urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:tertuliadosultrasTERTÚLIA DOS ULTRASTERTÚLIA DOS ULTRASLiveJournal / SAPO BlogsTERTÚLIA DOS ULTRAS2020-07-22T14:47:29Zurn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:tertuliadosultras:192992020-07-22T15:32:00Shizo Kanakuri - Atleta que desaparece durante a Maratona2020-07-22T14:47:29Z2020-07-22T14:47:29Z<p><span style="font-size: 10pt; font-family: 'comic sans ms', sans-serif;">Shizo Kanakuri era natural de Tamana - Kumamoto, nasceu 20/08/1891, morreu 13/11/1983 com 92 anos.</span></p>
<p class="sapomedia images"><span style="font-size: 10pt; font-family: 'comic sans ms', sans-serif;"><img style="width: 151px; padding: 10px 10px;" title="800px-Shiso_Kanaguri_1924" src="https://live.staticflickr.com/65535/50140182168_7bd2c14a97_m.jpg" alt="800px-Shiso_Kanaguri_1924" width="151" height="240" /></span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: 'comic sans ms', sans-serif;">Foi contecorado como “Pai da Maratona do Japão”.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: 'comic sans ms', sans-serif;">Durante os testes de qualificação nacionais de novembro de 1911 para os Jogos Olímpicos de Estocolmo, embora a extensão do percurso tenha sido provavelmente de apenas 40 km (25 milhas), Kanakuri teria estabelecido record mundial com 2 horas, 32 minutos e 45 segundos.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: 'comic sans ms', sans-serif;">Ele foi escolhido como um dos únicos dois atletas que o Japão não podia dar-se ao luxo de enviar mais atletas para os Jogos.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: 'comic sans ms', sans-serif;">Shizo Kanakuri é mais conhecido por desaparecer durante a maratona.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: 'comic sans ms', sans-serif;">Levou 18 dias desde do Japão até Estocolmo, primeiro de navio e depois de comboio o Transiberiano, e precisou de cinco dias para se recuperar para a corrida</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: 'comic sans ms', sans-serif;">A Maratona foi realizada calor inesperado de 25 ° C (77 ° F), e mais da metade dos corredores tiveram hipertermia, Kanakuri, enfraquecido pela longa jornada do Japão e com problemas com a comida local, perdeu a consciência no meio da corrida e foi cuidado por uma família de agricultores.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: 'comic sans ms', sans-serif;">Envergonhado por seu "fracasso", ele silenciosamente voltou ao Japão sem notificar os oficiais da corrida. As autoridades suecas o consideraram desaparecido por 50 anos em 1967, ele foi contatado pela televisão sueca aue lhe ofereceu a oportunidade de concluir sua maratona. Ele aceitou e completou a maratona com 54 anos, 8 meses, 6 dias, em 5 horas, 32 minutos e 20,3 segundos.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: 'comic sans ms', sans-serif;">O outro atleta foi Mishima Yahiko também no atletismo que correu 100, 200 e os 400metros.</span></p>
<p class="sapomedia images"><span style="font-size: 10pt; font-family: 'comic sans ms', sans-serif;"><img style="width: 206px; padding: 10px 10px;" title="Yahiko_Mishima" src="https://live.staticflickr.com/65535/50140964572_61084883ea_m.jpg" alt="Yahiko_Mishima" width="206" height="240" /></span></p>
<p class="sapomedia images"><span style="font-size: 10pt; font-family: 'comic sans ms', sans-serif;"><img style="width: 240px; padding: 10px 10px;" title="1912_Opening_ceremony_-_Japan" src="https://live.staticflickr.com/65535/50140727301_573eddd62f_m.jpg" alt="1912_Opening_ceremony_-_Japan" width="240" height="143" /></span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: 'comic sans ms', sans-serif;">(Fonte Wikipedia)</span></p>
<p> </p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:tertuliadosultras:189442020-04-18T22:14:00Caminhos de Santiago de Compostela - Pádron - Compostela2020-04-18T21:17:15Z2020-04-18T21:17:41Z<p><span style="font-size: 10pt;">Vigésimo quinto dia, vigésima quinta epata Pádron a Compostela com 25kms</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">São 6 horas da manhã já toda a gente que pernoitou no Albergue encontra-se de pé para chegar o mais cedo possível a Compostela.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Saío pela Travésia Iria em direcção à ponte do rio Sar, cruzo N550 a seguir, tenho que passar pela passagem inferior a linha férrea percorro a aldeia e volta a passar pela linha férrea. Na aldeia de Romaris viro para a direita para a A Rúa, agora tenho que seguir pela N550 até Faramello sigo pela estrada empedrada que me conduz a outra estrada alcatroada, tenho que cruzar novamente a linha férrea, sigo pela Rua Rasoeira e pela via do Caminho Português, sigo durante 2,5km até ao viaduto da AC522 entro pouco depois na aldeia Agrela.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Atravesso a AG56 nesta via cruzo-me com muitos peregrinos e cada vez que ando são mais, dou atenção às conversas deles em muitas línguas (inglês, francês, alemão, italiano e outra que não consigo decifrar), mas todos temos uma só finalidade chegar a Santiago, na Ponte Vella de Arriba que cruza o rio Sar, tenho a subida para o Hospital isto já dentro da Cidade.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Ao cimo da avenida, volto à esquerda sigo sempre em frente e entro nas Calles que me levam à Praza do Obradoiro, quando entro na Praza para meu contentamento vejo a Adélia, que sem me dizer nada foi à minha espera.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Tinha-mos falado no dia anterior e disse-lhe mais ou menos a hora que pensava chegar.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Efeméride</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Segundo a tradição católica o apóstolo Santiago Maior difundiu o cristianismo na Península Ibérica nos anos 36–37 ou 40. No ano 44 foi decapitado em Jerusalém por ordem de Herodes Agripa (neto de Herodes o Grande) e os seus restos mortais foram depois trasladados para a Galiza numa barca de pedra. Devido às perseguições dos romanos aos cristãos da Hispânia, o seu túmulo foi abandonado no século III. Ainda segundo a lenda, este túmulo foi descoberto na segunda década do século IX pelo eremita Pelágio (ou Paio) depois de avistar umas luzes estranhas no céu durante a noite. Tendo comunicado a descoberta ao bispo de Iria Flávia, Teodomiro, este reconheceu o feito como um milagre e informou da descoberta o rei Afonso II das Astúrias e da Galiza. O rei ordenou a construção de uma capela no local da sepultura, dedicada ao culto do apóstolo. Diz a lenda que o rei foi o primeiro peregrino do santuário. A capela foi substituída por uma primeira igreja em 829, a qual deu lugar em 899 a uma outra, em estilo pré-românico Esta última foi construída a partir de 872 por ordem de Afonso III e foi consagrada por dezassete bispos. O local tornou-se um destino de peregrinação cuja popularidade e importância foi aumentando gradualmente.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">(Wikipédia)</span></p>
<p class="sapomedia images"><img style="width: 240px; padding: 10px 10px;" title="IMG_20190912_112705" src="https://live.staticflickr.com/65535/49790541342_727d470bfe_m.jpg" alt="IMG_20190912_112705" width="240" height="180" /></p>
<p class="sapomedia images"><img style="width: 240px; padding: 10px 10px;" title="Catedral_de_Santiago_de_Compostela_agosto_2018_(cropped)" src="https://live.staticflickr.com/65535/49790229436_ae790edd78_m.jpg" alt="Catedral_de_Santiago_de_Compostela_agosto_2018_(cropped)" width="240" height="240" /></p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:tertuliadosultras:187822020-04-17T22:45:00Caminhos de Santiago de Compostela - Caldas de Reis - Pedrón2020-04-17T21:50:29Z2020-04-17T21:50:29Z<p><span style="font-size: 10pt;">Vigésimo quarto dia, vigésima quarta epata Caldas de Reis a Pádron com 19kms</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Penúltimo dia da caminhada, estou no centro de Caldas de Reis, sigo pela Calle Real passo o Rio Bermaña vou em frente até ao trilho que vai ao lado do rio, um pouco mais frente passo por debaixo do viaduto da N550, sigo pelo alcatrão até ao trilho de terra batida passo pela localidade Lavandeira entro de novo na N550 e novo trilho em direcção Casalderrique.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Novo trilho e caminho florestal que me leva para autoestrada, estou na P0220 cruzo o viaduto que passa por cima da AP9, aqui encontro um casal que também vão para Santiago, são de também de Mem Martins, mas iniciaram em Valença, combinamos ir juntos até ao final.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Depois foi aquela conversa, eu também sou de Mem Martins, e temos alguns amigos em comum, e assim chegamos ao restaurante A Mesa da Pedra, comemos alguma coisa, mas como faltavam pouco quilómetros fomos mais devagar, seguimos pela Rua do Pilar até à Igreja de San Xulián de Requeixo, perguntamos a um senhor se faltava muito para Pedrón, respondeu ele:</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Não! 3 kms.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Pouco depois estava-mos no Albergue.</span></p>
<p class="sapomedia images"><img style="width: 180px; padding: 10px 10px;" title="3143dsk_4e067301850e22f" src="https://live.staticflickr.com/65535/49785686763_38035e901f_m.jpg" alt="3143dsk_4e067301850e22f" width="180" height="240" /></p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:tertuliadosultras:186542020-04-16T20:58:00Caminhos de Santiago de Compostela - Pontevedra - Caldas de Reis2020-04-16T20:02:10Z2020-04-16T20:03:54Z<p>Vigésimo terceiro dia, vigésima terceira epata Pontevedra a Caldas de Reis com 22kms</p>
<p>Como os quilómetros não eram muito, parti um pouco mais tarde do que os meus companheiros de ontem, que estão pouco habituados a fazer tantos quilómetros só num dia.</p>
<p>Estou na Rua Juan Baptista de Andrade, sigo para o viaduto ferroviário em direcção a Alba, entro na P0225, redobro a minha atenção porque a estrada não tem bermas, passo junto ao rio Rons já em San Caetano, agora tenho pela frente algumas estrada de alcatrão e terra batida para se fazer calmamente, atravesso a linha férrea e chego ao ponto mais alto do dia de hoje, conforme indica o meu mapa.</p>
<p>Desço pela EP0508 até Barro e cruzo a EP0506 e sigo para o Cruzeiro da Amonisa onde Santiago olha para a “sua” Compostela.</p>
<p>O terreno é plano até Caldas dos Reis, depois de deixar para trás a EP947, N550 entro numa alminha viro à esquerda para o trilho que me leva particamente até ao fim da etapa de hoje.</p>
<p>Efeméride</p>
<p>São Thomas Beckert foi chanceler de Inglaterra, arcebispo de Cantuária e defensor da Igreja face ao poder do rei. A fama de santidade levou-o à canonização em 1173, apenas 3 anos após o seu assassinato às ordens de Henrique II. Uma lenda forjada em época posterior fez dele peregrino jacobeu no ano de 1167, quando estava exilado em França, assumindo-se que teria percorrido parte do Caminho Português. Em memória dessa lenda, o arcebispo de Compostela Martín de Herrera (1835-1922), um dos primeiros revitalizadores modernos do Caminho de Santiago, mandou construir uma igreja. O templo, de feição neoclássica, foi erguido entre 1890 e 1894, aproveitando pedras da torre medieval de D. Urraca, fortificação onde, 3m 1105, se pensa ter nascido o rei Afonso VII de Leão e Castela.</p>
<p class="sapomedia images"><img style="width: 240px; padding: 10px 10px;" title="santododia-São-Tomás-Becket" src="https://live.staticflickr.com/65535/49782362202_827a5b1d2b_m.jpg" alt="santododia-São-Tomás-Becket" width="240" height="240" /></p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:tertuliadosultras:181902020-04-15T23:08:00tertuliadosultras @ 2020-04-15T23:08:002020-04-15T22:11:06Z2020-04-15T22:11:06Z<p>Vigésimo segundo dia, vigésima segunda epata Redondela a Pontevedra com 17,5 kms</p>
<p>Hoje talvez a menor epata para fazer em quilómetros.</p>
<p>Saio de Redondela com um grupo de outros peregrinos dois portugueses de Chaves, um Francês, um Moçambicano e outro Peruano.</p>
<p>Como o nosso entendimento parece ser fácil porque só o Jean é falo muito pouco português com o Angel peruano fala espanhol, estamos mais ou menos bem.</p>
<p>São 6 horas da manhã e vamos direitos á Av. Santa Mariña pela Calle da Picota, passamos junto ao Estádio de Futebol, e vem a pergunta habitual que se faz em frente a qualquer Estádio, de que clube és?</p>
<p>Os dois de Chaves, dizem logo, somos do F.C. Porto mas gostamos muito de Chaves.</p>
<p>O Francês eu sou do Lille.</p>
<p>O Moçambicano o meu clube em Portugal é a Académica de Coimbra na minha terra sou também da Académica de Maputo.</p>
<p>O Angel sou do Club Alianza de Lima onde jogou o Cubillas que foi jogador do FC Porto.</p>
<p>Eu sou do Sporting Clube de Portugal.</p>
