Alhandra ver a passagem do comboio (…).

Finalmente, avistámos ao longe um fumozinho branco, na frente de uma fita escura que lembrava uma serpente a avançar devagarinho. Era o comboio? Quando se aproximou, vimos que trazia menos carruagens do que supúnhamos. Vinha festivamente embandeirado o vagão em que viajava D. Pedro V. O comboio parou um momento na estação, de onde se ergueram girândolas estrondosas de foguetes (…).

(…) Só no dia seguinte ouvimos meu pai contar as várias peripécias dessa jornada de inauguração. A máquina (…) não tinha força para puxar todas as carruagens que lhe atrelaram; e fora-as largando pelo caminho. Creio que se o Carregado fosse mais longe e a manter-se uma tal proporção, chegava lá a máquina sozinha ou parte dela (…).

Meu pai passou para a carruagem real, na qual chegou ao Carregado, onde assistiu aos festejos e comeu lautamente, porque o banquete era farto. (…)»

No dia seguinte, celebrava-se o aniversário de D. Fernando e a nova linha seria aberta à exploração, com duas viagens diárias de ida e volta, cujo preço (ida e volta) era o seguinte: 1.ª classe – 700 réis; 2.ª classe – 560 réis; e 3.ª classe – 240 réis.

(Blog Viajando no tempo)

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 21:16

26
Mar 20

Segundo dia segunda etapa Alpriarte a Vila Franca de Xira com 15 kms.

Sai já era claro, mas hoje não tenho o Sol como companhia, tempo ameno com um pouco de vento.

Deixe o albergue para o lardo da localidade e logo pela Rua do Bom Humor. Ingrediente que me vai fazer bastante falta para estes dias, 1 km à frente viro para o carreiro, no final a A1 sigo em frente passo pela Póvoa de Santa Iria, sigo pelo viaduto sobre a linha do comboio, percorro uns quilómetros até Base Aérea de Alverca, sigo pela EN10 e à minha frente Alhandra (aqui recordo o nadador Batista Pereira), passo por cima da linha férrea entro no Passeio Ribeirinho e depois a ciclovia, á direita a Praça de Touros e cheguei a Vila Franca de Xira, ao fim de 5 horas.

Efeméride

Baptista Pereira de seu nome completo Joaquim Baptista Pereira, nasceu a 7 de Março de 1921 e faleceu a 22 de Junho de 1984 em Alhandra sua terra natal.

Nadador de fundo internacional representou sempre o seu clube do coração Alhandra Sporting Clube.

Por a sua terra ser localizada à beira do Rio Tejo, Baptista Pereira, desde muito novo, fez do rio o seu lugar de brincadeira preferida.

O Quim, como era conhecido, filho de pessoas humildes, era aquele garoto traquina que desde muito cedo começou a acompanhar na faina o seu pai, pescador, e para desespero dos pais, a “pouco e pouco”, sozinho começou a aventurar-se no rio a nadar cada vez maiores distâncias, onde além de aprender a profissão, aprendeu a nadar, passando a ser a sua distracção eleita

Aos 13 anos já era o garoto mais popular da sua terra, rapidamente se começou a conhecer as proezas do jovem e todos os seus conterrâneos começaram-lhe a augurar um futuro brilhante na Natação e não descansaram enquanto não obtiveram autorização dos pais para o inscreverem no clube local.

Após várias provas de fundo com assinaláveis sucessos recebe o convite mais desejado: Participar na prova da Travessia do Canal da Mancha

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 16:26

25
Mar 20

Tinha planeado a minha ida a Santiago de Compostela, como não posso fazê-lo fisicamente, vou iniciar hoje a minha Peregrinação Virtual até Santiago de Compostela com partida de Lisboa.

Tenho tudo planeado para chegar a Santiago de Compostela no dia 8 de Abril.

O Sol ainda não era visível no horizonte já eu estava em Lisboa a descer os degraus da Sé de Lisboa para dar inicio há minha jornada.

Antes tinha revisto o que tinha dentro da mochila e tudo estava lá, desde da escova dos dentes até ao cartão multibanco sem esquecer a credencial de peregrino.

Primeira etapa de 22 kms que vai terminar em Alpriarte.

Vou pela Cruzes da Sé onde atravesso a Bairro de Alfama, pouco depois estou com o Largo do Chafariz de Dentro, sigo em direcção ao Campo de Santa Clara, cheguei a Santa Apolónia, ligo a música que levo comigo para canção do Fausto “Por Este Rio Acima”, um pouco mais frente Rua de Xabregas (ao meu lado esquerdo o lindíssimo Museu Nacional do Azulejos), sigo para o Poço do Bispo (que tantas recordações tenho das horas ali passadas com os meus amigos), deixou para trás Rua Fernando Palha e a sede de Oriental, chegou ao Parque das Nações, tenho pela frente 7 kms por carreiros de terra batida que me leva pela margem do rio até que chego a Sacavém e ao Rio Trancão.

Já perto da antiga ponte romana, lembro-me da lenda da “Batalha de Sacavém”.

Efeméride

“Conta a lenda que a batalha terá sido um recontro travado entre D. Afonso Henriques e Taifa de Badajoz e Bezai Zaide, do lado cristão 1.500 guerreiros, do lado muçulmano 5.000 mouros.

Após a conquista de Santarém D. Afonso Henriques preparou-se para tomar Lisboa e assim consolidar definitivamente não só a linha do Tejo como a própria independência de Portugal e o domínio do seu fértil vale garantia-lhe a plena auto-suficiência

D Afonso Henriques dispunha apenas de uma força de mil e quinhentos guerreiros, e foi nessas condições que se iniciou a batalha, tenho como palco Sacavém de Baixo, na margem do Rio de Sacavém (hoje Rio Trancão), junto à velha ponte romana, fortemente defendida pelos mouros.

Não obstante a diferença numérica de forças, acabaram por vencer os cristãos, muito embora a maior parte destes últimos tenha parecido, conseguiram ainda assim matar três mil e quinhentos muçulmanos a fio de espada, tendo os restantes mouros afogando-se no rio ou sido feitos prisioneiros.

Esta miraculosa vitória foi atribuída à Divina intervenção da Virgem Maria que teria feito aparecer durante a batalha «muitos homens estranhos que pelejavam com os cristãos».

(Pacto Português)

E com isto tudo cheguei a Alpriarte ao fim de 6 horas.

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 16:22

23
Mar 20

Dana Helena Maria Ingrova Zatopkova, nascida na Morávia em 1922, filha do coronel Antonin Ingr, comandante do 27º Regimento de Infantaria e apoiante do Presidente democrata Edvard Benes, deposto pela invasão dos nazis alemães, fazendo-o passar pelos campos de concertação de Spilberg, Dachau e Buchenwald.