<p>E fomos algum tempo a falar de futebol.</p>
<p>Com a conversa nem demos pelos quilómetros e já tínhamos feito metade do caminho, entramos Pontesampaio pela Rua do Veleiro, entramos num café.</p>
<p>Tivemos que cruzar o Rio Verdugo, seguimos pela esquerda, e ficamos embrenhados no núcleo histórico até cruzar a PO-264, a seguir fomos para a vale do rio Tomeza onde os campos de cultivo e vinha é a imagem de marca deste local.</p>
<p>Entrarmos na PO504 quando o Angel que tinha o percurso todo mental nos informou:</p>
<p>Companheiros faltam 5kms para o final.</p>
<p>Na rotunda da PO542 avistamos a estação ferroviária.</p>
<p>Recordo o episódio quando estou a fazer os Caminhos de Santiago entregado na prova organizada pelo José Moutinho, um dos atletas chega de táxi, precisamente a esta rotunda.</p>
<p>Já dentro da cidade vamos para albergue, tomar um banho descansar um pouco e combinamos jantar todos, sem antes primeiro passar pela Capela da Virgem Peregrina.</p>
<p>Efeméride</p>
<p>Em Pontevedra fui visitar a Capela da Virgem Peregrina é um edifício religioso Bem de Interesse Cultural. Foi construído a 18 de junho de 1778, seguindo um projeto de António Souto, costeado pela confraria da sua consagração. A primeira missa foi celebrada a 2 de agosto de 1794.</p>
<p>Fiquei deslumbrado pelos vitrais que são lindíssimos.</p>
<p>O Vitral é originário do Oriente por volta dos X e XI.</p>
<p>Tendo florescido na Europa durante a Idade Média os vitrais foram amplamente utilizados na ornamentação de Igrejas e Catedrais, uma vez que o efeito da luz do sol que, por eles, penetrava, conferia uma maior imponência e espiritualidade ao ambiente, efeito reforçado pelas imagens retratadas, em sua maioria cenas religiosas.</p>
<p>Adicionalmente serviam como recurso didático para a instrução do catolicismo a uma população maioritariamente iletrada.</p>
<p class="sapomedia images"><img style="width: 158px; padding: 10px 10px;" title="Pontevedra-009-2-virgen-peregrina" src="https://live.staticflickr.com/65535/49778644216_cb773ae8e0_m.jpg" alt="Pontevedra-009-2-virgen-peregrina" width="158" height="240" /></p>
<p class="sapomedia images"><img style="width: 240px; padding: 10px 10px;" title="naom_5b3652b9b725a" src="https://live.staticflickr.com/65535/49778976122_f60e98401b_m.jpg" alt="naom_5b3652b9b725a" width="240" height="135" /></p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:tertuliadosultras:179992020-04-14T19:21:00Caminhos de Santiago de Compostela - Tui - Redondela2020-04-14T18:26:25Z2020-04-14T18:26:25Z<p><span style="font-size: 10pt;">Vigésimo primeiro dia, vigésima primeira epata Tui a Redondela com 31 kms</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">São 6 horas da manhã, levanto-me para dar início ao dia de hoje, logo depois de ter comido, tenho em atenção que a hora não é mesma de Portugal por essa razão adiantei o relógio porque o telemóvel tinha feito o mesmo automaticamente.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">As marcações em Espanha são setas e azulejos com a vieira amarela, então vamos lá dar inicio ao primeiro quilómetro. Parto da Igreja de San Bartolomé de Rebordans e sigo para Rua do Arrail que deste lado se chama “Calle” e chego ao Rio Louro passo pela ponte medieval que tem muitos símbolos jacobeus, e entro na EN550 pouco depois tenho pela frente PO342.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Estou na via pedonal durante 2kms no seu final, viro para o caminho de terra batida que vai na direcção da Cruz de San Telmo, que mais uns caminhos agradáveis até entrar no inferno que é recta de Porriño, onde os camiões ditam a sua lei, que exige muita atenção da minha parte.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">No final da recta passo pela passagem superior que atravessa a linha do comboio, do outro lado tenho que entrar no caminho florestal, olho para o GPS faltam-me 15 kms até Redondela.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Tenho ainda pela frente algum alcatrão para vencer nas estradas A52, N550, consulto o mapa e confirmo que em Redondela tenho que entrar pelas Ruas do Muro e do Pai Crespo, e acabo de ver a mais dura jornada do Caminho Central Português em território Galego, isto com a ajuda do amigo Daniel Fernandez Cerzon que estava à minha espera em Porriño na passagem superior.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Efeméride</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;"><strong>No dia 14 de abril de 1912, o navio Titanic embateu num iceberg no Oceano Atlântico e afundou duas horas e quarenta minutos depois.</strong></span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">O RMS <em>Titanic </em>foi um navio de passageiros, britânico operado pela White Star Line e construído pelos estaleiros da Harland and Woff em Belfast.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Foi a segunda embarcação da Classe Olympic de transatlânticos depois do RMS Olympic e seguido pelo HMHS Britannic. Projetado pelos engenheiros navais Alexander Carlisie e Thomas Andrews, sua construção começou em março de 1909 e ele foi lançado ao mar em maio de 1911. O <em>Titanic </em>foi pensado para ser o navio mais luxuoso e mais seguro de sua época, gerando lendas que era supostamente "inafundável".</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">A embarcação partiu em sua viagem inaugural de Southampton para Nova Iorque em 10 de abril de 1912, no caminho passando em Cherbourg-Oteville na França e por Queenstown na Irlanda Ele colidiu com um iceberg às 23h 40min do dia 14 de abril e afundou na madrugada do dia seguinte com mais de 1 500 pessoas a bordo, sendo um dos maiores desastres marítimos em tempos de paz de toda a história. Seu naufrágio destacou vários pontos fracos de seu projeto, deficiências nos procedimentos de evacuação de emergência e falhas nas regulamentações marítimas da época. Comissões de inquérito foram instauradas nosEstados Unidos e no Reino Unido, levando a mudanças nas leis internacionais de navegação que permanecem em vigor mais de um século depois.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Os destroços do <em>Titanic </em>foram procurados por décadas até serem encontrados em 1985 por uma equipe liderada por Robert Ballard. Ele se encontra a 3843 metros de profundidade e a 650 Km ao sudeste de Terra Nova no Canadá.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">(Wikipédia)</span></p>
<p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="1-23-2" src="https://live.staticflickr.com/65535/49773680368_608da5e6b7_m.jpg" alt="1-23-2" /></p>
<p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="800px-RMS_Titanic_3" src="https://live.staticflickr.com/65535/49773680588_341b9692ac_m.jpg" alt="800px-RMS_Titanic_3" /></p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:tertuliadosultras:178642020-04-13T17:11:00Caminhos de Santiago de Compostela - Rubiães - Tui2020-04-13T16:14:49Z2020-04-13T16:14:49Z<p><span style="font-size: 10pt;">Vigésimo dia, vigésima epata Rubiães a Tui com 20 kms.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Seis da manhã, o despertador tocou! O nosso e o de quase todos os que estavam no albergue.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Faço uma resenha ao que já tinha palmilhado em 2008 e 2009, e não var andar muito longe disto:</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Tenho uma pequena subida no início, mas quase todo o trajeto é para ser feito de forma tranquila até às margens do rio Minho. Depois até Valença, a etapa tem dois grandes momentos. A primeiro é mais campestre e florestal, com caminhos empedrados e vários cursos de água. Calcorreado pela fresca da manhã torna-o ainda mais bucólico. Quando chegamos à estrada entro no segundo momento da etapa, é sinal que Valença já está perto. Aí o caminho é feito pela estrada, o que o torna mais duro.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Despeço-me dos outros peregrinos que estão um pouco mais atrasados e vou direito à N201, viro à esquerda para o caminho empedrado, passo o Rio Coura pela Ponte de Rubiães, agora tenho pela frente 3kms a subir até que chego a São Bento, tenho que contorna-lo para ir para Gontomil na EM106 daí para EM512 que me vai levar novamente para N201 olho para o GPS e verifico que só andei 11kms, mas com aquela beleza toda das paisagens na Ponte da Pedreira cruza a EM1057 e a aproximação a Valença tem que ser feita pela estrada que conduz à Av. Francisco Sanches e à N13, almoço.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Passo a Ponte Internacional sobre o Rio Minho e estou em Espanha, agora a Tui é só alcatrão e mais alcatrão, chego a Tui e à Praça de San Fernando tenho a Catedral de Tui mesmo ali à minha frente, que na minha opinião é dos mais belos monumentos mediáveis do Caminho Central Português.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Efeméride</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">A <strong>Catedral de Santa Maria de Tui </strong>está situada na cidade de Tui, Pertence à Diocese de Tui-Vigo. Durante a dominação sueva da Península Ibérica. Tui converteu-se em sede episcopal e a construção da catedral foi iniciada no século XII, aproximadamente em 1120 e foi terminada em 1180, em plena época do estilo românico. Neste estilo conserva-se a planta, a portada norte e a iconografia dos capitéis.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Também contém elementos de estilo gótico na fachada principal, datada aproximadamente de 1225. Este dado tem importância, já que seria a primeira construção de estilo gótico de toda a Península Ibérica.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">A catedral é o máximo expoente do patrimônio artístico de Tui. Situa-se na parte mais alta da cidade, na <em>coroa </em>do antigo castro de Tide, que deve ter existido antes do início da era cristã.</span></p>
<p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="img_1850-copie" src="https://live.staticflickr.com/65535/49769745801_2105778fa5_m.jpg" alt="img_1850-copie" /></p>
<p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="img_2035-copie" src="https://live.staticflickr.com/65535/49769746021_f1b4d760f5_m.jpg" alt="img_2035-copie" /></p>
<p class="sapomedia images"><img style="width: 240px; padding: 10px 10px;" title="tg_carrusel_cabecera_grande" src="https://live.staticflickr.com/65535/49769213513_cb035bfff2_m.jpg" alt="tg_carrusel_cabecera_grande" width="240" height="160" /></p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:tertuliadosultras:174762020-04-12T17:56:00Caminhos de Santiago de Compostela - Ponte de Lima - Rubiães2020-04-12T17:06:42Z2020-04-12T17:06:42Z<p><span style="font-size: 10pt;">Décimo nono dia, décima nona epata Ponte de Lima a Rubiães com 22 kms</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Domingo de Páscoa</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Tenho que me fazer à estrada para tentar chegar a Rubiães pouco depois do meio-dia que será muito difícil, pelo caminho que é praticamente em serra e com muitas subidas, são 7 horas tenho previsto beber o café na Labruja.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Já havia luz do dia o sol queria nascer e já passava por cima da Ponte que me vai levar para o caminho da Oliveirinha, entre trilhos e azinhagas junto ao Rio Labrujo, da primeira vez que aqui passei chuvia muito e até que se tinha de caminhar por cima do muro porque tudo era água.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Começo a subir um pouco vejo à minha frente duas pessoas ou melhor duas peregrinas, passo por elas digo. Bom dia! Elas respondem, e combinamos fazer aquela subida totalmente cheia de pedras que a torna muito técnica, se assim acontece algum acidente não estava-mos só.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Uma breve apresentação, digo-lhes que venho de Lisboa, a que elas respondem nós vimos do Porto.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Temos que estar atentos às indicações porque algumas não são evidentes, depois de 3 horas nestes trilhos de Serra chegamos à EN202, que neste dia apresente apresenta um grande trafego de carros ligeiros a constratar com os camiões que circulam durante a semana.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Passo por baixo do viaduto que atravessa A27 para entrar na EM522 e a partir daqui até à Casa do Guarda é uma duríssima subida, vencido este obsctáculos, tenho agora a perigosa descida só por causa das pedras, se for feita com cuidado não é nada do outro mundo, o piso do trilho é que não melhora nada.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Entretanto as minhas companheiras de ocasião ficam para trás, eu sigo com determinação e animado pelas recordações de ter já passado por estes trilhos, chego a azenhas de Cabanas, e a Agualonga pouco depois Rubiães e o Albergue.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Efemeride</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Labruja. Terra do meu amigo Carlos Barbosa, que em 2008, que nos presenteou a mim, Herculano, Eugénio Barra, Recto com uma pequena festa à entrada da aldeia, que depois estendemos a mais amigos.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Foi uma vigairaria de renúncia da apresentação do arcediago de Labruja, da Sé de Braga, e anteriormente do arcediago do mesmo título da Sé de Tui. Aproveitou do foral de S. Martinho, dado por D. Manuel a 2 de Junho de 1515. É povoação muito antiga, e se não existia já no tempo dos Romanos, existia com toda a certeza no tempo dos Godos. A tradição faz remontar os seus primórdios ao século IX, afirmando ter tido origem num mosteiro beneditino, fundado por D. Hermóigio, bispo de Tui. O mosteiro veio a ser extinto em 1460. A freguesia ostenta considerável riqueza patrimonial, impondo-se, todavia, dois destaques: A Ponte do Arquinho e o Santuário do Senhor do Socorro.</span></p>
<p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="rubiaes30" src="https://live.staticflickr.com/65535/49765566046_58fa9442d8_m.jpg" alt="rubiaes30" /></p>
<p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="rubiaes511" src="https://live.staticflickr.com/65535/49765566246_59c1113c95_m.jpg" alt="rubiaes511" /></p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:tertuliadosultras:171672020-04-11T16:42:00Caminhos de Santiago de Compostela - Barcelos - Ponte de Lima2020-04-11T15:47:14Z2020-04-11T15:47:14Z<p><span style="font-size: 10pt;">Décimo oitavo dia, décima oitava epata Barcelos a Ponte de Lima com 34 kms</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Estou um pouco melhor de saúde mas não tenho dado tréguas à constipação, o que tenho evitado a febre.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Hoje a caminhada leva-me a Ponte de Lima terra que também gosto bastante, que visitei pela primeira vez quando participei nos Caminhos de Santiago em 2008.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">O Sol ainda estava baixo no horizonte já eu estava em cima da Ponte que atravessa o Rio Cávado passagem obrigatória desde do tempo medieval dos peregrino que vão para Compostela que escolhem este caminho.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Passo pela Igreja Matriz e reparo que exibe uma vieira na porta principal “que evoca a rota jacobeia”, Largo Municipal, Hospital do Espirito Santo, Paços do Concelho, estou quase em Barcelinhos.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">A partir do Campo da Feira é que começa verdadeiramente a rota, tomo a Rua Dr. Manuel Pais vou até rotunda para entrar na EN204 não me posso distrair muito em virtude de ter muitas ruas a fazer e um pequeno engano leva-me a ficar dentro da cidade, mas tudo resulta na perfeição e já estou na Gândara, a via tem o mesmo nome de Caminho de Santiago, que bem sinalizado está o caminho, continuo na EN204 por mais 500 metros, viro à esquerda para EM549, recordo as minha passagem de 2008, nova indicação visual dos caminhos, cheguei a metade do percurso de hoje, nem me lembrei do café da manhã, tão entusiasmado que ia.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Paro para almoçar, entro num restaurante de estrada.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Pergunto o que se come rápido, a filha do dono do restaurante.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Responde, rojões à moda do Minho.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Digo eu, então venham lá os rojões e uma malga de vinho verde tinto.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Depois do almoço, olho para o relógio e já são 14h 30m, tenho que dar bem às pernas.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Sigo numa estrada paralela à EN204 para chegar a Poiares pela EN204-1, antes de São Simão tenho que passar pela mítica casa da Fernanda e daí até Ponte de Lima são 10 kms, faço contas e mais duas horas e meia estou lá, mas a certa altura fico um pouco baralhado saí da EN204-2 e não encontro a EM1259,minutos depois cá está o caminho que mais parece uma vereda, agora é seguir para a Estrada do Caminho de Santiago, são 17 horas e já cá estou.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Efeméride:</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">No dia 12 de Maio de 2010 escrevia no meu outro blog (<a href="https://tribodosultras.blogs.sapo.pt/" rel="noopener">https://tribodosultras.blogs.sapo.pt/</a>) o seguinte:</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Novamente em Abril depois da Maratona de Viena em 2009 chegou agora a vez de Roterdão.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Todos dizem que é a Maratona mais plana do mundo, onde se pode fazer grandes tempos.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Vamos nós lá ver como me sai.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Depois de ter concluído a maratona, penso que é possível mas temos que sair lá na frente, porque com aproximadamente 30.000 atletas é um pouco complicado ter espaço para se poder desenvolver uma passada constante.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Foi isso que me aconteceu, muito pouco espaço para correr, a juntar às tendências suicidas de alguns atletas, que iam da direita para esquerda e da esquerda para a direita de qualquer maneira, para evitar alguma queda fiz inicialmente uma corrida defensiva.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Esta Maratona tem qualquer coisa de misterioso que não consegui desmistificar, talvez por ter uma temperatura baixa, ou por ser uma maratona muito plana, a cidade em si também é fria, o apoio do público além de ser constante durante os 42 km umas vezes é carinhoso outras vezes parecem que estão muito distantes dos atletas.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Mas tenho que fazer justiça a população estava a rua apoiar os atletas á sua maneira, alguns acompanhavam-nos de bicicleta ou não fosse a Holanda o país daquelas máquinas.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Até a minha prova foi toda ela muito esquisita, ou tinha espaço para correr ou estava metido num cacho de atletas, e tinha sérias dificuldades em ultrapassa-los.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">A organização para os 42,195 Kms só disponibilizou água e bebida isotónica, só no final é que havia abastecimento sólido, banana, que saudades dos nossos abastecimentos, que alguns tão mal dizem.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Voltemos ao que interessa à corrida por volta dos 15 Kms vejo á minha frente um atleta que tem na camisola o nome do seu país Peru, falo um pouco com ele e desejo-lhe boa sorte.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Ele fica um pouco para trás não é para meu espanto que por volta dos 25 kms ele aparece à minha frente no abastecimento, trocamos novas palavras, é quando o Angel me pergunta que tempo penso fazer, respondo-lhe 3h 20m quanto muito 3h 25m.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Faço-lhe a mesma pergunta e ele responde que vai para 3h 30m.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Ficamos de trocar algumas palavras pelo Facebook.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Na passagem dos 32 km tinha-se de contornar um Bosque onde havia menos gente a dar apoio, mas aqueles que lá estavam ofereciam comida sólida, um gesto simpático.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Um pouco mais frente ao km 38 passava-se um bairro com imenso público onde as crianças nos davam pedaços de laranja.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Daí para a frente pouco mais a registar a não ser aquele esforço final que todos atletas fazem para melhorar o seu tempo nem que seja alguns segundos.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Quando cruzei a meta lá estava a Adélia com grande entusiasmo a saudar a minha chegada.</span></p>
<p class="sapomedia images"><img style="width: 160px; padding: 10px 10px;" title="fmr10-12027" src="https://live.staticflickr.com/65535/49761097946_53a5fd41fc_m.jpg" alt="fmr10-12027" width="160" height="240" /></p>
<p class="sapomedia images"><img style="width: 240px; padding: 10px 10px;" title="Maratona Roterdão 2010 160" src="https://live.staticflickr.com/65535/49761424662_f822ef2269_m.jpg" alt="Maratona Roterdão 2010 160" width="240" height="180" /></p>
<p> </p>
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<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:tertuliadosultras:171142020-04-10T17:13:00Caminhos de Santiago de Compostela - Vairão - Barcelos2020-04-10T16:18:37Z2020-04-10T16:18:37Z<p><span style="font-size: 10pt;">Décimo sétimo dia, décima sétima epata Vairão a Barcelos com 25 kms</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Tive uma noite terrível com dores de estomago que me privou algumas horas de descanso, já são 9 horas da manhã, depois de dois dias com muita chuva e frio, hoje o tempo está um pouco melhor os raios de sol vão aquecendo o ambiente.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Tenho que ir para a Cidade dos Galos, começo pela Rua das Oliveira em Vairão entro na estrada principal, viro à direita para a estrada florestal um pouco mais à frente viro para a esquerda para o trilho empedrado com com vinhas por ambos os lados, bem bonito, ora bem!</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">A Ponte de D. Zameiro sobre o Rio Ave e subo a rua do mesmo nome até Capela de Nossa senhora da Ajuda, tenho pela frente uma serie de ruas que me levam a um caminho de terra batida, aí tenho que passar a A7 pela passagem inferior e persigo pelo trilho até ao seu final encontro a EN306 vou até à ponte medieval estou em Rates, hora para o café e reabastecimento de água.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Na EN206 passo pelo albergue dos peregrinos e mosteiro de São Pedro de Rates agora tenho dois trajectos pela antiga linha férrea desativada ou o Caminho Central Português, depois da minha opção tenho o caminho municipal que me vai levar a Merouco, entro novamente na EN306 sigo a sinalética dos peregrinos, estou em Pedra Furada.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Tenho que caminhar mais 3 kms pela EN306 até ao viaduto que passo por baixo da A11, encontro o Rio Cávado mais um esforço e cheguei ao final do dia de hoje.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Efeméride</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">10 de Abril de 1896 a 10 de Abril de 2020 decorre 124 anos que se realizou a 1º Maratona Olímpica da Era Moderna.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">A 1ª edição dos Jogos Olímpicos de Verão realizou-se em 1896, entre 6 e 15 de Abril, na cidade de Atenas,</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">É o nascimento dos JO modernos, com cerca de 241 atletas de 13 países (Alemanha, Áustria, Bulgária, Chile, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, França, Grécia, Hungria, Inglaterra, Suécia e Suiça) Cada competidor recebe uma medalha de participação.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Os EUA ganham 9 de 12 eventos de pista e campo, mas é a Grécia quem conquista mais medalhas: 47.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Nas 13 nações representadas, num total de 241 atletas, não constava nenhuma mulher. A equipa americana, composta por 10 elementos, chega a Atenas mesmo a tempo de participar.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">O maior destaque foi a Maratona, realizada pela primeira vez em uma competição internacional. Spiridon Louis, um carregador de água de Marusi até então desconhecido, ganhou a prova para se tornar o único campeão grego do atletismo e um herói nacional, em 2º lugar ficou o também grego Charilaos Vasilakos, o Húngaro Gyula Kellner ficou com a medalha de bronze.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">As provas do atletismo tiveram a participação mais internacional entre todas as modalidades que as outras disciplinas, (Levantamento de Pesos, Natação, Ciclismo, Ténis, Tiro, Esgrima e Ginástica).</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">A primeira corrida foi ganha por um estudante americano, de nome James Connolly, que teve de desistir de Harvard pois a universidade recusou dispensar-lhe o tempo necessário para viajar até Atenas. Foi o primeiro campeão Olímpico em 1502 anos.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;"><strong>História</strong></span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">De acordo com a mitologia grega, o herói Hércules criou as Olimpíadas por volta de 2.500 a.C., na Grécia antiga, para homenagear o pai dele, Zeus. Contudo, os primeiros registros históricos das Olimpíadas são de 776 a.C., quando os atletas vencedores começaram a ter seus nomes registrados.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Nessa época, os reis de Ilia, de Esparta e de Pissa aliaram-se para que, durante os jogos, houvesse trégua sagrada em toda a Grécia. A aliança foi realizada no templo de Hera, localizado no santuário de Olímpia. Essa é a origem do termo “Olimpíadas”.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">(Livro "A Fabulosa História dos Jogos Olímpicos")</span></p>