Ela forçada a trabalho de escritório que não lhe deixava tempo para o voleibol.

Casada com Emil Zatopek nascidos no mesmo dia do mesmo ano, a poucos quilómetros um do outro, tinham casado, após breve oposição da família da noiva, socialmente mais alta, a seguir aos Jogos Olímpicos de 1948.

Jogos Olímpicos, 1952, em Helsínquia – onde Dana ganhou a medalha de ouro no lançamento do dardo -, na Finlândia, terra de Nurmi, o homem, considerado o maior meio fundista do mundo até à chegada de Zatopek seu marido.

As Olímpias de 1952 consagraram não só o triunfo de Zatopek mas também o de Dana Zatopkova e bateram 4 records olímpicos, ele nos 5.000m, 10.000m e Maratona, ela no Lançamento do Dardo, tornaram conhecida uma das mais tocantes histórias de amor dos jogos.

Os Resultados

Lançamento do Dardo – 50,47m - Record Olímpico

5.000m – 14m 6s 2 – Record Olímpico

10.000m – 29m 17s – Record Olímpico

Maratona – 2h 23m 3s 2 – Record Olímpico

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 15:51

21
Jul 17

Heródoto, descreve esta cena de há 2.500 anos. (A Primeira Ultramaratona)

Com uma incrível força de corpo, mente e espirito, Fidípides regressou a Atenas dois dias depois de ter partido, contudo, os cidadãos estavam deveras preocupados? A sua esperança estava depositada neles. Qual seria o seu destino sem o povo de Esparta a apoiá-los nesta Batalha? Uma nuvem de ansiedade invadiu a cidade. Os espartanos só partiriam dali a quatro dias.

Fidípides fora informado que após a sua saída para Esparta, os seus conterrâneos se mudaram para Maratona. Sabendo disto, e mesmo depois de ter corrido para e de Esparta, teve que correr por mais 42 quilómetros até Maratona.

Depois de uma breve sesta e de alguma corrida ele voltou para trás, correu mais 230 quilómetros de regresso a Atenas. Tinha de fazer chegar a mensagem ao seu povo. Afinal ele era um mensageiro e transportava mensagens era o seu dever.

Os Espartanos desejaram-lhe boa viagem e garantiram-lhe que dentro de seis dias iniciariam a sua marcha. Depois de correr de Atenas a Esparta, alguém consiga fazer o mesmo caminho de regresso. Mas foi precisamente isso que Fidípides fez.

Correr debaixo do sol escaldante era duro, mesmo para um atleta em boa forma. E agora, depois de apenas uma pequena sesta. Fidípides iria passar novamente por Tégea, depois das montanhas de Parténio. Já se tinha afastado de Esparta e provavelmente estaria em delírio quando teve uma visão. Era o Deus Pan que lhe aparecia, com cara de homem, mas corpo de cabra. Pan era desconcertante. O que queria este Deus da Montanha?

Calcula-se ter corrido mais de 500 quilómetros (Atenas a Esparta e de Esparta a Maratona via Atenas).

Uma Ultramaratona é algo que poucos conhecem

Passagem retirada do Livro ‘A Lenda de Maratona’ – Dean Karnazes

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 16:48

20
Jul 17

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 Joaquim Francisco Agostinho nasceu em Brejenjas no dia 7 de Abril de 1943 participou em 13 edições da Volta à França, contando com 8 primeiros lugares em etapas, na sua primeira presença em 1969 obteve logo duas vitórias (Nancy/Mulhouse e La Grande Motte/Revel), em 1973 vence o contra-relógio, no ano de 1975 vê o seu sonho realizado ao correr a Volta à França com a camisola do seu clube de sempre Sporting (com ele estava Firmino Bernardino, Serafim Ferreira, José Amaro, Joaquim Carvalho, Campanher, Julien, Labourdelte e Molet este franceses), novo 1º lugar em 1977 na etapa que termina em Saint-Étienne, na edição de 1979, chega primeiro ao alto do L’Alpe D’Huez, termina a sua participação na edição de 1983 com 40 anos.

Volta a França

1969 - (8º Lugar) (Vencedor de 2 Etapas)

1970 - (14º Lugar)

1971 - (5º Lugar)

1972 - (8º Lugar)

1973 - (8º Lugar) (Vencedor de 1 Etapa)

1974 - (6º Lugar)

1975 - (15º Lugar)

1977 - (13º Lugar) (Vencedor de 1 Etapa)

1978 - (3º Lugar)

1979 - (3º Lugar) (Vencedor de 4 Etapas)

1980 - (5º Lugar)

1981º - (desistiu)

1983 - (11º Lugar)

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 15:57

18
Jul 17

Quando da minha participação na 38º Corrida da Fogueiras, e, em plena prova dei comigo a pensar no seguinte:

- Que, em quase todas localidades portuguesas existe uma ou mais lendas que as ligam à sua existência.

Relacionada com a Cidade de Peniche encontrei a Lenda do Senhor de Branco, que liga Peniche à Dinamarca.

Retirada do Livro Lendas de Portugal de Gentil Marques.

 Por alturas do século V da nossa era cristã, o povo da ilha de Peniche vivia em cabanas e dedicava-se à pesca. Era alegre, hospitaleiro e laborioso. A família, bem constituída, agrupava-se sob a suave direcção dos mais velhos, movidos pelo mais recto espírito de justiça. Não tinham ambições, nem receavam ninguém. O mar, embora furioso por vezes, dava-lhes o suficiente para viverem, como tesouro inesgotável.

Um dia, ainda muito cedo, algumas lanchas haviam saído para o mar. A luz era fraca. Mas um dos homens apontou aos outros o que acabava de descobrir. Aproximava-se a toda a vela um navio estranho, com velame complicado, diferente de quantos tinham visto. O primeiro movimento entre os pescadores foi de espanto. Depois começaram a recear, pois o navio dirigia-se para o seu pequeno e difícil porto. Perguntavam ansiosos: «Quem seriam os seus tripulantes? Donde viriam? Que desejariam da sua terra?» Alguns mais afoitos gritaram para bordo que seguissem viagem sem aportar. Mas os do navio não fizeram caso ou não os compreenderam e aportaram mesmo.