<p class="sapomedia images"><img style="width: 166px; padding: 10px 10px;" title="220px-Albert_Meyer_5_Olympia_1896" src="https://live.staticflickr.com/65535/49757363376_c5322d2c41_m.jpg" alt="220px-Albert_Meyer_5_Olympia_1896" width="166" height="240" /></p>
<p class="sapomedia images"><img style="width: 166px; padding: 10px 10px;" title="transferir" src="https://live.staticflickr.com/65535/49757365356_2d4c655efb_m.jpg" alt="transferir" width="166" height="240" /></p>
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<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:tertuliadosultras:167592020-04-09T21:05:00Caminhos de Santiago de Compostela - Porto - Vairão2020-04-09T20:13:54Z2020-04-09T20:13:54Z<p><span style="font-size: 10pt;">Décimo sexto dia, décima sexta epata Porto a Vairão com 37 kms</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Hoje tenho uma das maiores distâncias para percorrer, e logo com este tempo, muita chuva muito frio, mas nada posso fazer a este estado de coisas, ainda pensei em ficar no Porto o dia de hoje para recuperar forças, e para ver se consigo controlar a pequena constipação que tenho.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">O Pedro Amorim ontem deu-me umas saquetas para eu tomar de 4 em 4 horas, é o que vou fazer.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Ora bem, posto isto, o melhor é ir em frente e deixar-me de lamurias.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Estou a iniciar a caminhada na Sé, tenho que passar pelo Posto de Turismo para descer as escadarias para a Igreja dos Grilos em frente até `Igreja da Misericórdia, até aqui lá me vou abrigando como posso da chuva, subo a Rua de São Bento para a Torre dos Clérigos, sei que pela frente tenho as longas ruas da Cedofeita, pela maratonas que já fiz no Porto, lá vou seguindo sempre na companhia da chuva e do vento até que chego aos tuneis que estão sob os prédios da Rua da Constituição.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Vou em direcção à Circunvalação para de seguida ir para Custóias e daí para Leça, onde vou tomar o meu cafezinho da ordem, daqui para a frente tenho que ter muita atenção por são uma série de ruas, cruzamentos, de vira à direita, vira à esquerda, até chegar à EN306, onde a minha atenção tem ser redobrada porque a estrada não tem quase bermas ou não as tem mesmo.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Os carros, camiões e outros veículos não param de passar, e assim se passaram as horas, até que finalmente, estou em Vairão</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Efeméride</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">O Vinho do Porto é um vinho natural e fortificado, produzido exclusivamente a partir de uvas provenientes da Região Demarcada do Douro, no Norte de Portugal a cerca de 100 km a leste da cidade do Porto, São João da Pesqueira, Régua e Pinhão são os principais centros de produção, mas algumas das melhores vinhas ficam na zona mais a leste. </span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">João da Pesqueira é o conselho com maior produção de vinho do Porto a nível nacional.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Apesar de produzida com uvas do Douro e armazenada nas caves de Vila Nova de Gaia, esta bebida alcoólica ficou conhecida como "vinho do Porto" a partir da segunda metade do século XVII por ser exportada para todo o mundo a partir desta cidade.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Vila Nova de Gaia é o local com maior concentração de álcool por metro quadrado do mundo.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">A "descoberta" do vinho do Porto é polémica. Uma das versões, defendida pelos produtores da Inglaterra, refere que a origem data do século XVII, quando os mercadores britânicos adicionaram brandy ao vinho da região do Douro para evitar que ele azedasse. Mas o processo que caracteriza sua obtenção talvez já fosse conhecido bem antes do início do comércio com os ingleses. Já na época dos Descobrimentos o vinho era armazenado desta forma para se conservar um máximo de tempo durante as viagens. A diferença fundamental reside na zona de produção e nas castas utilizadas, hoje protegidas. A empresa Croft foi das primeiras a exportar vinho do Porto, seguida por outras empresas inglesas e escocesas.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">O que torna o vinho do Porto diferente dos restantes vinhos, além do clima único, é o facto de a fermentação do vinho não ser completa, sendo parada numa fase inicial (dois ou três dias depois do início), através da adição de uma aguardente vínica neutra (com cerca de 77º de álcool). Assim o vinho do Porto é um vinho naturalmente doce (visto o açúcar natural das uvas não se transforma completamente em álcool) e mais forte do que os restantes vinhos (entre 19 e 22º de álcool).</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Fundamentalmente consideram-se três tipos de vinhos do Porto: <strong>Branco</strong>, <strong>Ruby </strong>e <strong>Tawny</strong>.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">(Wikipédia)</span></p>
<p class="sapomedia images"><img style="width: 240px; padding: 10px 10px;" title="naom_5cf67a2d82106" src="https://live.staticflickr.com/65535/49753856443_ea9d43730c_m.jpg" alt="naom_5cf67a2d82106" width="240" height="135" /></p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:tertuliadosultras:166272020-04-08T22:41:00Caminhos de Santiago de Compostela - Grijó - Porto2020-04-08T21:46:11Z2020-04-08T21:46:11Z<p><span style="font-size: 10pt;">Décimo Quinto dia, décima quinta epata Grijó ao Porto com 23 kms</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Faz hoje precisamente quinze dias que iniciei a caminhada em Lisboa. O dia está um pouco melhor que o de ontem não chove, mas a temperatura baixo um pouco.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">São 9 horas e já estou atraso 30 minutos, vou direito ao Mosteiro de Grijó, sigo para uma rua que até passa despercebida que tão discreta que é de seu nome Rua do Casal de Baixo, até Sermonde.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Contorno o Parque Desportivo, sigo pela Rua das Silvinhas e outras tantas ruas que me vão levar até Perosinho, agora tenho que ir em direcção da igreja e cemitério.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Tenho pela frente a subida da Serra de Negrelos, nos meus apontamentos é a única subida do dia, após os cem metros mais inclinados do quilómetro de serra, chegou ao Campo de Futebol de Rechousa, agora tenho pela frente mais uns quilómetros até cruzar A29 pelo viaduto superior, passo pelo núcleo urbano e passo por debaixo da A1.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Vou tão embebido nos meus pensamentos que nem dou por chegar a Santo Ovídio e daqui ao Porto é sempre a descer, à entrada da Cidade para meu espanto vejo caras conhecidas à minha espera a Aurora Cunha, Paulo Rodrigues, Marco Silva, Paula Santos, Pedro Amorim e o Vitor Dias, fizeram companhia até ao Hotel Tuela.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Aproveitei o Paulo que é massagista e pedi-lhe para me fazer uma massagem, que nesta altura veio mesmo a calhar.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Fui jantar ao Santiago comer a bela Francesinha com uns fininhos.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Efeméride</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Aurora Cunha</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Natural de Barreiros, Guimarães, Ronfe, nasceu 31 de Maio de 1959, ex-atleta profissional portuguesa.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Notável atleta do F C Porto, clube no qual cumpriu a maior parte da sua carreira, Aurora Cunha destacou-se em provas de corta-mato, meio-fundo e fundo. Apesar de nunca ter conseguido uma medalha numa grande competição de atletismo, foi campeã mundial de estrada em três anos consecutivos — 1984, 1985 e 1986 — e venceu as maratonas de Paris (1988), Tóquio (1988), Chicago (1990) e Roterdão (1992), assim como a São Silvestre de São Paulo em 1988.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Abandonou a competição em 2000, período no qual já corria como individual e sem contrato com o Futebol Clube do Porto. Desde sempre uma apaixonada por desporto, Aurora Cunha cedo se destacou no atletismo. A sua carreira começou aos 15 anos de idade, no Juventude de Ronfe, clube da sua terra natal. Apesar duma breve passagem pelo Sporting, acabou por escolher o F C Porto, assumidamente o seu clube de coração.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">1984 o ano de ouro para Aurora Cunha, com a estreia nos Jogos Olímpicos e medalha de ouro nos Campeonatos do Mundo de Estrada, a nível individual e medalha de prata a nível colectivo. Aurora Cunha conseguiria mesmo renovar o título de campeã do mundo de estrada, a nível individual, em 1985 e 1986, sendo esta última conseguida em Lisboa, perante 30 000 pessoas.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, Aurora Cunha conseguiu o 6º lugar nos 3000 metros, naquele que foi o seu melhor resultado de sempre na maior prova desportiva mundial. A atleta portuguesa representou ainda Portugal em mais duas participações, em Seul 1988 e Barcelona 1992, mas foi obrigada a desistir durante as respectivas Maratonas. Em Barcelona sofreu mesmo uma insolação, que seria o prenúncio do final atribulado da sua carreira desportiva.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">A 9 de Junho de 2005 foi feita Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.</span></p>
<p class="sapomedia images"><img style="width: 167px; padding: 10px 10px;" title="Aurora" src="https://live.staticflickr.com/65535/49750508723_9fcc42ed09_m.jpg" alt="Aurora" width="167" height="240" /></p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:tertuliadosultras:163312020-04-07T21:42:00Caminhos de Santiago de Compostela - São João da Madeira - Grijó2020-04-07T20:46:48Z2020-04-07T20:46:48Z<p><span style="font-size: 10pt;">Décimo Quarto dia, décima quarta epata São João da Madeira a Grijó com 22 kms</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Acordo com a sensação que vou ficar constipado se não agir rápido fico mesmo doente, tenho que passar pela Farmácia e comprar um fármaco.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Tomo o pequeno-almoço baseado em vitamina C , recolho três laranjas que coloco na mochila para comer durante o dia.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">A minha primeira referência é o Museu da Chapelaria mas para lá chegar tenho que transpor o Largo do Santo, Rua Durbalino Laranjeira, Rua do Dourado, muito bem já passei pelo museu sigo para zona industrial e daí para Arrifana sigo pela EN223 para entrar na EN1.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Ao fim dos 2,5km chego a Souto Redondo, já em Gualtar, a estrada real que passou a ser estrada romana, volto novamente EN1, ando durante duas horas até Goda, depois da Rua Nossa Senhora dos Aparecidos cruzo A41 e chego a Loureiro de Baixo, como tinha almoçado sem beber café entrei num café e pedi um, reabasteci os bidons de água, e voltei à estrada, para chegar a Grijó tenho que transpor a passagem inferior, sigo para as Alminhas do Padrão e estou em Grijó.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Efeméride</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Hoje 7 de Abril de 2020 passam 77 anos do dia 7 de Abril de 1943, nasce em Brejenjas, freguesia de Silveira concelho de Torres Vedras, o ciclista português Joaquim Agostinho, considerado um dos melhores ciclistas dos anos 70 do século passado.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Brilhou na “Volta a Portugal” no “Tour de França” e na “Vuelta” à Espanha.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Faleceu a 10 de Maio de 1984, após dez dias em coma em consequência de uma queda sofrida numa etapa da X Volta ao Algarve.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Principais Palmarés</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Volta a Portugal</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Venceu em 1970, 1971 e 1972</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Campeonato de Portugal de Ciclismo de Estrada</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Venceu em 1968, 1969, 1970, 1971, 1972 e 1973</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Tour de France</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">1969, 8º lugar na geral, ganhou duas etapas a 5 e a 14</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">1970, 14º lugar,</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">1971, 5 lugar,</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">1972, 8º lugar,</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">1973, 8º, ganhou a 16 etapa,</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">1974, 6º lugar,</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">1975, 15º lugar,</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">1977, 13º lugar,</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">1978, 3º lugar,</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">1979, 3º lugar e ganhou a 17 etapa,</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">1980, 5º lugar,</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">1981, não terminou,</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">1981, 11º lugar,</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Vueta</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">1974, 2º lugar na geral.</span></p>
<p class="sapomedia images"><img style="width: 240px; padding: 10px 10px;" title="0200" src="https://live.staticflickr.com/65535/49747348236_88a10c1d5c_m.jpg" alt="0200" width="240" height="151" /></p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:tertuliadosultras:159412020-04-06T21:41:00Caminhos de Santiago de Compostela - Albergaria-a-Nova - São João da Madeira2020-04-06T20:48:02Z2020-04-06T20:48:02Z<p><span style="font-size: 10pt;">Décimo Terceiro dia, décima terceira Albergaria-a-Nova a São João da Madeira com 26 kms</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Hoje tenho pela frente uma jornada que me vai levar a São João da Madeira, mas primeiro tenho que passar por Oliveira de Azemeis terra de um grande amigo e ex-colega, sem antes passar por Cucujães, terra de outro amigo destas lides.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Novamente a chuva muito fria que se fazia acompanhar por nevoeiro, e que teimosamente não levantou durante quase toda a manhã, que voltou a fazer-me companhia já perto do final.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Vou direito à EN1 durante cerca de 1 km e passo para a esquerda para a estrada rebaixada em relação à estrada nacional, passo pela zona industrial e caminho paralelo à linha férrea, na localidade de Branca sigo pela EM533 vou sempre em frente pelo carreiro junto à linha dos comboios até ao Largo da Estação de Pinheiro da Bemposta, cruzo a linha pela passagem pedonal superior</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Volto à EN1 para entrar na EN224 já fora da localidade, agora tenho que segui pelo caminho de terra batida cheio de lama, porque chuva não tinha piedade, no final do caminho entro numa via empedrada que vai até à Ponte do Senhor da Ponte.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Aproximo-me de Oliveira de Azeméis, onde vou beber um café e comer uma sandes que queijo, reabasteço os bidons de água, e volto à estrada vejo a Câmara Municipal à minha esquerda, nada de novo é só ir em frente até Cucujães, mais alcatrão e alcatrão até ao final, já dentro de São João da Madeira, sigo sem demoras para o Albergue.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Este dia foi muito desanimador pelas condições atmosféricas, que se fizeram sentir durante o dia todo, que me levou a levar mais tempo do que eu tinha previsto.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Efeméride</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Hoje é dia Mundial do Desporto</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Quero lembrar neste dia Mundial do Desporto todos aqueles desportista que pelas mais diversas razões e motivos viram as suas carreiras interrompidas, para aqueles que dedicam os melhores anos da sua vida, à sua modalidade de eleição, que continuem a fazer o que mais gostam Treinar, mesmo com as limitações que actualmente temos, aos primeiros voltem para novamente ao vosso Mundo.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Quero partilhar convosco a minha mensagem</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Neste momento que a Humanidade atravessa Nós Atletas temos que ser mais Citius, Altius, Fortius, significa ser "mais rápido, mais alto, mais forte", que o vírus.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Além do Lema Olímpico, ao ver os cinco anéis da bandeira que foram escolhidos e representadas por Pierre de Coubertin, todos os países.Atletas do Mundo! o Covid-19 não pode ser mais Citius, Altius, Fortius, vamos todos dar as mãos em volta de cada anel (azul correspondente a Europa, o anel amarelo a Ásia, o preto a África, o verde a Oceânia e o vermelho a América), só assim no final desta prova ouvimos o nosso hino.</span></p>
<p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="simbolo-das-olimpiadas-2_xl" src="https://live.staticflickr.com/65535/49743784611_eab6016867_m.jpg" alt="simbolo-das-olimpiadas-2_xl" /></p>
<p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="slogans_01" src="https://live.staticflickr.com/65535/49744108907_fa46f6be3d_m.jpg" alt="slogans_01" /></p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:tertuliadosultras:158642020-04-05T22:09:00Caminhos de Santiago de Compostela - Águeda - Albergaria-a-Nova2020-04-05T21:16:04Z2020-04-05T21:16:04Z<p><span style="font-size: 10pt;">Décimo Segundo dia, décima segunda etapa Águeda a Albergaria-a-Nova com 28 kms</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Hoje é Domingo de Ramos dia importante para a Igreja.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Novo dia com muita chuva, mas que chuva, vai ser muito sério estes quilómetros que tenho pela frente.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Ora bem, volto ao impermeável, coloco também a protecção para a mochila, são 8 horas por volta das 10 horas tenho que estar Lamas do Vouga para beber qualquer coisa quente.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Então vamos lá, sair do Largo Dr. Elísio Sucena viro logo à direita para a Rua 5 de Outubro até à linha férrea, tenho de passa-la para o outro lado e seguir até à Rua de Vale da Erva para entrar na EN1, e cheguei a Mouriscas do Vouga, continuo pela estrada ou melhor pelo carreiro de terra batida que me leva até ao meu chá quente no café da localidade como tinha previsto.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Aproveito para trocar de camisola a que tenho vestida já está totalmente molhada, cruzo o rio e entro novamente na EN1, que me leva em direcção Serém, tenho pela frente as Ruas Real e Central para entrar no trilho florestal que se encontra totalmente encharcado e com muita lama, e são logo 2,5 kms até Assilhó.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Passo a A25 pelo viaduto superior, subo a estrada até à Rua Dr. Joaquim Miranda que conduz ao Albergue de Albergaria-a-Velha, cruzo a linha férrea entro na Praça Ferreira Tavares, viro à esquerda para o Hospital, sigo até a rotunda e passo a EN1 pela passagem inferior, um pouco mais frente tenho à minha esquerda o Santuário de Nossa Senhora do Socorro, falta-me pelo mapa 1 km para o trilho florestal que me conduz até EN1 e a Albergaria, finalmente cheguei.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Hoje o dia foi muito complicado de fazer pela muita chuva e frio que se fazia sentir durante todo o percurso.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Efeméride</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Domingo de Ramos é uma festa móvel cristã celebrada no domingo antes da Páscoa. A festa comemora a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, um evento da vida de Jesus mencionado nos quatro evangelhos canônicos (Marcos 11:1, Mateus 21:1-11, Lucas 19:28-44, e João 12:12-19). Diz a tradição que Jesus teria entrado pela porta dourada de Jerusalém</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Nos relatos evangélicos, a entrada triunfal de Jesus ocorre por volta de uma semana antes de sua ressurreição</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">De acordo com eles, Jesus chegou montado em um jumento em Jerusalém e o povo, festivo, lançou seus mantos à sua frente, assim como pequenos ramos de árvores. A multidão cantou parte de um salmo (Salmos 118:25-26) — <em>"Salva-nos agora, te pedimos, ó Jave; Ó Javé, envia-nos agora a prosperidade. Bendito seja aquele que vem em nome de Javé, Da casa de Javé vos abençoamos.</em></span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">O simbolismo do jumento pode ser uma referência à tradição oriental de que este é um animal da paz, ao contrário do cavalo, que seria um animal de guerra. Segundo esta tradição, um rei chegava montado num cavalo quando queria a guerra e num jumento quando procurava a paz. Portanto, a entrada de Jesus em Jerusalém simbolizaria sua entrada como um "príncipe da paz" e não um rei guerreiro.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">(Wikipédia)</span></p>
<p class="sapomedia images"><img style="width: 239px; padding: 10px 10px;" title="Enrique_Simonet_-_Flevit_super_illam_1892" src="https://live.staticflickr.com/65535/49740388472_8254c25c67_m.jpg" alt="Enrique_Simonet_-_Flevit_super_illam_1892" width="239" height="130" /></p>
<p> </p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:tertuliadosultras:156112020-04-04T18:33:00Caminhos de Santiago de Compostela - Mealhada - Águeda2020-04-04T17:36:33Z2020-04-04T17:36:33Z<p><span style="font-size: 10pt;">Décimo Primeiro dia, décima primeira etapa Mealhada a Águeda com 31 kms</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Depois do belo jantar e da noite bem dormida, nova jornada para hoje, o dia acordou muito frio e vento, penso que não vai ser fácil, mas é bem melhor que chuva.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Inicio pela rua pedonal que me leva à EN1, olho e à minha esquerda o Parque da Cidade, entro na Rua 25 de Abril que dá acesso ao caminho de terra batida, ando aproximadamente 1km, até Alpalhão daí tenho que ir para a Estrada Vale de Cid depois para Estrada da Várzea isto já na Anadia, aproveito para o beber o habitual café que acompanho desta vez com uma bola de Berlim.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Confirmo que vou em direcção certa para Famalicão, onde posso abastecer-me de água no chafariz, daqui tenho que ir para EN235 em direcção a Boialvo, nesta localidade viro à esquerdo para a zona industrial e dirijo-me para Avelãs do Caminho, passo perto do cemitério e alcanço novamente a E1 pela Rua do Castelo.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Na nacional um passo junto ao Rio Cértima, vejo a Capela de São João prossigo pela Rua do Alto da Póvoa, passo ao lado da Quinta da Grimpa e pelo Parque de Campismo, um pouco mais frente viro direita para entrar outra vez na EN1, tenho que consultar o mapa para não haver algum engano, a direcção a tomar é a da zona industrial que me leva a Sardão pela Ladeira do Atalho.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Depois tenho que cruzar a EN1 para apanhar a IC3 passo pela passagem inferior e estou no Bairro da Ponte, agora só me falta atravessar o Rio pela ponte da EN1 e entrar em Águeda (Terra de Manuel Alegre).</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Efeméride</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Foi concelho medieval, com imenso território que alcançava Famalicão e terras que ficavam junto a Vila Nova de Monsarros, Ancas e S. Lourenço do Bairro. Teve Foral Velho dos reis D. Dinis e D. Afonso, mas, em 10 de Janeiro de 1514, recebeu Foral Novo de D. Manuel I. Havia de extinguir-se, em 1836, a favor da restauração do concelho de Anadia, povoação que chegou a pertencer-lhe, ainda que por um breve período.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Na Idade Média, a localidade de Avelãs começou a ser conhecida por Avelãs do Caminho pela sua localização na estrada que ligava Coimbra ao Norte do País. A via, de origem romana, revelou-se de tal utilidade que não só foi mantida na Idade Média, como foi beneficiada de várias formas. Em Avelãs a tradição diz ter existido um paço que servia a família real nas suas deslocações ao norte.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">(Wikipédia)</span></p>