Amedrontados, os pescadores não tiveram coragem de continuar a faina. Remaram para terra com quanta força tinham, para observar o que iria acontecer. O navio ficou a certa distância da terra e dele desceram, em pequenos botes, uns homens enormes, de ombros largos, loiros e fortes. Embasbacados, os pescadores descobriram que esses mesmos gigantes loiros fizeram descer para um dos botes uma dama, loira também, envolta em véus espessos que não deixavam ver o seu rosto. Rodeavam-na de atenciosos cuidados. Depois, fizeram-se a terra, seguidos pelas embarcações dos pescadores. Em terra, os homens loiros ajudaram a dama a descer. Depois esperaram que os pescadores chegassem também a terra. Frente a frente, os homens olharam-se. Não havia na expressão deles rancor ou ódio. Os loiros sorriam. Os pescadores aguardavam. Por fim um dos homens agigantados falou em espanhol:

— Amigos, precisamos da vossa ajuda. Um dos pescadores mais velhos perguntou:

— Donde vêm?

O outro respondeu:

— Vimos do norte e precisamos de um porto amigo. Saberemos recompensar-vos. Poderemos armar aqui as nossas tendas?

O pescador respondeu:

— Fiquem, se vêm por bem. É essa a vossa linguagem?

— Não. Falamos uma língua que não entendeis. Eu e a dama que trazemos falamos castelhano. Haverá aqui alguma mulher que saiba cuidar de uma doente?

— Eu tratarei disso.

O gigante loiro agradeceu e logo começaram a levantar tendas, a acomodar os seus cofres e armas de guerra. E em poucos dias reinava entre todos uma franca e sincera fraternidade.

A dama loira, de uma beleza fascinante, de modos gentis e olhar doce, esperava um filho. Mas devia estar muito fraca, pois quase não falava e dos seus olhos de vez em quando corriam lágrimas.

As mulheres mais hábeis ficaram ao serviço da Bela Senhora, como lhe chamavam os da ilha. Cada dia mais triste e mais pálida, ela sorria, sem forças para agradecer melhor todos os cuidados de que era alvo. E as mulheres dos pescadores já a amavam como se fosse a sua rainha.

Uma noite, pouco tempo depois de terem aportado à ilha, a dama deu à luz um menino. Porém, não era como aqueles que as mulheres de Peniche estavam habituadas a ver nascer. Era grande, muito branco e rosado, cabelo de um loiro desmaiado, olhos de um azul vivo como reflexos do mar!

Ao ver o menino, a dama soluçou. Primeiro com angústia, depois com serenidade, por último com alegria. Porém, os seus servidores — pois todos a tratavam com deferência — lançaram gritos de vitória. Contagiados, os pescadores de Peniche associaram-se ao júbilo extraordinário dos estrangeiros e cantaram e bailaram com eles.

O dia estava belo. O sol queimava os corpos, dando um tom rubro à pele branca dos estrangeiros. E quando a tarde começou a cair, ainda se bailava e cantava. Porém, dentro da cabana, o menino dormia. Olhando-o com ternura, a dama loira chorava ainda em silêncio. Apiedada por essa dor secreta, a mulher que dela cuidava começou a chorar também. A dama notou o facto. Suspirou fundo. Estendeu-lhe uma das mãos que a mulher de Peniche apertou nas suas. E então, a dama falou. A sua voz era pausada, de timbre admirável.

— Vou contar-te a minha história. Queres ou não conhecê-la?

A mulher foi sincera:

— Senhora... Há muito que desejava saber porque choras tanto!

Sorriu a dama entre lágrimas e começou:

— Vim de muito longe... De um país do norte chamado Dinamarca.

— E como é esse país?

— Diferente do teu. Lá, o Sol não brilha como aqui. É um país de luz triste, de povo guerreiro e cruel.

— Fizeram-te mal?

— Ouve o que te digo. Meu pai, que é o rei da Dinamarca, deu-me em casamento a um príncipe de outra nação vizinha.

— E não gostavas dele?

— Não!

— Porquê? Era feio ou velho?

— Nem velho nem feio. Mas é um homem brutal, muito mau. A sua maior alegria é passear, amarradas à sela do seu cavalo, as cabeças dos seus inimigos e beber em seus crânios esvaziados o hidromel da vitória!

A dama calou-se, cansada. Alina, a mulher que a escutava, levou uma das mãos à cabeça em sinal de protesto.

— Claro que não podias casar com esse príncipe cruel!

A dama continuou:

— Mas não era só isso.

— Que mais havia?

— Eu amava outro homem!

— E como era ele?

— Jovem, belo, generoso e valente!

A dama tornou a calar-se olhando um ponto vago no espaço. Curiosa, a sua interlocutora indagou:

— Então porque não te deixaram casar com ele?

A dama despertou dum sonho e respondeu com tristeza:

— Meu pai não quis!

— Porquê? Não era de sangue real?

— Não... mas pertencia a outra estirpe muito superior, porque era cristão. Não admitia a vingança e bebia o vinho em vasos de prata, com o coração tranquilo e limpo de maldade.

— Não falaste ao rei teu pai, pedindo que te atendesse?

A dama loira suspirou fundo.

— Falei. Amava tanto o meu senhor! O senhor do meu coração... da minha vontade! Disse-lhe que sem ele seria um corpo sem alma!

— E que fez teu pai?

A dama calou-se mais uma vez. Talvez cansada, talvez embargada pela emoção. A mulher que a ouvia respeitou esse silêncio. Compreendia o drama que envolvia essa pobre mulher, tão bela e tão meiga. Ao cabo de uns momentos, a dama prosseguiu a sua narrativa.

— Sabes o que fez meu pai? Encerrou o meu bem-amado no subterrâneo dum castelo, para que ali morresse de fome e de frio!

— E depois?

— Depois... Depois... julguei morrer de dor. Então uns amigos de ambos conseguiram comprar uns guardas e todas as noites, em segredo, vinham buscar-me ao palácio e conduziam-me à presença do meu bem-amado. Levava-lhe então alguns alimentos e o calor da minha afeição sem limites. Casámos secretamente numa noite que não mais esquecerei, tais as peripécias de que se rodeou. Tudo parecia estar contra nós. Tudo!... Até o tempo! O vento zunia com impiedade. A chuva alagava os campos. Os trovões atordoavam as gentes. Dir-se-ia a noite do Juízo Final!

Calou-se, mais uma vez, a jovem dama. Depois continuou:

— Fomos felizes, apesar de tudo, durante cinco luas. Mas uma noite... alguém me denunciou, e os cavaleiros nossos amigos tiveram de fugir! Eu recolhi ao palácio... e ele... o meu bem-amado esposo... o meu bondoso e belo cavaleiro… foi degolado na prisão!

A dama curvou a cabeça. Lágrimas grossas inundavam-lhe o roslo. Beijou a testa do seu menino e murmurou:

— Já não tens pai. Mas tens ainda mãe e amigos! Amigos que não te deixarão cair nas mãos do rei! Ficas sem pátria... Outra tomarás como tua!