<p class="sapomedia images"><img style="width: 240px; padding: 10px 10px;" title="Castro_de_avelas_08" src="https://live.staticflickr.com/65535/49735741127_9a26092582_m.jpg" alt="Castro_de_avelas_08" width="240" height="161" /></p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:tertuliadosultras:152572020-04-03T17:26:00Caminhos de Santiago de Compostela - Coimbra - Mealhada2020-04-03T16:31:28Z2020-04-03T16:31:28Z<p><span style="font-size: 10pt;">Décimo dia, decima etapa Coimbra a Mealhada com 28 kms</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Deixou de Coimbra com a canção que todos cantam quando deixam a cidade “Coimbra tem mais encanto na hora da despedida”, tenho hoje pela frente 28 kms, que me levam até à terra dos leitões (uma das 7 Maravilhas da Gastronomia).</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Desço até ao Portugal dos Pequenitos, cruzo a ponte de Santa Clara tenho que ir pela Rua Ferreira Borges, tenho à esquerda e direita, Porta de Almedina, Igreja de Santiago, Mosteiro de Santa Cruz, Câmara Municipal, viro à esquerda passo por debaixo da linha férrea, sigo pela estrada alcatroada durante 3 kms para cruzar a EN111 até à IC3, chego a Trouxemil, e aqui até Sargento-Mor ainda tenho pela frente 1,30m o tempo que me separa do cafezinho.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Na EN1 sigo um 1kms até ao trilho florestal, já no trilho olho em frente fico um pouco desconfiado, será que estou no caminho certo, consulto o mapa, verifico que sim o trilho tem é 2,500 kms, trilho com algumas pedras e buracos que o torna um pouco complicado, isto pelos pés que já começam a dar sinal de algum cansaço.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Depois de comer alguma coisa em Mala, porque objectivo é o Leitão ao jantar, olho para o relógio são 15 horas já venho andar há 4 horas, ainda me faltam mais ou menos 3 horas de caminhada, sigo pela EN1 até Lendiosa.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Agora falta-me chegar ao Vimieira e entrar novamente na EN1, digo para os meus bastões “ó! pá!”, já me cheira a leitão e com este cheirinho no nariz e pensamento, entro na Mealhada.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Dirijo-me para Albergue e daí para o Restaurante, finalmente tinha o leitão mesmo ali à minha frente.</span></p>
<p> </p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Efeméride</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Apesar de se saber que os romanos já apreciavam leitão, não são muitos os livros de gastronomia que o referem assado. Facto é que desde o século XVII que a criação de suínos se tornou excedentária em terras da Bairrada e esse facto constituiu um grande impulso que o levou à sua comercialização.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">O documento mais antigo que se refere a esta iguaria é uma receita conventual de 1743, provavelmente do Mosteiro do Lorvão ou do Mosteiro da Vacariça, compilada num caderno de refeitório de 1900 por António de Macedo Mengo, na qual é descrita uma receita que quase coincide com a receita actual.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Amarelo e apaladado por séculos de tradição, o leitão da Bairrada, é a maior riqueza gastronómica da região.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Com o peso em vivo a oscilar entre os seis e os oito quilos, um mês, mês e meio de idade, o leitão sai do leite materno para se transformar numa iguaria ímpar famosa em todo o país.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Temperado à boa maneira da tradição com uma pasta de sal e pimenta, enfiado no espeto durante duas horas em forno a lenha pelas mãos de especialistas nas voltas e mais voltas da sua confecção, amarelo como ouro na sua pintura a calor lento, o leitão é verdadeiramente um manjar divino.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">(Wikipedia)</span></p>
<p class="sapomedia images"><img style="width: 180px; padding: 10px 10px;" title="prato-de-leitao-pedido" src="https://live.staticflickr.com/65535/49731409916_0c76ef889d_m.jpg" alt="prato-de-leitao-pedido" width="180" height="239" /></p>
<p> </p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:tertuliadosultras:149552020-04-02T16:31:00Caminhos de Santiago de Compostela - Rabaçal - Coimbra2020-04-02T15:34:03Z2020-04-02T15:43:56Z<p><span style="font-size: 10pt;">Nono dia, nona etapa Rabaçal a Coimbra com 30 kms</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Fiquei na Pousada da Juventude, são 7,30m levanto-me tomo o pequeno-almoço na companhia de outros utentes, como é habitual nas pousadas a fratura não é tão grande como no hotel mas mesmo assim existe muita oferta.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Dia totalmente diferente do de ontem o Sol já está no horizonte, volto a vestir uma camisola de meia manga, coloco a mochila às costa e vamos iniciar o dia de hoje.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Vou em direcção a Penela, deixo rapidamente a estrada de alcatrão passo para estrada em terra batida até à EN347 aqui a estrada é alcatroada mais alguns quilómetros e a indicação dos Caminhos de Santiago, vou ao cimo da pequena elevação e lá está a cidade romana de Conímbriga.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Deixo para trás Conímbriga entro na EN342 vou pela antiga estrada até IC3 vejo a capela do mártir São Sebastião da Atadoa (que vem no mapa), vou em direcção A13 passo pelo viaduto sigo para a localidade Casconha, vou beber um café e comer um pastel de nata.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Passo a passagem superior sobre a IC2, sigo pela Rua da Cruz, deixo para trás a Capela de São Lourenço a visto a rotunda com a indicação Coimbra tenho que passar desta vez por debaixo IC2, depois da Quinta de São Pedro tenho que percorrer 2,5kms em trilho de terra batida, para chegar a Coimbra ainda tenho pela frente algumas estradas de alcatrão e terra batida, já na Cidade tenho que descer até ao Mosteiro de Santa Clara-a-Nova.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Efeméride</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Com a minha chegada a Coimbra era obrigatório passar pelo largo da Sé para visitar a casa onde viveu José Afonso.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos o José Afonso, simplesmente o Zeca, nasceu em Aveiro a 2 de Agosto de 1929, morreu a 23 de Fevereiro de 1987 em Setúbal.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Nos seus primeiros anos de vida viveu em Angola, aos dez anos estava em Belmonte em casa do tio que era o Presidente da Câmara e Comandante da Legião.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Em Coimbra vive 15 anos, a Coimbra da capa e batina, das serenatas, Zeca começa a cantar em 1952 integra uma lista das esquerda» que concorre à Direcção da Associação Académica de Coimbra (AAC). Em 1953 faz a sua estreia discográfica no grupo de fados de António Brojo e António Portugal, em 1960 grava “A Balada de Outono”, em 1962 participa na crise académica.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Após passar por diversas localidades como professor vai para Setúbal, dez anos um período muito rico de actividades, sessões musicais pelas colectividades da margem sul e no Instituto Superior Técnico co a Pide sempre perna.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">25 de Abril de 1974. Revolução. Liberdade, vivem-se tempos de magia, de espectáculos em todo o País. Era a Revolução.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Os meus discos de eleição “Venham Mais Cinco e Traz Outro Amigo Também”.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">VIVA JOSÉ AFONSO</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">(Cantores de Abril)</span></p>
<p class="sapomedia images"><img style="width: 160px; padding: 10px 10px;" title="Jose-afonso-coimbra_1" src="https://live.staticflickr.com/65535/49727716911_be9eb12705_m.jpg" alt="Jose-afonso-coimbra_1" width="160" height="240" /></p>
<p> </p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:tertuliadosultras:145962020-04-01T15:06:00Caminhos de Santiago de Compostela - Alvaiázere - Rabaçal2020-04-01T14:12:30Z2020-04-01T14:12:30Z<p><span style="font-size: 10pt;">Oitavo dia, oitava epata Alvaiázere a Rabaçal com 33 kms</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Bom dia,</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Olho pela janela e o que vejo não é nada bom, muita chuva muito vento e muito frio a temperatura muito baixa, mas nada me vai impedir de chegar ao fim da jornada de hoje.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Visto o impermeável e pés ao caminho como diz o povo (Ala que é Cardoso), o relógio marca 8,30m, com tantos quilómetros pela frente não podia perder mais tempo.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">E lá sigo, para norte subindo a Rua da Quintinha, passo para o outro lado da EN340 em frente pela Rua da Igreja Velha durante mais ou menos 2 kms, saio da estrada alcatroada viro à esquerda depois à direita entro num caminho ou melhor um estradão que me leva até Ameixeira novo trilho de terra batida e com bastante lama que a minha “chuva” teimosamente fazia questão de ser a minha companheira.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Estou na Rua Jerónimo Soares Barbosa também em terra batida com muitas poças de água, posto isto consulto o meu mapa e verifico que estou no Caminho Municipal 1094, que liga Ameixeira a Ansião, entrou em Ansião procuro um café para tomar um, que já passa das 10,30m.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Sem dar pelas horas olho para o relógio e são 12 horas, e, a chuva não me dá tréguas, tenho que encontrar um local para mudar de camisola e comer alguma sopa quente, estou a ficar com muito frio o que pode ser nada bom para a minha saúde.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Desço até à Rua dos Combatentes Grande Guerra mais frente, para meu espanto, tenho novamente o Rio Nabão, passo a ponte e sigo para IC8, á esquerda tenho o estádio de futebol, estou num cruzamento que era o final da estrada alcatroada, à minha frente tenho o trilho florestal que são 4,5kms até EN348 depois tenho que fazer a EM526 mais uns quilómetros, volto à direita para o caminho empedrado, novamente a EN348, ando mais 1,5kms estou em Alvorge, para chegar a Rabaçal tenho que seguir pela EN347, e entro no distrito de Coimbra, quando dou por mim cheguei.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Como estou na terra do Queijo Rabaçal que eu tanto gosto, lá fui comer uma bela sandes e uma Super Bock.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Efeméride</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Queijo Rabaçal é um queijo português oriundo da freguesia do Rabaçal, denominação de origem protegida de acordo com as normas da União Europeia.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Fabricado com leites de ovelha e cabra, é um queijo curado, semi duro, com escassos ou nenhuns olhos pequenos e irregulares, de pasta de cor branca ou ligeiramente amarelada e uniforme. A sua produção envolve a coagulação dos leites de ovelha e de cabra, após a qual se procede ao esgotamento lento da coalhada, usando a acção de coalho de origem animal.</span></p>
<p class="sapomedia images"><img style="width: 240px; padding: 10px 10px;" title="Queijo_Rabaçal_fresco" src="https://live.staticflickr.com/65535/49723901476_3900fa2a1c_m.jpg" alt="Queijo_Rabaçal_fresco" width="240" height="180" /></p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:tertuliadosultras:143612020-03-31T16:15:00Caminhos de Santiago de Compostela - Tomar - Alvaiázere2020-03-31T15:21:40Z2020-03-31T15:21:40Z<p><span style="font-size: 10pt;">Sétimo dia sétima epata Tomar a Alvaiázere com 32 kms</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Bom dia!</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Manhã muito fria temperatura nos 7 graus, tive de vestir roupa mais quente, ontem tive que tratar do pé direito que uma pequena bolha estava a nascer, mas nada de preocupante.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Pequeno-Almoço tomada bidons reabastecidos, os frutos secos, gel e as barras ainda dão para o dia de hoje.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Bom, vamos lá para ponto que passa do Rio Nabão, que grande emaranhado de ruas para fazer esquerda, direita em frente, até parece o labirinto do jardim da “Alice no País das Maravilhas”, esquerda Rua dos Voluntários da República, cruza a Rua João Santos Simões, Praça de Touros, esquerda Rua Manuel dos Santos, direita Rua Principal da Choromela, já estou aficar tonto, chego finalmente há Ponte de Peniche.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Entro num caminho de terra batida passo por baixo da IC9 sigo em frente durante 3kms, esta direcção leva-me para Calvinos, digo para mim mesmo olha um café, está na hora do cafezinho, café bebido, vamos lá ao 5kms a e Vila Verde.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Consulto os apontamentos vejo que tenho que cruzar a EN10 e continuar pela EN348, paro para verificar se não estou perdido, não estou!</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Aproxima-se a hora do almoço depois dele, ainda tenho muito que andar, tenho pela frente talvez umas 4 a 5 horas até Alvaiázere.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Cheguei e vou para o Albergue de Peregrinos.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Efeméride</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Alvaiázere, Reedificada a primeira povoação por D. Sancho I, este concedeu-lhe foral 2m 1200, sendo Alvaiázere elevada à categoria de vila por foral de D. João I, datado de 1388, e confirmado por D. Manuel I em 1514.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Podemos visitar a Igreja quinhentista, Coreto, a casa com janelas de guilhotina, uma igreja que se encontra abandonada a norte, a grande casa brasonada do séc. XVII onde se diz ter estado escondido um dos assassinos de D. Inês e forja do Sr. António Freire é um monumento vivo.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Não posso esquecer que ali bem perto termina os “Caminhos do Tejo” em Fátima prova que tem o meu carinho muito especial por tudo aqui que já passei e pelos objectivos mentais e desportivos que me propôs a realizar.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">A emoção inicial de se olhar no infinito e da incógnita dos quilómetros, a camaradagem que nós colocamos, a noite algo de fabuloso, as rectas que nunca mais acabem, a subida para o Castelo de Santarém com as suas paisagem para o Rio Tejo, a passagem dos míticos 100 kms, os pequenos trilhos deslumbrantes que nos levam aos ´Olhos de Água´ a subida da Serra de Minde para terminar aquele inferno de subidas, descidas, rectas e alcatrão, até que final avista-se ao fundo ao Santuário, esse momento tem algo que ainda não consigo explicar, todo aquele sacrifício desaparece e voltam as forças que iniciei no Pavilhão de Portugal.</span></p>
<p class="sapomedia images"><img style="width: 240px; padding: 10px 10px;" title="IMG_20190910_095954" src="https://live.staticflickr.com/65535/49720570766_192c2d52d7_m.jpg" alt="IMG_20190910_095954" width="240" height="180" /></p>
<p> </p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:tertuliadosultras:142992020-03-30T17:38:00Caminhos de Santiago de Compostela - Golegã - Tomar2020-03-30T16:47:19Z2020-03-30T17:03:46Z<p><span style="font-size: 10pt;">Sexto dia sexta etapa Golegã a Tomar com 23 kms.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Levantei-me, fui à janela antes de lavar a cara e descer para a sala onde estava o pequeno-almoço e verifico que está a chover, hoje vai ser complicado.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Pequeno-almoço bastante farto, leite, sumo, café, pão, manteiga, fiambre, doce de morango, frutas, queijo e iogurtes.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Eram 8,30m antes de sair troquei a camisola de mangas compridas pelo impermeável e logo no início da Rua D. João IV vi que tinha pela frente algum sacrifício, mas nada me fazia voltar para trás, pouco depois o Centro Cultural Equuspolis, ando 4 kms e tenho um caminho municipal felizmente alcatroado, passo em frente da Quinta da Cardiga, nova estrada de terra batida com muitas possas de água e lama com o Rio Tejo há minha direita, ao longo avisto Vila Nova da Barquinha onde vou beber o cafezinho, que bem preciso a chuva começava-me a deixar um pouco desconfortável.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Após a breve paragem no café que fica no centro da vila voltei à estrada a chuva não de dava tréguas passo para a EN3 cruzo a linha férrea rumo a Atalaia após ter andado 500 metros entro num trilho florestal, digo para os meus botões, “É PÁ” a lama era imensa e o trilho era longo consulto os meus apontamentos e são 5 kms, a chuva não parava finalmente a povoação de Grou e Asseiceira.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Entro na EN10 que me vai levar até Tomar são os últimos 7 kms, tive que comer umas sandes e barra energéticas que levava comigo. Finalmente ao longe a Cidade de Tomar, olhei para o relógio era 17 horas mais um pouco e a jornada de hoje tinha chegado do fim.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Fui direitinho ao Hostel para tomar um banho bem quente que frio tinha tido com fratura durante o dia.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Efeméride</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">O União Futebol Comércio e Indústria de Tomar é o clube da cidade portuguesa de Tomar (cidade que carrega uma carga histórica de enormíssimo valor cultural que se inicia, antes da fundação de Portugal) , normalmente conhecido apenas como União de Tomar, tendo sido fundado em 4 de maio de 1914. Realiza os seus jogos no Estádio Municipal de Tomar. Na época de 1977-78, chegou a ter como jogador Eusébio, então já no final da sua carreira, assim como o antigo internacional português António Simões.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">6 presenças no Campeonato Nacional de Futebol da I Divisão, 34 presenças na Taça de Portugal, Campeão Nacional de Futebol da II Divisão 1973-74, 16 presenças no Campeonato Nacional de Futebol da II Divisão, vencedor da Zona Norte em 1967-68; vencedor da Zona Sul em 1973-74, Campeão Nacional de Futebol da III Divisão 1964-65 (para além de outras 2 vitórias na Série D da III Divisão, em 1982-83 e em 1989-90), 19 presenças no Campeonato Nacional de Futebol da III Divisão, 5 vezes Campeão Distrital de Futebol da A. F. Santarém, Campeão Distrital de Juniores, Campeão Distrital de Juvenis, Campeão Distrital de Iniciados e Campeão Distrital de Escolas (sub-10).</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Jogaram no clube nomes importantes do futebol nacional e alguns deles com muitas internacionalizações.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">**Guarda-redes - Silva Morais - 61 jogos (71-72, 72-73, 74-75 e 75-76), Nascimento - 53 jogos (71-72 e 72-73), Conhé - 37 jogos (68-69 e 69-70), Arsénio - 18 jogos (68-69).</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">** Defesas - Faustino - 152 jogos (68-69, 69-70, 71-72, 72-73, 74-75, 75-76) - 1 golo, Kiki - 142 jogos (68-69, 69-70, 71-72, 72-73, 74-75, 75-76) - 4 golos, João Carlos - 78 jogos (69-70, 71-72, 72-73), Calado - 72 jogos (71-72, 74-75, 75-76) - 3 golos, Barnabé - 70 jogos (68-69, 69-70, 71-72, 72-73), Fernandes - 53 jogos (72-73, 74-75), Ferreira Pinto - 47 jogos (68-69, 69-70) - 1 golo, Dui - 46 jogos (68-69, 69-70, 71-72, 72-73) - 1 golo, Zeca - 45 jogos (74-75, 75-76), Carvalho - 33 jogos (74-75, 75-76), Caló - 23 jogos (68-69), Bilreiro - 18 jogos (68-69), Carlos Pereira - 16 jogos (69-70), Santos - 15 jogos (68-69).</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">**Médios -Manuel José - 82 jogos (69-70, 71-72, 72-73) - 6 golos, Cardoso - 81 jogos (71-72, 72-73, 74-75, 75-76) - 1 golo, Fernando - 73 jogos (69-70, 71-72, 72-73, 74-75) - 8 golos, Florival - 51 jogos (74-75, 75-76) - 9 golos, Barrinha - 51 jogos (74-75, 75-76) - 1 golo, Raul Águas - 51 jogos (72-73, 74-75) - 20 golos, Raul - 46 jogos (69-70, 71-72, 72-73, 74-75, 75-76), Cláudio - 42 jogos (68-69, 69-70) - 4 golos, Sarmento - 33 jogos (74-75, 75-76) - 2 golos, Pedro - 22 jogos (72-73), Lecas - 15 jogos (68-69) - 1 golo.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">** Avançados - Camolas - 113 jogos (71-72, 72-73, 74-75, 75-76) - 29 golos, Bolota - 110 jogos (71-72, 72-73, 74-75, 75-76) - 30 golos, Pavão - 109 jogos (71-72, 72-73, 74-75, 75-76) - 7 golos, Leitão - 46 jogos (68-69, 69-70) - 13 golos, Alberto - 45 jogos (68-69, 69-70) - 10 golos, Totói - 44 jogos (68-69, 69-70, 71-72) - 3 golos, Caetano - 32 jogos (72-73, 75-76) - 4 golos, Tito - 26 jogos (69-70) - 6 golos, Vieira - 23 jogos (69-70) - 3 golos, N'Habola - 19 jogos (74-75) - 7 golos, José Luís - 17 jogos (75-76).</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;"> (Wikipédia)</span></p>
<p class="sapomedia images"><img style="width: 240px; padding: 10px 10px;" title="img_797x448$2017_03_17_17_25_01_212825" src="https://live.staticflickr.com/65535/49716552458_fd5ba5ca38_m.jpg" alt="img_797x448$2017_03_17_17_25_01_212825" width="240" height="162" /></p>
<p> </p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:tertuliadosultras:139772020-03-29T22:02:00Caminhos de Santiago de Compostela - Santarém - Golegã2020-03-29T21:09:44Z2020-03-30T17:03:15Z<p><span style="font-size: 10pt;">Quinto dia quinta etapa Santarém a Golegã com 32 kms.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">De pequeno-almoço já tomado com mais uma hora hoje que ontem depois da mudança alteração da hora de Inverno para a de Verão.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Deixo o local onde pernoitei, sigo pelo Largo dos Reis em direcção às ruas 1º de Dezembro, 5 de Outubro, passo Portas do Sol, Porta de Santiago (onde existia um conjunto de hospedarias para viajantes, foram destruídas no século XVIII, existindo agora só a Calçada de Santiago), sigo em frente com a linha férrea à esquerda. Já na EN365 depois de ter deixado a EN114 caminho por alcatrão até Vale de Figueira, paro num café para beber uma bica.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Olho para o relógio e para meu espanto quando vejo que são 11,30m estou um pouco atrasado ao horário que tinha planeado, um pouco mais frente entro num caminho de terra batida, novo objectivo é chegar a Reguengo do Alviela com tempo para almoçar um ensopado de enguias.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Depois do almoço entre num embaralhado de trilhos, caminhos de terra batida e estradas de alcatrão para chegar ao Pombalinho, volta à EN365 para concluir o dia de hoje, mas sem passar primeiro pelas quintas da Piedade e cruzar o rio Almonda.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Como estou em pleno Ribatejo escolhi para descansar o Hotel Lusitano.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Efeméride</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">O lugar de Golegã outrora pertença da Vila de Santarém, foi elevado à categoria de Vila por carta de D. João III, datada de 3 de Novembro de 1534. Segundo vários autores, a Vila da Golegã teve origem no tempo de D. Afonso Henriques ou de D. Sancho I, quando uma mulher natural da Galiza e que residia em Santarém veio estabelecer-se com uma estalagem neste local. Que a Golegã já existia no século XV, parece não haver dúvidas, bem como depois de se haver estabelecido nela a dita Galega, ter passado a denominar-se Venda da Galega, Póvoa da Galega, Vila da Galega e mais tarde por corrupção de linguagem, “Golegã”.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">A par da importância do lugar em que se situa, a região da Golegã detinha uma das maiores riquezas: um solo fértil: A fama das suas terras chamou muito povo a si, como grandes agricultores e criadores de cavalos. Dos tempos mais remotos vêm alusões à região, à Quinta da Cardiga que em 1169 foi dada por D. Afonso I à ordem do Templo para arroteamento e cultivo. De século para século foi a mesma sendo doada a outras ordens e, a partir do século XIX, comprada por diversos grandes agricultores.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Já no século XVIII, e com o apoio dado pelo Marquês de Pombal, a feira começou a tomar um importante cariz competitivo, realizando-se concursos hípicos e diversas competições de raças. Os melhores criadores de cavalos concentravam-se então na Golegã. No século XIX, com base na valorização agrária da região, a Golegã voltou a ter grande importância para o que muito contribuíram as figuras de dois grandes agricultores e estadistas: Carlos Relvas, fidalgo da Casa Real, grande amigo do Rei, comendador, lavrador, artista, proprietário de diversos estabelecimentos agrícolas e de dois palácios (onde por várias vezes hospedou a família real), e José Relvas, seu filho, imensamente ligado à causa republicana, ministro das finanças e também um grande</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">(Historia da Golegã)</span></p>
<p class="sapomedia images"><img style="width: 240px; padding: 10px 10px;" title="28575940_1682081255164463_4742860567739322096_n" src="https://live.staticflickr.com/65535/49713416378_c70405779c_m.jpg" alt="28575940_1682081255164463_4742860567739322096_n" width="240" height="237" /></p>