Calou-se de novo a dama loira. Chorava em silêncio. Por fim, retomou a narrativa interrompida.

— Alguns dias depois da morte do meu esposo, aquele que hoje comanda o nosso pequeno grupo e foi o mais sincero amigo do pai do meu filho, veio ter comigo. Disse-me que tinha um barco à minha espera, para se fazer ao mar com todos os que haviam sido os amigos dedicados do meu esposo. Queriam livrar da ira do rei o fruto do meu amor — o meu filho! — Não hesitei e parti com eles, levando no meu seio o único laço que me prendia à vida.

Novo silêncio que Alina cortou.

— Como conseguiste sofrer tudo isso... e viver ainda?

— É verdade. Hoje pasmo! Mas creio que é por ele que vivo. Por ele, pelo meu menino!

— E é tão lindo, o teu menino! Tão branco... tão branco... parece mesmo um grande senhor!

— E é! É o neto do rei da Dinamarca! E vive! Vive, graças aos meus amigos, que conseguiram trazer o barco até aqui. Graças ao Deus que o meu esposo adorava esse meigo Jesus de que ele falou até morrer! E graças ao teu povo, que nos recebeu com tanto carinho! Aqui viverá o meu filho; o meu Jauntzuria!

— Que nome lhe deste?

— Esse que ouviste:

Jauntzuria, que quer dizer «Senhor Branco».

Alina olhou enternecida o menino que dormia. E murmurou, quase numa oração:

— Que cresças para bem, Jauntzuria!

Lá fora, os homens continuavam expandindo o seu júbilo. E o Sol acolhedor acariciava-lhes as costas e os braços nus.

publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 14:42

03
Jul 17

1 de Janeiro - Na São Silvestre de São Paulo, Rosa Mota foi categórica, vencendo a corrida pela sexta vez consecutiva. Carlos Lopes e Aurora Cunha vencem a São Silvestre da Amadora. A São Silvestre de Madrid venceu António Leitão.

19 de Janeiro - Cross da Amendoeiras em Flor sem Carlos Lopes lesionado e com a desistência de António Leitão, António Regalo lutou até final e fico no último lugar da pódio.

Na prova feminina a vencedora foi Ria Van Laudeghen da Bélgica com Rosa Mota em segundo lugar e Albertina Machado em terceiro lugar.

Em Sevilha o Sporting venceu o 5º Cross Itália.

2 de Fevereiro - Desaire Sportinguista na Taça dos Clubes Europeus de Corta-Mato que se disputou em Itália. Domingos Castro em 2º lugar, Dionísio Castro em 3º lugar, Joaquim Pinheiro em 15º lugar, Fernando Mamede desistiu. O Sporting ficou em 2º lugar.

Na prova feminina o Sp. Braga venceu com Albertina Machado em 4º lugar, Conceição Ferreira em 5º lugar, Ana Moreira em 9º lugar, Manuela Machado em 18º lugar, Rosa Oliveira em 20º lugar e Fátima Novais em 3oº lugar.

23 de Fevereiro - As atleyas portuguesas venceram a Estafeta de Yokohama com Rosa Mota, Lucilia Soares, Albertina Dias, Aurora Cunha, Albertina Machado e Conceição Ferreira.

23 de Abril - Rosa Mota vence a Maratona de Boston com o tempo de 2h 25m 21s terceira melhor marca mundial.

31 de Agosto - Rosa Mota inigualável, ganhou a Maratona nos Campeonatos do Mundo em Roma «Não sou de vencer-me a mim própria, mas só acreditei na vitória quando entrei no Estádio». Rita Borralho também correu a prova tendo-se classificado em 28º lugar. Rosa fez o tempo de 2h 25m 17s em segundo lugar a 7m 21s ficou Soya Ivanova (URSS).

7 de Setembro - Nos Mundiais de Roma, Said Aouita conquista a medalha de ouro dos 5.000m, mas a prata foi para Domingos Castro.

17 de Setembro - O Presidente da República Dr. Mário Soares decidiu atribuir a Rosa Mota a Grã-Cruz da Ordem de Infante D. Henrique.

23 de Novembro - Rosa Mota que se recusara a participar no Mundial de Estrada recebeu as penas impostas pela FPA afirmou disposta a abandonar.

No Monaco, Portugal sagrou-se campeão do Mundo com Albertina Machado (6º lugar), Aurora Cunha (12º lugar) e Albertina Dias (14º lugar)

publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 15:52

30
Jun 17

Em 1968/69 o Jornal "O Casapiano", orgão oficial do Casa Pia Atlético Clube, instituiu o troféu Ricardo Ornelas para premiar os clubes mais disciplinados das I, II e III Divisão do campeonatos nacionais de futebol e I divisão da A. F. L., contou com o patrocínio da FPF e AFL.

Vencedores I Divisão - época 1968/69 Sporting Clube de Braga, época 1969/70 União de Tomar, época 1970/71 Vitória de Setúbal, época 1971/72 Sporting Culbe Farense.

Vencedores II Divisão - época 1968/69 Almada Atlético Clube, época 1970/71 Sporting Clube Olhanense, época 1971/72 Portimonense Sport Clube.

Vencedores III Divisão - época 1968/69 Faro e Benfica, época 1970/71 Penalva do Castelo, época 1971/72 Sport Clube Vianense

A partir da época 1972/73 devido às alterações disciplinares (introdução de cartões e expulsões) o troféu nunca mais foi conquistado por qualquer clube.

(Fonte História do Casa Pia)

Casa Pia Atlético Clube

 

 

publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 15:17

29
Jun 17

No meu Baú, hoje fui até ao ano de 1969, e, nos meus papéis/apontamentos encontrei um que tinha referente ao atletismo o seguinte:

1 de Janeiro - Anacleto Pinto viu-se impedido, à última hora, de participar na São Silvestre de São Paulo, depois de ter contraído uma lesão num dos joelhos. O único representante português naquela importante prova brasileira acabou abandonado no seu quarto de hotel. No dia da prova a imprensa brasileira não sabia o que se tinha passado, o que levou Anacleto Pinto a afirmar «São Silvestre? Nunca mais! Abandonaram-me, no hotel, à minha própria sorte!».

17 de Agosto - O Sporting sangrou-se campeão nacional de atletismo. No total os «leões» venceram 13 provas contra 7 do Benfica. Pelo meio ficou a marca alcançada por Tavares Alves do Sporting, no salto em altura, bateu o «record nacional e foi o primeiro português a saltar os 2 metros, na corrida dos 10.000 metros masculinos esteve preste a dar-se u drama, disputada debaixo de calor intenso a horas impróprias, dois atletas do Benfica Américo Barros e Antero Lourenço abandonaram, em muito mau estado a prova, devido a uma insolação.

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 16:02

28
Jun 17

O Diário de Lisboa na sua edição de 24-04-1932, fazia a notícia da Edição Zero ou 1º Edição da Estafeta Cascais - Lisboa que o S.L. Benfica venceu.

Como nos dias de hoje já também em 1932 a Prova foi alterada no seu percurso inicial que tinha a partida de Cascais com Meta no Terreiro do Paço, a distância a percorrer era de 27,400 metros, mas uma última deliberação das autoridades superiores do distrito, que a última etape entre a Av. da India e o Terreiro do Paço foi proibida.

Assim a estafeta ficou com 24,100 metros com 4 etapes, Cascais/Parede (6,200m), Parede/Paço de Arcos (6,300m), Paço de Arcos/Algés (5,900m) e Algés/Av. da India (5,700m).

Ás 14,51 foi dada a partida aos 8 atletas sendo 3 atletas do S.L. Benfica, 2 atletas do Sporting C.P., 2 atletas do Vendedores de Jornais e 1 atleta do Probidade.

O 1º vencedor foi Manuel Dias com 1h 16m 30s

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 14:30

27
Jun 17

Ao fazer o cruzamento do Quadro de Honra da Corrida e a página do amigo João Lima, retirei os seguintes dados:
1º vencedor em 1980 Luís Marques da Empresa Bruno Janz
1º vencedora em 1980 Idalina Santos do Sarge
1ª Equipa vencedora Empresa Bruno Janz
Estes pódios são a partir de 1986 e não contém a edicção deste ano.
Clubes com maior número de vitóiras
1ª Lugar - GDR Reboleira c/7 vitórias (1997,1998,1999,2000,2001,2002,2003)
2ª Lugar - Opitca 2001 /6 vitórias (1990,1992,1993,1994,1995,1996)
3ª Lugar - GFD Running c/4 vitórias (2013,2014,2015,2016)

Atleta Masculino com maior número de viórias
1º Lugar - Artur Santiago c/4 vitórias (2001,2002,2003,2004)
2º Lugar - Joaquim Murraças - c/3vitórias (1988,1989,1991) e Vítor Vasco (1994,1995,1997)
3º Lugar - Luís Marques c/2 vitórias (1986,1987) e António Sousa (1998,2005)

Atleta Feminina com maior número de viórias
1º Lugar - Madalena Carriço c/6 vitórias (2000,2006,2007,2008,2010,2012)
2º Lugar - Margarida Pinto c/3 vitórias (1994,1995,1996) e Alexandra Almeida (2001,2002,2005)
3º Lugar - Umbelina Nunes c/2 vitórias (1988,1992) e Cristina Gramoso (1990,1991)

Atleta Veterano Masculino com maior número de vitórias

1º Lugar - Jaime Gonçalves c/3 vitórias (1987,1989,1991)

2º Lugar - Bernardino Silva c/2 vitórias (1993,1994), Gabriel Rodrigues c/2 vitórias (2004,2005) e José Gaspar c/2 vitórias)

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Atleta Veterano Feminina com maior número de vitórias

1º Lugar - Umbelina Nunes c/3 vitórias (1991,1995,1996)

2ª Lugar - Albertina Silva c/2 vitórias (1987,1989), Analice Silva c/2vitórias (1990,1992), Rosa Celeste c/2 vitórias (1998,1999), Manuela Dias c/2 vitórias (2004,2005) e Ana Margarida c/2 vitórias (2011,2012)

3ª Lugar - 18 Atletas c/1 vitória

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 14:33

16
Mar 17

Em 13 de Setembro de 2009 – G. P. Queluz – Manuel Faria

 

Não me foi possível participar na 1/2 Maratona de São das Lampas por motivos familiares, prova que tinha treinado para baixar o tempo da edição de 2008, não é a mesma coisas mas lá foi até Queluz para correr a última prova do Troféu Sintra a Correr 2008/2009, prova designada por Grande Prémio de Queluz - Manuel Faria.

Esse grande senhor do atletismo nacional com quem tive o prazer de conversar algumas vezes, ainda nem sonhava praticar esta modalidade, até brincava com alguns amigos que diariamente passavam por mim a correr, naquele tempo eu era treinador de futebol.

Mas como o desporto não tinha segredos para Manuel Faria, eu lá lhe ia contando alguns treinos do meu futebol, e ao mesmo tempo fazendo algumas perguntas na vertente da preparação física, com as suas palavras sábias de quem muito sofreu nos treinos e provas, dava-me quase sempre pormenores e dicas, que aproveitava para os meus treinos, e muito em particular para exercícios de corrida.

A corrida de Queluz tinha a distância de 10 Kms (2 voltas) à vila, como era a última prova do troféu a linha de partida estavam muitos atletas, uns com a classificação definida, outros com a classificação por definir, o mesmo acontecia com a classificação colectiva por equipas.

Como tinha participado em poucas provas do troféu em prol de outras corridas (montanha, trail e maratonas), aproveitei para conversar com amigos que já não via a algum tempo.

O percurso não apresentava grande dificuldade, uma ou outra subida de curta distância, mas, aquela recta em frente ao antigo Liceu Nacional de Queluz tirava-me alguma da vantagem que tinha alcançado com a inclinação, mas nem tudo por ser um mar de rosas.

No final a habitual poupança mas garrafas de água procedimentos que continuo sem compreender.

No final tinha corrido os 10 kms em 40m e 58s.”

 

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 16:24

14
Mar 17

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Quando do lançamento da Lisbon Eco Marathon ou Lisbon Trail Marathon a organização proponha aos atletas um desafio de correr na Serra do Monsanto, com partida no Parque do Calhau, junto aos Pupilos do Exército, com a Meta instalada no Parque Eduardo VII, juto à Praça do Marquês de Pombal.

Sábado 6 de Julho de são 17h 30m o organizador Luís Milagres dá início ao briefing alertava os atletas para o tinham de enfrentar durante os 42,195 kms, uma temperatura de 42º grau à partida, que se iria manter quase até final e que no final registava 38º grau.

Para a Eco Maratona tinha a companhia do Vilela e do Jorge Baltazar que se ia estrear na distância, antes da partida ficou acordado entre nós, que eu marcava o ritmo, o que aconteceu até bem perto dos 30 kms, aos 10 kms passamos com 58m, à Meia Maratona o relógio marcava 2h 05m, tudo estava a decorrer conforme combinado.