<p> </p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:tertuliadosultras:136352020-03-28T21:33:00Caminhos de Santiago de Compostela - Azambuja - Santarém2020-03-28T21:45:03Z2020-03-30T17:07:43Z<p><span style="font-size: 10pt;">Quarto dia terceira etapa Azambuja a Santarém com 32 kms.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Uma das etapas mais longa não só pelos quilómetros mas também pelas rectas que tenho de atravessar, mas mais nada posso fazer senão seguir em frente.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Levantei-me cedo o tempo estava fresco fui até à Praça do Município, rua Vitor Cordon (não aquela onde está a sede CGPT-IN), a linha férrea à minha frente, entrei no trilho de terra batida que me leva ao Aeródromo de Alqueidão (onde está um dos Forte que protegeu Lisboa das Evasões Francesas) passo pela Aldeia de Reguengo entro na EN3-3 sigo durante 2kms até ao parque ribeirinho de Valada, caminho pelo lado interior do dique que protege das cheias do Rio Tejo até Muge, continuo na EN3-3 e pela Vila Muge pela Rua do Morgado.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Paro um pouco para comer e reabastecer os meus cantis de água porque a parte da tarde não era fácil e ainda me faltavam uns bons quilómetros até ao destino de hoje.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Despois de ter andado 8 kms avisto ao longe Aeródromo encontro um piso complicado entre caminhos empedrados, terra batida e troços alcatroados, tenho à direita e outras vezes à esquerda altos canaviados, passo por debaixo da A13 e chegou a Ómnias, olho para trás e vejo o Aeródromo nem reparei quando o passei, porque o cansaço já estava instalado.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Até que a famosa Rua de Marvila, (não a de Lisboa, mas a de Santarém) viro à direita ando mais um 1,5km e estou no meu destino.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Já passava das 19 horas e ainda me falta chegar ao Albergue de peregrinos da Santa Casa da Misericórdia. Finalmente estou deitado, depois de um belo banho, jantar e ver se tudo estava pronto para o dia seguinte.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Quando cheguei a Santarém o meu pensamento vai para um dos meus Heróis do 24 de Abril de 1974.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Efeméride</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Fernando José Salgueiro Maia, um dos capitães do Exército Português que liderou as forças revolucionárias durante a Revolução de 25 de Abril de 1974, que marcou o final da ditadura em Portugal.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Nasceu em Castelo de Vide a 1 de julho de 1944</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Faleceu 4 de abril de 1992, em Santarém encontra-se sepultado em Castelo de Vide</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Em 1973 iniciam-se as reuniões clandestinas do Movimento das Forças Armadas e, Salgueiro Maia, como Delegado de Cavalaria, integra a Comissão Coordenadora do Movimento. Depois do 16 de Março de 1974 e do Levantamento das Caldas, foi Salgueiro Maia, a 25 de Abril desse anos, quem comandou a coluna de blindados que, vinda de Santarém, montou cerco aos ministérios do Terreiro do Paço forçando, já no final da tarde, seguindo as ordens de Otelo Saraiva de Carvalho no Posto de Comando na Pontinha, a rendição de Mracelo Caetano no Quartel do Carmo, que entregou a pasta do governo a António de Spínola. Salgueiro Maia escoltou Marcelo Caetano ao avião que o transportaria para o exílio no Brasil.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Na madrugada de 25 de Abril de 1974, durante a parada da Esola Prática de Cavalaria (EPC), em Santarém, proferiu o célebre discurso: "<em>Meus senhores, como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. Os estados socialistas, os estados capitalistas e o estado a que chegámos. Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos! De maneira que, quem quiser vir comigo, vamos para Lisboa e acabamos com isto. Quem for voluntário, sai e forma. Quem não quiser sair, fica aqui! </em>Todos os 240 homens que ouviram estas palavras, ditas de forma serena mas firme, tão característica de Salgueiro Maia, formaram de imediato à sua frente. Depois seguiram para Lisboa e marcharam sobre a ditadura.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">A 25 de Novembro de 1975 sai da EPC, comandando um grupo de carros às ordens do Presidenta da República. Será transferido para os Açores, só voltando a Santarém em 1979, onde ficou a comandar o Presídio Militar de Santarém. Em 1984 regressa à EPC.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">(Wikipédia)</span></p>
<p class="sapomedia images"><img style="width: 169px; padding: 10px 10px;" title="Salgueiro_Maia" src="https://live.staticflickr.com/65535/49709683846_7cf6ae3cbb_m.jpg" alt="Salgueiro_Maia" width="169" height="240" /></p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:tertuliadosultras:135312020-03-27T21:16:00Caminhos de Santiago de Compostela - Vila Franca de Xira - Azambuja2020-03-27T21:20:27Z2020-03-30T17:02:46Z<p><span style="font-size: 10pt;">Terceiro dia terceira etapa Vila Franca de Xira a Azambuja com 18 kms.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Depois de ter tomado o pequeno-almoço fui até ao Jardim Municipal Constantino Palha bem junto ao Rio Tejo, passei por debaixo da Ponte Marechal Carmona, segui pelo trilho de terra batida que me levou até Castanheira do Ribatejo, em frente dirige-me para Vala do Carregado, tive de inverter para o meu lado esquerdo para cruzar novamente a linha férrea da estação do Carregado (local onde partiu o 1º comboio português), depois da Vala e da Central Termoeléctrica do Ribatejo, já me encontrava na EN3 e ter passado por mais uma estação desta vez a de Vila Nova da Rainha, consultei os meus apontamentos e faltava-me pouco mais de 6 kms.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Tinha percorrido os 18 kms e o Abrigo de Peregrinos da Santa Casa da Misericórdia da Azambuja esta mesmo ali.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Efeméride</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">O comboio fez a sua estreia em Portugal no dia 28 de Outubro de 1856.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Fontes Pereira de Melo, como Ministro das Obras Públicas, foi o grande timoneiro da modernização das vias rodoviárias e do arranque do caminho-de-ferro no nosso país, considerado condição <em>sine qua non</em> para a industrialização do Reino.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">1.º comboio português.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Em Outubro de 1845, seriam publicadas as bases para a construção de caminhos-de-ferro em Portugal, que, no entanto, não teriam qualquer resultado prático.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Só depois do triunfo do movimento da Regeneração, em 1851, seriam criadas as necessárias condições de estabilidade política, para o surgimento do fontismo e da criação das infra-estruturas necessárias ao definitivo desenvolvimento.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">As obras do 1.º troço da 1.ª linha-férrea portuguesa começaram em 1853, a cargo da Companhia Central e Peninsular dos Caminhos de Ferro em Portugal, sob a supervisão de uma companhia inglesa, e demorariam 3 anos. No dia 24 de Agosto de 1856 o rei D. Pedro V, visitou as obras, já em fase de acabamento, mas em Alverca ainda havia irregularidades.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">A inauguração ocorreria dois meses depois, concretamente na manhã do dia 28 de Outubro de 1856, entre Lisboa e o Carregado. O novo meio de transporte compunha-se de duas locomotivas (a “Portugal” e a “Coimbra”) e dezasseis carruagens. O trajecto a percorrer era de 36,5 km e demorou cerca de 40 minutos.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Maria Isabel Lemos e Roxas Carvalho Meneses de Saint-Léger, que foi Marquesa de Rio Maior e dama da rainha D. Maria Pia, com apenas quinze anos assistiu a esta viagem inaugural. Sobre as impressões então vividas escreveu no seu “Livro de Memórias”, o seguinte:</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">«<em>Vou narrar o que me lembra do solene dia da inauguração que, enfim, chegou. Minha mãe não quis ir ao banquete do Carregado. Mas foi comigo, para um cerro fronteiro à estação de Alhandra ver a passagem do comboio</em> (…).</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;"><em>Finalmente, avistámos ao longe um fumozinho branco, na frente de uma fita escura que lembrava uma serpente a avançar devagarinho. Era o comboio? Quando se aproximou, vimos que trazia menos carruagens do que supúnhamos. Vinha festivamente embandeirado o vagão em que viajava D. Pedro V. O comboio parou um momento na estação, de onde se ergueram girândolas estrondosas de foguetes</em> (…).</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">(…) <em>Só no dia seguinte ouvimos meu pai contar as várias peripécias dessa jornada de inauguração. A máquina</em> (…) <em>não tinha força para puxar todas as carruagens que lhe atrelaram; e fora-as largando</em> <em>pelo caminho. Creio que se o Carregado fosse mais longe e a manter-se uma tal proporção, chegava lá a máquina sozinha ou parte dela</em> (…).</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;"><em>Meu pai passou para a carruagem real, na qual chegou ao Carregado, onde assistiu aos festejos e comeu lautamente, porque o banquete era farto</em>. (…)»</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">No dia seguinte, celebrava-se o aniversário de D. Fernando e a nova linha seria aberta à exploração, com duas viagens diárias de ida e volta, cujo preço (ida e volta) era o seguinte: 1.ª classe – 700 réis; 2.ª classe – 560 réis; e 3.ª classe – 240 réis.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">(Blog Viajando no tempo)</span></p>
<p class="sapomedia images"><img style="width: 240px; padding: 10px 10px;" title="1comb[1]" src="https://live.staticflickr.com/65535/49705751101_914bd7ff68_m.jpg" alt="1comb[1]" width="240" height="153" /></p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:tertuliadosultras:132902020-03-26T16:26:00Caminhos de Santiago de Compostela - Alpriarte - Vila Franca de Xira2020-03-26T16:30:40Z2020-03-30T17:02:00Z<p><span style="font-size: 10pt;">Segundo dia segunda etapa Alpriarte a Vila Franca de Xira com 15 kms.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Sai já era claro, mas hoje não tenho o Sol como companhia, tempo ameno com um pouco de vento.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Deixe o albergue para o lardo da localidade e logo pela Rua do Bom Humor. Ingrediente que me vai fazer bastante falta para estes dias, 1 km à frente viro para o carreiro, no final a A1 sigo em frente passo pela Póvoa de Santa Iria, sigo pelo viaduto sobre a linha do comboio, percorro uns quilómetros até Base Aérea de Alverca, sigo pela EN10 e à minha frente Alhandra (aqui recordo o nadador Batista Pereira), passo por cima da linha férrea entro no Passeio Ribeirinho e depois a ciclovia, á direita a Praça de Touros e cheguei a Vila Franca de Xira, ao fim de 5 horas.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Efeméride</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Baptista Pereira de seu nome completo Joaquim Baptista Pereira, nasceu a 7 de Março de 1921 e faleceu a 22 de Junho de 1984 em Alhandra sua terra natal.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Nadador de fundo internacional representou sempre o seu clube do coração Alhandra Sporting Clube.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Por a sua terra ser localizada à beira do Rio Tejo, Baptista Pereira, desde muito novo, fez do rio o seu lugar de brincadeira preferida.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">O Quim, como era conhecido, filho de pessoas humildes, era aquele garoto traquina que desde muito cedo começou a acompanhar na faina o seu pai, pescador, e para desespero dos pais, a “pouco e pouco”, sozinho começou a aventurar-se no rio a nadar cada vez maiores distâncias, onde além de aprender a profissão, aprendeu a nadar, passando a ser a sua distracção eleita</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Aos 13 anos já era o garoto mais popular da sua terra, rapidamente se começou a conhecer as proezas do jovem e todos os seus conterrâneos começaram-lhe a augurar um futuro brilhante na Natação e não descansaram enquanto não obtiveram autorização dos pais para o inscreverem no clube local.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Após várias provas de fundo com assinaláveis sucessos recebe o convite mais desejado: Participar na prova da Travessia do Canal da Mancha</span></p>
<p class="sapomedia images"><img style="width: 164px; padding: 10px 10px;" title="Baptista-Pereira-Vencedor-da-Mancha-Coleccao-Idolos-do-Desporto" src="https://live.staticflickr.com/65535/49701588052_7c22a9562a_m.jpg" alt="Baptista-Pereira-Vencedor-da-Mancha-Coleccao-Idolos-do-Desporto" width="164" height="240" /></p>
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