Com este andamento dava alguma folga para a habitual quebra dos 35 kms para concluir a Maratona muito perto das 4h 15m o que na realidade não aconteceu.

Como disse atrás tudo estava quase perfeito até que algo aconteceu ao Jorge que na passagem do quilometro vinte cinco, quebra primeiro fisicamente, para pouco tempo a sua parte psicológica chega ao fim, e com ela a sua falência total que levou à recusa total em correr, eu e o Vilela tentávamos anima-lo, mas nada deu resultado e acabou por desistir pouco depois dos 30 kms.

Para os restantes Kms foi um apelo constante à minha experiência acumulada pelas Maratonas que já efectuei, o que deixou de ser um enorme sacrifício para o ritmo que passou a ser bastante baixo, juntamente com o Vilela lá fomos aos poucos voltando ao normal e a Meta estava ali mesmo à nossa frente.

A organização tinha ao dispor dos atletas 3 pontos de abastecimento, com o calor que se fazia sentir eram verdadeiros Oásis, cheguei a temer que os atletas mais lentos tivessem problemas com a falta de água, porque não havia cuidado para com aqueles que vinha atrás, mas felizmente tudo correu da melhor maneira.

Não posso deixar de assinalar as belas vistas panorâmicas que a Serra do Monsanto nos oferece da Cidade de Lisboa e da margem Sul, onde Almada, Porto Brandão e Costa da Caparica parecem que se banham no Rio Tejo.

Foi com enorme agrado ao verificar a minha classificação no site de organização, tinha cortado a meta em 80º da geral e 2º no escalão (tempo final 5h 15m 43s aos 30 km 3h 41m 13s aos 21 km 2h 07m 36s).

No final a organização tinha ao dispor dos atletas cerveja, coca-cola, sandes e porco assado, uma banda dava um toque musical, que proporcionava um convívio entre os atletas.

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 11:30

08
Mar 17

Correr na Montanha em Pleno Trail é o lugar perfeito para libertar o stress que se acumulou durante a semana onde o atleta pode combinar o instinto mais primitivo do Homem Correr em Liberdade.
Penso que posso partilhar com algumas dicas de uma aprendizagem que ao longo dos anos foi assimilando.
Para Subidas
1. Tronco - O tronco ligeiramente inclinado para frente. Se não conseguir correr comece a andar.
2. As Pernas - É importante manter a cadencia com passadas certas com apoio da planta do pé para poupar energia. Temos que ter uma flexibilidade dos gémeos e do tendão de aquiles.
3. Os Braços - Os braços com a movimentação para frente, dão uma grande ajuda às pernas.
As descidas tem que ser efectuadas com segurança rápida. Temos que treinar não só as subidas mas um bom treino de descidas pode relançar a nossa corrida e recuperar o tempo perdido na subida.
1. Tronco - Quando dominamos a técnica é manter o tronco para frente para uma boa velocidade.
Quando a técnica ainda não é apurada damos menos velocidade levando o tronco para trás.
2. As Pernas - Um pouco fletidas para descer o centro de gravidade fica menor dando maior estabilidade. Apoiar a planta do pé. Não podemos efectuar travagens bruscas temos que reduzir as passadas. Para travar apoia o calcanhar quando tiveres o tronco para trás.
3. Os Braços - Abertos para ter maior sustentação e reação em caso de descidas técnicas.
Se a passada for curta os movimentos dos braços tem que ter pouca amplitude.
Bons treinos

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 00:09

07
Mar 17

Domingo 27.11.2016, Cidade de Évora, pronta para a sua Meia Maratona que está integrada no circuito do Running Wonders EDP “Patrimónios Mundiais”.

A prova teve início na Praça do Giraldo seguindo para os locais mais emblemáticos da cidade, Templo Romano (vulgarmente conhecido por Templo de Diana), Palácio Dom Manuel, Capela dos Ossos, A Cerca Medieval, Aqueduto da Água de Prata, a corrida sai da cidade, para alguns quilómetros mais à frente voltar ao seu interior, e terminar onde tinha começado na Praça do Giraldo.

Pelo caminho vi umas tunas académicas, um rancho folclórico, isto sem falar do público.

Foi um fim-de-semana bastante agradável como é habitual na companhia do Óscar e da São, o Óscar tinha a indicação do Restaurante “Cruzeiro de Granito” fomos ao seu encontro, onde a simpatia e a ementa são de qualidade superior.

Meia Maratona que pode ser para repetir pela organização quase perfeita também pelo seu trajecto bastante acessível, a cidade de Évora bastante simpática e que tanto tem para visitar, tudo isto a juntar à gastronomia alentejana, são bons indicadores para voltar.

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 22:49

27
Fev 17

Estive presente na organização do Grande Prémio d Atletismo de Algueirão-Mem-Martins durante 8 anos, através do convite do Pedro Rocha, amigo de longa data, que me explicou o seu projecto para realizar uma corrida pedestre pelas ruas de Algueirão e Mem Martins.

Algumas reuniões de preparação realizadas conseguimos pôr a máquina em andamento, foi contactada a Xistarca para nos ajudar nas inscrições, cronometragem e classificações, a Real Academia delineou o trajecto, o Pedro Rocha (JFAMM) ficou com a parte do apoio burocrático.

Durante esses 8 anos nem tudo decorreu como queríamos, fomos confortados nos primeiros anos do Grande Prémio com situações complicadas, desde da marcação para o mesmo dia de provas regionais e concelhias para localidades vizinhas, marcadas pelas entidades oficiais, após terem licenciado e autorizado o Grande Prémio, foi com muitas destas e outras dificuldades que o Grande Prémio cresceu e granjeou o respeito dos atletas.

Agora que deixei a organização em 2016 tenho a oportunidade de agradecer aos 3.653 atletas que cruzaram a linha de Meta, pela participação.

Não posso também deixar de agradecer a todos aqueles que colaboram de forma voluntária comigo e com a Associação Desportiva Real Academia para que no dia da prova nada falta-se ao atletas.

Vou continuar a apoiar o Grande Prémio agora como atleta.

 Deixo alguns dados relativos aos 8 Grandes Prémios.

Atletas Classificados

I Grande Prémio – 280

II Grande Prémio – 479

III Grande Prémio – 436

IV Grande Prémio – 443

V Grande Prémio – 524

VI Grande Prémio – 458

VII Grande Prémio – 421

VIII Grande Prémio – 612

 

Os melhores Tempos

Masculinos

6ª Edicção

31m 18s – Hermano Ferreira – Conforlimpa

4ª Edicção

31m 34s - Miguel Quaresma – G. D. Donas

2ª Edicção

31m 52s – Luís Pinto – Sporting

 

Femenino

5ª Edição

35m 30s – Ana Mafalda Ferreira – Estreito

4ª Edicção

35m 35s – Ana Mafalda Ferreira – Estreito

6ª Edicção

36m 59s – Vera Nunes - Benfica

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 19:28

23
Fev 17

23 de Fevereiro de 1987
José Manuel Cerqueira dos Santos Afonso
Nascido em Aveiro a 2 de Agosto de 1929 e falecido em Setúbal com 57 anos.
Dia triste para todos aqueles que tinham o José Afonso com referência, não só no campo musical mas também na defesa das Liberdades de Abril.
A minha geração não deixou de viver aqueles dias, com muita militância e participação cívica dos acontecimentos que Portugal vivia.
Vamos todos pensar um pouco nos poemas que José Afonso cantou, que me leva a evocar o seu disco gravado em 1970, tão actual que é a sua mensagem. E ainda hoje somos poucos para enfrentar as batalhas que nos são colocadas diariamente, então "Traz outro Amigo Também"

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 15:14

21
Fev 17

Embarcação que circula na Ria de Aveiro, região lagunar do Rio Vouga, que originalmente destinada à apanha e transporte do moliço. É um barco de borda baixa para facilitar o carregamento do moliço.

Navega em águas pouco profundas, distingue-se pela singularidade e decoração da sua proa de cores garridas, onde predominam cores garridas e onde predominam os elementos marinhos e rurais.

O moliceiro tem um comprimento de cerca 15 metros, a sua largura de bola 2,50 metros, é construído em madeira de pinheiro.

Como meios de navegação/propulsão usa vela, a vara e a sirga.

O que é a Sirga

É um cabo que se utiliza na passagem dos canais mais estreitos ou junto às margens, quando navega contra a corrente ou contra o vento.

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 22:50

10
Fev 17

No dia 24 de Janeiro de 2017 pelas 22h 15m vejo no Facebook que o Cross da Laminha deste ano foi a sua última edição.

Para ser a última faltou a sua maior atracção «a lama», não foi pela falta do principal ingrediente do Cross da Laminha que o amigo Victor Ferreira nos comunicou tal decisão.

Sei bem o que é organizar uma corrida sozinho, sem apoios humanos e financeiros, já para não falar naqueles pormenores que habitam permanentemente connosco até ao dia da partida.

Estive presente pela primeira vez em 2010, e nunca mais faltei a uma edição, fazendo do Cross minha primeira prova do ano.

Recordo já com saudade as folhas de papel espalhadas pelos trilhos com palavras ‘ESTÁS A GOSTAR, AINDA AGORA COMEÇOU, GANDAS MALUCOS, TRILHO DA RAPOSA’ e aquela que era o ex-libris ‘ATENÇÃO MERDA’», de incentivo aos atletas.

Mas também de aviso e de preocupação onde existia mais dificuldade em se ultrapassar os obsctáculos.

Saudades também das velhas feijoadas ou sopa de feijão com carne e enchidos, nunca entendi muito bem como classificar o «manjar» servido no final de cada Cross, mas sempre de grande qualidade e confecionadas pelas senhoras, na maior e mais velha tradição portuguesa.

Saudades também dos banhos que começaram por ser na casa de banho do pavilhão onde mal cabiam três atletas mas onde todos deixavam a lama, depois veio os banhos ao ar livre, com um engenhoso esquema de ligações e esquentadores, mas sempre com água quente, nesta edição foi em cima do placo das festa.

No que diz respeito á prova em si o que me fazia deslocar há Cumeira, percurso com uma subida iniciar em dias de chuva era muito exigente, não posso esquecer a suinicultura, a pedreira e por último a subida para a meta que acabava com o resto da energia.

Mas tudo isto era compensado pela camaradagem que sempre encontrei nos atletas que participavam no Cross.

Não posso deixar de mencionar os prémios as telhas que ainda são algumas, até aos pratos, «onde cabe uma pizza familiar», são recordações que vou aguardar com carinho.

Para ti amigo Victor Ferreira um

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Bem-Haja e até qualquer Km.

publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 12:38

31
Jan 17

Corrida na Areia

Um treino na areia da praia (Carcavelos) por semana ou por vezes em cada duas semanas é uma excelente forma para se desenvolver a força.

Corrida em percursoa de Corta-Mato

Também treino em pequenos percursos de mato um pouco mais acidentado que também é excelente para desenvolver a força.

Rampas

Como não faços séries este tipo de treino é o mais semelhante, quando subo concentro a passada forte e constante, na descida recupero num trote suave  depois volto a subir.

Bons Treinos

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 16:18

25
Jan 17

Viana do Castelo era o meu destino e dos meus companheiros (Adélia, Óscar, São, Germano, Ana, Rosa e Matos), desta vez para participar na Meia Maratona Manuel Machado, o ponto de encontro foi como habitualmente a Gare do Oriente, estávamos lá à hora marcada.

Pontualmente o Alfa entrava na gare que nos levou até Nine aí mudámos de comboio este com andamento menor que transformou a viagem num agradável passeio de aproximação ao Minho.

Depois de ter deixado as malas no hotel, parti, à descoberta de um restaurante para almoçar, haviam três nomes que poderiam ser escolhidos, após visita aos seus menus a escolha recai no ‘O Vasco’, onde fomos muito bem tratados.

Uma visita pela cidade que terminou em Santa Luzia, para cima tivemos uma preciosa ajuda do elevador que nos levou a superar os 650 metros e um desnível de 160 metros, fazer esse trajecto pelas escadas ou pela estrada não era muito aconselhável porque estávamos a poucas horas da prova.

Domingo, acordei cedo, tomei o pequeno-almoço com a Adélia, fomos ter com os outros e partimos para o local da prova.

Como é habitual o ambiente era normal, os atletas, uns conversavam, outros faziam o seu aquecimento e outros vinham atrasados, havia muitos atletas espanhóis porque a prova contava para o Troféu da Galiza.

O percurso não apresentava muitas dificuldades nas não era um passeio, tinha algumas subidas longas, numa delas encontrei o José Sousa talvez por volta dos 7 kms, um pouco mais à frente cruzei com o Félix, Camacho do Linda-a-Pastora, Germano que volta a representar a Real Academia, quando já tinha feito o retorno cruzei-me com o Óscar, Fernando Fonseca do Mundo da Corrida e o Matos da Real Academia.

Prova com muito público a incentivar os atletas, outros em brincadeira ofereciam um ‘copo de vinho verde’, estes encontravam-se bastante organizados que nem as febras faltava, passei novamente por Santa Marta Portuzelo, isto tudo já no meu regresso, encontrava-me bem fisicamente e via-me a ultrapassar muitos atletas, um pouco mais à frente a placa que indicava a minha entrada na cidade de Viana do Castelo.

Já dentro da cidade vou para a meta, antes disso vejo a Adélia que grita “Boa, Boa, Força”, última curva e à minha frente a recta da meta, olha para o meu relógio e vejo que após acabar a minha prova tenho 1h 38m 49s no relógio da prova marca 1h 39m 22s.

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 17:34

20
Jan 17

Antes de se iniciar o treino para evitar lesões faça aproximadamente durante 5 a 10 minutos estes exercicios.

1 - Mobilidade Articular

2 - Corrida num ritmo lento

3 - Técnica de corrida skippings, andar nas pontas dos pés e calcanhares

 

 

 

publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 20:33

12
Jan 17

Uma caminhada de 4 horas, distância 11 Kms com dificuldade média.

Entre Penedos de Eremitas aos Segredos da Lua.

A rota traçada levamos a locais com tradição como a Capela de Santo António do Penedo (sec xv) que poderá ser o ponto de partida, subir até ao convento de Santa Cruz fundado por Álvaro de Castro em 1560, mediante disposição testamentária de seu pai, o Vice-Rei da Índia D. João de Castro.

Entre velhos castanheiros, sobreiros, loureiros, carvalhos, cedros e buxos ladeiam a calçada que sobe até à Gruta do Monge, ascética morada do Beato Honório, já antes da fundação do convento. Aí viveu (durante 30 anos) e faleceu (em 1596), continuamos a marcha até ao "cruzamento dos Capuchos".

O Monge, junto do vértice Geodésico (490m) que lhe deu nome, é um tholos, uma sepultura colectiva, de falsa cúpula, característica da idade do cobre ou calcolítico.

Os romanos terão mesmo edificado um templo circular, composto por vários colunas consagrada ao Sol e à Lua, continuamos rumo à Peninha (487m), passando pelas Pedra Irmãs. No sopé dos rochedos situa-se a Velha Ermida de S. Saturnino, que remonta à fundação do Reino de Portugal.

(fonte sportlife)

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 19:57

11
Jan 17

Estocolmo 1912, 100 anos depois tive a enorme alegria de estar presente na Suécia e na cidade de Estocolmo no 'Olympiska Spelen' a fazer o mesmo percurso da maratona e de terminar dentro do Estádio Olímpico.

Tenho como recordação a enorme alegria que o povo sueco demonstrava em receber os atletas como se fosse uma representação nacional para participar em tão grande prova, recordo também as longas rectas, subidas, descidas que compunham a totalidade dos quilómetros, tive a oprtunidade de ver durante a prova o local onde Francisco Lazaro desistiu. No dia da prova muitos atletas estavam equipados à época, assim como o público que batiam palmas e gritavam palavras de incentivo, guardo também  para sempre a minha entrada no Estádio Olímpico com aquele ambiente olímpico. Estádio completamente cheio, onde cada um chamava pelo seu familiar ou amigo, para que a meta fosse ultrapassada em glória e sem que se notasse o cansaço já acumulado.

Participei na homenagem que o Governo e Comité Olimpico Sueco prestou ao Francisco Lazaro, momentos de grande simbolismo para todos nós Portugueses que lá estavam nesse dia.

No que respeita ao meu tempo não foi nada famoso mesmo comparando com o de Kenndy McArthur (Africa do Sul) o vencedor em 1912 com 2h 36m 54s contra 3h 32m 25s que gastei para concluir a Maratona Olimpica de Estocolmo (tenho que treinar mais um pouco).

Um pouco de história

Foram os primeiros jogos olimpicos a reunir atletas dos 5 continentes e os primeiros também para Portugal. Uma estreia marcada pela morte de Francisco Lazaro, devido a desidratazção.

Portugal estava representado em 3 modalidades com 6 atletas, sendo António Stromp com 18 anos o atleta mais novo e Joaquim Vital o mais velho com 27 anos.

No Atletismo - Maratona - Francisco Lazaro e Mathias de Carvalho, nos 400 e 800 metros Armando Luzarte Cortesão, nos 100 e 200 metros António Stromp.

Na Esgrima - Espada - Fernando Correia.

Na Luta Greco-Romana - Peso Pena - António Pereira, no Peso Médio - Joaquim Vital.

No Quadro da Medalhas os 3 primeiros foram para Suécia com 24 medalhas de ouro, 24 de prata e 17 bronze, Estados Unidos 23 medalhas de ouro, 19 de prata e bronze a Grã-Bretanha arrecadou 10 medalhas de ouro, 15 de prata e 16 de bronze.

JIM THORP foi eleito o melhor atleta dos jogos

Vencedor do Pentatlo com 7 pontos e do Decatlo com 8.412 pontos. Um ano mais tarde foi desclassificado por ter jogado futebol americano em 1910, numa equipa profissional.

Nasceu a 28 de Maio de 1888 no seio da tribo de indios Sioux Sac paptizado como Wo Tho Huck.

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Jim Thorp

 

 

publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 16:08

10
Jan 17

10-01-1959 - O Ministério da Educação determinou o minimo das habilitações literárias dos desportistas, sem as quais não poderiam manter-se em actividade: 4ª classe. Só no futebol os, cidadãos sem essa habilitação atingiram o número de 500. Era o reflexo do País. Claríssimo.

10-01-1971 - O Sporting (26) manteve o comando com mais um ponto do que o Vitória de Setúbal e mais três do que o Benfica (menos um jogo). Nesse domingo jogou-se no Estádio do Bonfim o Vitória de Setúbal 0 Sporting 0 com arbitragem de Saldanha Ribeiro (Leiria).

10-01-1974 - Jorge Fagundes foi indicado Presidente da Federação Portuguesa de Futebol.

10-01-1975 - José Martins foi acusado de correr dopado no contra-relógio de Benidorn. Os resultados tinham desaparecidos e, seis dias depois do prazo legal, apareceu uma fotocópia com a notícia Fulgêncio Sanchez afirmou que a situação era escandalosa, pondo em dúvida que a urina fosse de José Martins, insinuando que seria de Ocaña.

10-01-1977 - Jornada 13 de azar para o Sporting que perdeu pela primeira vez no Campeonato. Foi em Setúbal(0-1). O golo sadino teve como autor o médio sportinguista Valter. Ainda por cima... No Restelo, mais um passo atrás da equipa do F.C. Porto, que perdeu, por 0-2, aprovando a crise que se vivia nas Antas.

(Fonte A BOLA)

jose martins

 

publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 18:45

28
Dez 14

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publicado por TERTÚLIA DOS ULTRAS às 21:13

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